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BREJOS E CHARCOS
Áreas alagáveis ou zonas úmidas, são várzeas, pântanos, charcos, brejos, turfas e corpos de água, naturais oi artificiais, salobra ou salgada, incluindo estuários, constituem um ecossistema extremamente rico em biodiversidade. Preocupados com a devastação destes ecossistemas foi ratificada e aprovada em 1971 a Convenção de Ramsar. |
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![]() Garças se alimentando no brejo do CING |
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Os brejos são especialmente interessantes, pois várias espécies
parecem restritas a esse habitat e à transição entre
estes e o manguezal.
Nas áreas urbanas e industriais de Santos e Cubatão, por exemplo, separados dos manguezais por diques ou estradas, é possível encontrar lagoas e brejos de água doce, a maioria formada inadvertidamente pelo represamento de linhas de drenagem e de canais de escoamento. Essas áreas lembram as várzeas que existiam no curso superior dos rios e são utilizadas por uma série de animais que vivem nos manguezais vizinhos, além de espécies que lhes são características. De fato, esses são os últimos verdadeiros pântanos de água doce da região e constituem um ambiente complementar ao manguezal próximo. Um local importante, utilizado por garças que nidificam ali e nas proximidades, situa-se na área insular de Santos, ao lado de um pátio de contêineres. A chamada “Lagoa da Hipercon” foi formada pelo represamento de água no aterro do pátio da empresa e pelo traçado da avenida portuária de Santos. |
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É
uma lagoa rasa, rica em plantas aquáticas e bordejada por mangues
e araticuns, próxima a uma floresta de mangue-preto. Várias
espécies de aves que preferem água doce, como mergulhões,
marrecos e frangos d’água, utilizam o local, assim como garças
que se reproduzem no ninhal do rio Saboó. |
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VEGETAÇÃO DOS BREJOS DE ÁGUA DOCE
No interior de Cubatão, em áreas protegidas, da invasão das águas do mar, formam-se regiões brejosas, invadidas pelas águas dos rios e dos riachos durante as chuvas. Aí se desenvolve uma vegetação conhecida como vegetação dos brejos de água doce. Aí encontramos algumas espécies comuns a todos os brejos do Estado de São Paulo. Entre as ervas mais comuns temos a taboa (Tipha dominguensis), várias espécies de gramíneas, formando prados. Podemos também observar algumas espécies formando florestas baixas, cujos componentes principais são: o ipê do brejo (Tabebuia umbellata), guanandi e jacareúba. Entre as encontradas somente no litoral temos: a palmeira tucum, algumas variedades de ervas e arbustos como o algodoeiro de praia (hibiscus tiliaceus) e o vegetal mais característico o lírio do brejo (Hedychium coronarium).
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| REFERÊNCIAS
BIBLIOGRAFICAS OLMOS, FÁBIO & SILVA E SILVA, ROBSON: Guará, Ambiente, Flora & Fauna dos Manguezais de Santos-Cubatão. Editora: Empresa das Artes, SP. 2003. pág. 98 e 203. MITCHELL, SOPHIE: Eyewitness Guides, Ponds and Rivers. Editora: Dorling Kindersley Ltd. London. 1988 RUSCHI, AUGUSTO: Aves do Brasil. Editora Rios, São Paulo. 1981 HÖFLING, ELIZABETH & A. DE CAMARGO, HÉLIO, F: Aves no Campus EDUSP. Editora da Universidade de São Paulo. São Paulo (3ª Edição). 1999. STORES T.I. & USINGER R.L: Zoologia Geral, Companhia. Editôra Nacional, SP. 1976. |
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