Texto publicado em 08/08/2012 - 21:49
Infraero participa de nacionalização de cargas marítimas
O terminal de logística de cargas (Teca) do Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes – Gilberto Freyre (PE) recebeu no final de julho uma carga especial que teve seu trânsito iniciado pelo porto de Suape, em Ipojuca (PE). O recebimento dos volumes, um elevador elétrico fabricado em Shanghai, China, é uma demonstração recente do aumento da interação do setor logístico da Infraero com o modal marítimo.
Em 2012, os Tecas dos aeroportos de Goiânia (GO) e João Pessoa (PB) têm se destacado no recebimento de cargas do modal marítimo. No terminal goiano, somente de janeiro a abril de 2012, foram movimentadas 1.707 toneladas de carga provenientes de portos. Já em 2011, foram nacionalizadas por Goiânia 5.740 toneladas de carga originárias do modal marítimo, o que correspondeu a 90% de toda a tonelagem movimentada no terminal no ano.
A ênfase do Teca goiano na nacionalização de cargas marítimas se deve à agilidade do processo de desembaraço e nacionalização dos volumes. Empresas do estado que recebem cargas oriundas de portos como o de Santos fazem o trajeto até o complexo logístico do aeroporto para cumprir o processamento das cargas já no estado, então seguindo para seus destinos finais.
Vale destacar que a Infraero, tendo em vista a movimentação crescente, planeja melhorias para o Teca de Goiânia: até 2015, está prevista a implantação de um novo complexo logístico para o aeroporto. Uma melhoria já em processo licitatório é a construção de um novo estacionamento de caminhões, que deverá dobrar o espaço disponível atualmente para a acomodação dos veículos.
Já em João Pessoa, uma operação especial foi montada em janeiro para a nacionalização de contêineres para dar suporte à logística da região durante o período de interdição de um dos portos do estado. No primeiro trimestre do ano, foram nacionalizadas 235 toneladas de cargas oriundas do modal marítimo, e a Logística de Carga da Infraero planeja expandir a movimentação deste tipo de volume no Teca do aeroporto, negociando com empresas que atuam nos ramos aéreo e marítimo para implantar um programa de flexibilização tarifária compatível com as necessidades das empresas e o contexto do terminal de João Pessoa.