A Rio+20 é a oportunidade para que governos passem das palavras à ação, na avaliação da secretária-geral da organização ambientalista WWF-Brasil, Maria Cecília Wey de Brito. De acordo com Maria Cecília, desde a Rio 92 houve um acúmulo de informações sobre os problemas ambientais e agora é o momento de investir mais em educação e passar das palavras à ação.
“Nestas últimas duas décadas, o mundo teve acesso a informações valiosas, como a confirmação de que as alterações no clima são resultado das ações do homem e a revelação da importância dos serviços prestados pelos ecossistemas. Já avançamos muito, mas faltou ação. Agora, não há mais tempo para as palavras. Não podemos esperar mais 20 anos. Precisamos agir imediatamente. E precisamos investir em educação, ou a mudança não será possível”, disse Maria Cecília.
As declarações foram feitas nesta quarta-feira (13/06), em evento de lançamento da publicação “Rio 92, para onde foi? Rio +20, para onde vai?”, organizada pela Iniciativa Amazônia Viva da Rede WWF, que envolve os nove países amazônicos, incuindo Brasil. A publicação está disponível no endereço www.wwf.org.br.
A organização ambientalista também lançou nesta quarta-feira estudo da Pegada Ecológica do Estado e da Cidade de São Paulo. O estudo revelou que se todos os habitantes do mundo consumissem como os paulistas seriam necessários quase dois planetas. Se vivessem como os paulistanos, seriam necessários quase 2,5 planetas.
O estudo deverá colaborar para o desenvolvimento de ações de mobilização e mitigação para reduzir os impactos do consumo sobre o meio ambiente.
Nesta quinta-feira, a organização ambientalista participa de outros dois eventos da Rio+20: a apresentação da família de pegadas e suas aplicações e a apresentação do Programa Água Brasil.