Ambiente em foco
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A um custo alto Cubatão paralisa estradas, reclama atenção e depois recua
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R$ 15 milhões para o Portus
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Texto publicado em 05/06/2012 - 20:31
Meio Ambiente, mobilização social e cidadania na Rio+20

* por Vagner da Silva Oliveira

E inegável que o meio ambiente se converteu de questão privada em tema público introduzindo-se na agenda de políticas públicas. Nos países desenvolvidos do Norte, a partir da década de 1960, e nas nações industrializadas do Sul, no decorrer dos anos 80, foram criadas agências e legislações ambientais nacionais, cujos   poderes administrativos e aplicabilidade jurídica crescem visivelmente com o passar do tempo. Já as demandas por proteção ambiental embora também tenham se verificado primeiramente nos países centrais do capitalismo, só alcançaram os países periféricos posteriormente, antecederam em muito a inclusão do meio ambiente na agenda pública.

Na segunda metade do século passado, verifica-se nos EUA e na Europa Ocidental a emergência de associações protetoras da flora e fauna, cujas demandas por proteção ambiental, limitados ao meio ambiente natural e não-humano, ameaçado pela expansão urbano-industrial, se orientaram fundamentalmente para a criação de unidade de conservação da natureza, como; Parques, Reservas e áreas de Preservação. É a fase do 2ambientalismo conservacionista, por se até a manutenção do equilíbrio dos ecossistemas naturais, defendendo-os de atividades predatórias como o desmatamento e a caça.  essa fase dominante dos movimentos de proteção ambiental nos países desenvolvidos até  o pós-guerra( alcançado seu auge de organização com a criação, em 1947, na Suíça da UICN – União Internacional Para Conservação da Natureza, quando o contexto da “Guerra Fria” e a subsequente atômica, ao estabelecer a possibilidade de extermínio da humanidade como espécie, ensejarão uma crescente preocupação com o “ambiente humano” naqueles países. Enquanto para essa teoria, o meio ambiente era percebido como tema privado e localizado, ao ambientalismo social, que se manifestou a partir do pós guerra, suplantando o conservacionismo( que  continuou existindo minoritariamente no movimento) que ocorreu durante a década de 1960, portanto correspondeu uma percepção do meio ambiente como questão social e política.

Esse “novo ambientalismo” emergente nos países do Norte, diferirá do anterior ao propugnar a necessidade de mudanças nas estruturas sociais a fim de assegurar a proteção ambiental. A “ecologização” da sociedade (significou a inclusão do meio ambiente como variável fundamental a ser considerada na orientação dos processos econômico e político) foi lema característico desse movimento. Sua emergência deve-se, além do contexto nos países industrializados do Sul, a emergência de Movimento de Proteção ambiental, que ocorreu tardiamente, a partir da segunda metade da década de 1970. Assim como no Norte, tais movimentos eram inicialmente conservacionistas, voltados para a proteção de ecossistemas naturais ameaçados pela expansão urbano industrial impulsionada pela “modernização conservadora”. A degradação ambiental se converte em público quando ocorre em contextos intensivos.

* Vagner da Silva Oliveira é geógrafo, professor, militante ambientalista no Rio de Janeiro

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