AVES OBSERVADAS NOS ARREDORES DO PORTO
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Águia-pescadora
Batuíra
Batuiruçu
Maçarico
Falcão-peregrino
Trinta-reis
 
 
AVES MIGRATÓRIAS
Dentre os deslocamentos de aves que ocorrem no Brasil, destacam-se as migrações do inverno do Norte (inverno boreal) e do inverno do Sul (inverno austral). Quanto ao extremo Norte, são centenas e até milhares de indivíduos, que chegam e invernam, ou seja, utilizam estas áreas para pouso e alimentação, logo após o período reprodutivo, que ocorre de maio a julho (SICK 1997). Ao longo da costa brasileira, desde o Amapá até o Rio Grande do Sul são encontrados vários sítios de invernada, sendo esses de extrema importância para a conservação e manutenção destas espécies.
Rotas migratórias de aves do hemisfério norte que habitam parte do ano no Brasil.
FONTE:United Nations Food and Agriculture Organization 2005
 
O litoral de São Paulo recebe, todo ano, a visita de inúmeras aves migratórias. Aqui elas irão repousar e se alimentar, pelo tempo que durar o inverno em sua terra natal. A migração tem a ver com a falta de comida em determinadas regiões e épocas do ano. Inúmeros experimentos sugerem que a maioria das aves navega, principalmente orientada pela visão. As aves reconhecem marcos topográficos e seguem rotas migratórias familiares. Elas também possuem um senso inato de direção. Traçaremos a rota de algumas aves migratórias que habitam o Estuário de Santos durante parte do ano.
 
PRESERVAÇÃO
Entre os manguezais do estado de São Paulo, os da Baixada Santista, especialmente aqueles da área de Santos-Cubatão, são os que apresentam a fauna mais exuberante, tanto em número de espécie como de indivíduos. Diversas espécies se reproduzem na áreas, e algumas tem ali as únicas populações conhecidas no estado de São Paulo, ou as suas maiores concentrações populacionais.

A área é um dos mais importantes sítios de pouso e alimentação de aves migratórias na costa sudeste do Brasil, sendo utilizada tanto por espécies provenientes do Hemisfério Norte como do Cone Sul. Este fato implica que a conservação destes manguezais tem uma importância global. A destruição dos manguezais afetará populações de aves do Canadá a Argentina com prováveis declínios das espécies. Deve-se lembrar que pouco adianta os governos de outros países ou estados (como o Rio Grande do Sul), investirem na conservação destas espécies se áreas críticas para seus ciclos de vida são destruídas em São Paulo.

 
 
Aves no manguezal de Cubatão.
 
Os mangues de Santos-Cubatão abrigam a única população de guarás ao Sul do Maranhão. A população paulista da espécie tem crescido ao longo dos anos e nas duas últimas temporadas de reprodução eles têm feito seus ninhos em Ilha Comprida, outro complexo estuarino do litoral de São Paulo. Assim que os filhotes aprendem a voar, voltam para Cubatão.
O mesmo deve ser dito de espécies como os jacarés e lontras, e daquelas regionalmente raras como o gavião caranguejeiro.

Fonte: www.novomilenio.inf.br
 
SABIÁ-UNA Platycichla flavipes
 
Em meados de abril, quando o palmito (Euterpe edulis) começa a frutificar nas matas do litoral, o sabiá-una desce da Serra do Mar para se alimentar de suas sementes. O sabiá-una as engole inteiras e depois de um tempo regur-gita o caroço, e com isso faz uma boa dispersão dessas sementes.
 
JURUVIARA Vireo olivaceus
 
Outro visitante que aparece em nossas restingas e matas de encostas a partir de setembro é a juruviara. Após uma longa jornada que fez partindo da Região Norte do Brasil, a juruviara logo dá o ar de sua graça, vocalizando insistentemente nas copas das árvores, mesmo nas horas mais quentes do dia. Alimenta-se de artrópodes e frutinhas.