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PLANO
DE DESENVOLVIMENTO DO PORTO DE SANTOS
A aprovação do Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do Porto de Santos é fundamental para resolver uma parte dos problemas que enfrenta o complexo portuário. Seu projeto foi recentemente apresentado para o Conselho de Autoridade Portuária (PDZ) e prevê medidas para aumentar a capacidade de operações portuárias. Plano
de Desenvolvimento e Zoneamento mostra a importância de expandir
a capacidade de operação portuária na margem esquerda,
onde está localizado Guarujá e a área continental
de Santos. Está prevista a construção do complexo
Barnabé-Bagres para a movimentação de containeres,
líquidos e sólidos a granel, automóveis e cargas
gerais. Com o complexo a perspectiva de operação portuária
sobe de 60 milhões de toneladas para 200 milhões em dez
anos, gerando nove mil empregos diretos e cerca de 30 mil indiretos. |
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Recorte
do jornal “A Tribuna” de 02 de Abril de 1975, mostra que já
vem de no mínimo duas décadas a problemática da posse
da terra no Sítio Conceiçãozinha. |
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Também está prevista a utilização da área de Conceiçãozinha, no Guarujá, onde existe uma favela com cerca de quatro mil moradores. A aprovação de tal proposta deve gerar polêmica, pois envolve qual destino terá a população local. A situação é agravada pela ausência de uma política habitacional direcionada para a solução dos problemas de moradia na região metropolitana. (14/06/2005 - Pablo Solano). O
SÍTIO CONCEIÇÃOZINHA |
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Localização
do Sítio Conceiçãozinha |
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Chega-se
ao Sítio Conceiçãozinha pela Avenida Santos Dumont,
seguindo de carro, da Estação das Barcas, até cerca
de cinco quilômetros, onde se entra à direita e se segue
mais um quilômetro até o inicio da comunidade, ou por via
marítima, através de embarcação pela Ponta
da Praia em Santos ou outro atracadouro de embarcações da
região.
Hoje
o bairro está encravado entre os terrenos das empresas Cargill,
Cutrale e Dow Química, tendo as ruas todas de terra. Ainda não
possui rede de esgotos, porém já tem iluminação
e água potável. |
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Conceiçãozinha,
vista parcial do canal |
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As sociedades formadas pelos caiçaras foram muito bem estruturadas, de forma simples, porém extremamente usual e prática. As funções bem divididas entre homens, mulheres, crianças e idosos, girando completamente em torno da pesca artesanal e da agricultura de subsistência. Enquanto a agricultura fornece os diversos vegetais utilizados na culinária, o pescado vai servir tanto para o consumo próprio como para o escambo e pequenas vendas com o intuito da obtenção de produtos que não poderiam ser facilmente plantados ou obtidos, como sal, feijão, açúcar, café, arroz, óleo, querosene (para iluminação), fósforos, tecidos, e alguns outros materiais. Os
homens pescam, produzem suas ferramentas, são responsáveis
pela construção de suas habitações, e por
trabalhos mais pesados em seu entorno (construção comunitária
de uma ponte, abertura de uma picada, poda de uma área para cultivo).
As mulheres cuidam da casa, se preocupam com respeito à agricultura,
e fazem coletas de mariscos, caranguejos, siris, e peixes através
de linhadas , auxiliadas nisso pelas crianças que fazem das atividades
brincadeiras. Os idosos auxiliam tanto no preparo dos instrumentos da
pesca (quando são homens), quanto na casa e nos afazeres domésticos
(quando são mulheres). |
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Foto cedida por Dona Júlia. (2) Foto cedida por Newton Rafael Gonçalves, liderança comunitária. Até a década de 50 as comunidades caiçaras permaneceram praticamente intocadas. Porém, com o advento da implementação de meios de transportes mais avançados, rodovias, e mais particularmente, tratando-se da Baixada Santista, com o desenvolvimento do Porto de Santos, a explosão industrial do Pólo Petroquímico de Cubatão, e o boom imobiliário de fins da década de 60, essas populações, que viviam em um ritmo de vida completamente próprio, viram-se às voltas com um crescimento demográfico e de consumo que literalmente extinguiu algumas comunidades, descaracterizou outras, e colocou todas em risco de extinção. Os caiçaras que se estabeleceram em Conceiçãozinha, ainda em fins do século XIX, (segundo o depoimento de moradores publicado no jornal “A Tribuna”, no dia 14 de julho de 2002 “há indícios de ocupação da área desde 1898” tiveram em sua maior parte a origem de outros grupos caiçaras, e curiosamente não são em sua maioria nativos da região. Segundo Esther Karwinsky, “A influência do elemento português e indígena é marcante; os sulinos, de origem portuguesa, oriundos do Estado do Paraná, instalaram-se especialmente na Praia do Perequê, Santa Cruz dos Navegantes, Conceiçãozinha, e Praia do Tombo”. A
POPULAÇÃO CAIÇARA Este documento, até agora o mais antigo, trás a dúvida de que talvez antes mesmo de 1898, como afirmam os moradores, houvesse já alguns habitantes na área. Aos elementos caiçaras dessa primeira onda migratória (a mais longa e com menor quantidade de migrantes), foram se juntar, nas décadas de 50, 60, 70 e 80, principalmente, grupos oriundos dos mais diversos estados do norte e nordeste brasileiro, e no caso especifico do Guarujá, encontramos uma predominância de migrantes vindos da Bahia, Paraíba e Sergipe, e em um recorte mais especifico ainda no Sítio Conceiçãozinha, a maior incidência seria de Baianos e Paraibanos. ATIVIDADE
ECONOMICA “Aí começou a acabar com o cultivo da banana na década de 70, quando caiu o consumo da banana, o cara que tinha o sítio teve uma idéia fantástica, ele começou a transportar areia de construção de Santos pra construção civil que começou a se desenvolver, hoje nem areia mais tem.” (....) (...) O artesanato, ou a produção manual de artefatos a serem utilizados no dia-dia, passa a ser também uma fonte de renda. Diversos moradores para implementar seus proventos aliaram à renda ganha com sua pesca e cultivo, as vendas de cestos para transporte de camarão, (retangulares, com cerca de dois palmos de largura por três de comprimento e um palmo e meio de profundidade; balaios redondos e mais fundos (com mais ou menos três palmos de profundidade também para transporte de camarão e outros peixes); chapeis caipira, peneiras (para feijão, café, milho), cestos redondos e rasos (para frutas), abajures, armadilhas para a pesca como o Covo, (uma espécie de cesto por onde peixe entra e na saída não consegue sair, pois tem uma pequena porta que abre somente pra entrar), e o Jequi, (uma espécie de labirinto onde os peixes entram e se prendem e não conseguem sair), que ficavam amarrados nas beiras das Gamboas. |
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| Este
texto foi tirado do Trabalho de Conclusão de Curso , 2002: Sítio
Conceiçãozinha – O Impacto da Urbanização
e Industrialização em uma Comunidade Tradicional Caiçara,
do Professor Carlos Eduardo Vicente eduprofessor_historia@ig.com.br REFERÊNCIAS
BIBLIOGRAFICAS |
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