Cerca de 28 mil litros de leite cru foram apreendidos por fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em postos de refrigeração que já haviam sido interditados no Rio Grande do Sul. A operação faz parte das ações da pasta pelo Programa Nacional de Combate à Fraude no Leite, iniciado em 2003. Durante coletiva nesta sexta-feira, 10 de maio, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade, também tranquilizou a população quanto ao produto que chega no mercado.
“O consumidor pode comprar normalmente o produto. O trabalho de fiscalização feito pelo Ministério da Agricultura é justamente para trazer proteção”, afirmou o ministro, destacando que a iniciativa de fiscalização do Mapa que permitiu a realização da operação Leite Compen$ado.
O ministro destacou ainda que o Ministério da Agricultura vai discutir com o setor produtivo do leite quanto ao transporte do leite cru, uma vez que essa é uma relação comercial entre a indústria e a transportadora. De acordo com Antônio Andrade, é preciso que as empresas alterem o pagamento pelo frete do produto, baseando-se na distância percorrida e não no volume transportado.
Em relação aos lotes apreendidos antes de chegarem às fábricas de produção de leite longa vida, foram 7,5 mil litros das empresas Líder Alimentos, em Crissiumal (RS), e 20,8 mil litros da Marasca, que fica em Selbach (RS). As apreensões, devido a indícios de formol, foram em postos de refrigeração que já haviam sido interditados esta semana pelo Mapa (além destes, foi fechado também o entreposto LTV, em Guaporé – RS).
No próximo dia 22 de maio, autoridades do Ministério da Agricultura vão se reunir com representantes da cadeia produtiva do leite, em Brasília, para discutir mudanças na relação das indústrias de laticínios com as transportadoras. Será tratado ainda sobre as pesquisas do Mapa quanto à análise da quantidade de ureia no leite – uma vez que a substância faz parte da composição natural do produto.
A representação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento no Rio Grande do Sul (SFA-RS) e o Ministério Público do Estado (MP-RS) desencadearam nesta quarta-feira (08/05) a Operação Leite Compen$ado, que resultou no cumprimento de nove mandados de prisão e oito de busca e apreensão nas cidades de Ibirubá, Guaporé, Horizontina.
Análise de amostras realizadas em janeiro de 2013 pelo laboratório oficial do MAPA (LANAGRO Pedro Leopoldo – MG) detectaram a presença de formaldeído em seis lotes de leite UHT da marca ITALAC, pertencente à GOIASMINAS INDÚSTRIA DE LACTICÍNIOS LTDA, de Passo Fundo; em um lote de leite da empresa LACTICÍNIOS BOM GOSTO (marca Líder), de Tapejara; e um lote na VONPAR ALIMENTOS (marca Mumu), em Viamão.
As investigações, realizadas pelas Promotorias de Justiça Especializada Criminal e de Defesa do Consumidor em conjunto com o Mapa, dão conta que cinco empresas de transporte de leite adulteraram o leite cru entregue para a indústria.
Uma das formas de adulteração identificadas é a da adição de uma substância semelhante à ureia e que possui formol em sua composição, na proporção de 1 kg deste produto para 90 litros de água e mil litros de leite.
A adulteração consiste no crime hediondo de corrupção de produtos alimentícios, previsto no artigo 272 do Código Penal. Também atua na Operação a Promotoria de Justiça Especializada Criminal de Combate aos Crimes Contra a Ordem Tributária.
A fraude tinha como objetivo aumentar o volume com água e tentar manter os padrões do “leite”, neste caso a proteína, através da adição da uréia.Conforme o Ministério Público estadual, os transportadores lucravam 10% a mais do que os 7% já pagos sobre o preço do leite cru, em média R$ 0,95 por litro.
As indústrias produtoras do leite UHT adulterado foram submetidas ao Regime Especial de Fiscalização (REF) e ficaram impedidas de comercializar os produtos até que fosse aprovado um plano de medidas corretivas e que três amostras consecutivas apresentassem resultados laboratoriais dentro dos padrões. Realizou-se o recall de todos os lotes de leite que apresentaram problemas.
A cultivar de café Conilon BRS Ouro Preto é resultado de 15 anos de pesquisa conduzida pela Embrapa Rondônia. A nova variedade tem potencial para aumentar a produtividade e promover a sustentabilidade econômica e social de mais de 40 mil pequenas propriedades de cafeicultores em Rondônia e poderá ter sua recomendação estendida para outras regiões produtoras do País. A produtividade média do café em Rondônia é de 11 sacas/ha, enquanto a da Conilon BRS Ouro Preto é de até 70 sacas/ha. As mudas da BRS Ouro Preto devem começar a ser vendidas aos cafeicultores do Estado no prazo de um a dois anos.
Atributos - A Conilon BRS Ouro Preto é uma cultivar clonal recomendada especialmente para Rondônia – segundo produtor de café conilon do Brasil – e foi obtida pela seleção de cafeeiros com características adequadas às lavouras comerciais do Estado e adaptada ao clima e ao solo, com tolerância aos principais estresses climáticos da região: alta temperatura, elevada umidade do ar e déficit hídrico moderado.
Destina-se a cafeicultores que utilizam tecnologia recomendada para o cultivo, incluindo calagem, adubação química, poda de condução, controle de pragas, doenças e plantas daninhas. A nova cultivar é indicada para o cultivo em sequeiro ou com irrigação. Sua denominação é uma homenagem ao município de Ouro Preto d'Oeste, centro pioneiro da colonização oficial do antigo território de Rondônia.
Saiba mais sobre a BRS Ouro Preto no site da Embrapa Produtos e Mercados (http://www.cpafro.embrapa.br/portal/noticia/309/).