AVES QUE PODEM SER OBSERVADAS NO ESTUÁRIO
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Colhereiro
Garça-azul
Garça-branca-gd
Garcinha
Guará
         
Socó-caranguejeiro
Socó-dorminhoco
Socozinho
Águia-pescadora
Batuira

OUTRAS AVES
Fragata (Fregata magnificens), Biguá (phalacrocorax brasiliunus), Urubu (Coragyps atratus), Águia-pescadora(Pandion haliatus), Falcão-peregrino (Falco peregrinus), Caracará (Caracara plancus), Saracura-do-mato (Aramides saracura), Saracura-anâ (Porzana albicollis), Quero quero (Vanellus chilensis), Narceja (Gallinago gallinago), Maçarico-pintado (Actitis macularia), Maçarico-de-pernas-amarelas (Tringa flavipes), batuíruçu (Pluvialis dominica), Gaivotão (Larus dominicanus), Trinta-reis (Sterna hirunda), Corta-mar (Rynchops niger) e outras.

 
ESTUÁRIOS

O estuário é a parte terminal de um rio ou lagoa onde, quando a maré está subindo, as águas marinhas costeiras entram rio adentro. O fluxo e o refluxo das marés provocam variações na salinidade da água, no pH, na temperatura, na velocidade das correntes e no teor do oxigênio dissolvido (oxigênio que os peixes respiram).

A dinâmica das águas associada à vegetação que coloniza suas margens (mangue), proporciona o desenvolvimento de uma exuberante fauna. Ostras, camarões, búzios, siris, caranguejos, tainhas são os produtos desta imensa indústria da natureza. Alimentos de alto valor protéico.

 
   
 
 
Camarão
Siri
Ostra
Caranguejo-guaiamu
Tainha
 
Os alagadiços costeiros e estuários fornecem os nutrientes, áreas de criação e desova, para 2/3 da produção anual de peixes do mundo inteiro. Vários tipos de camarões e peixes pescados em alto mar passam a parte inicial da vida do estuário e pelo menos 80 espécies comercialmente importantes deles dependem.
 
 
Porém, devido a sua localização geográfica, os estuários normalmente são áreas ideais para o desenvolvimento de cidades. Portanto, abrigam uma grande concentração populacional. O homem afeta o padrão natural de sedimentação, acelerando a deposição sedimentar, quando desmata as florestas e prepara a terra para a agricultura e urbanização.

Como conseqüência destas atividades, os estuários estão sendo preenchidos mais rapidamente ou apresentam processos erosivos em função do déficit de sedimentos, respectivamente. Um exemplo de um acelerado processo de sedimentação em conseqüência de atividade humanas na bacia de drenagem é a Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro.

Outra preocupação atual é o destino final destes sedimentos finos no estuário e regiões adjacentes. Atualmente, além de sedimentos, os rios descarregam nos estuários variados poluentes, como fertilizantes, rejeitos industriais, esgotos domésticos e hidrocarbonetos. O entendimento da dinâmica sedimentar dentro da região estuarina é essencial para o conhecimento do destino final destes poluentes, uma vez que os mesmos apresentam a característica de serem absorvidos pelas partículas sedimentares finas. Portanto, o estudo do transporte e deposição dos sedimentos em regiões estuarinas se apresenta como imprescindível para um gerenciamento ambiental completo das zonas costeiras de sedimentação atual.

CARACTERÍSTICAS DO ESTUÁRIO

SALINIDADE: esta é a feição dominante neste ambiente e varia conforme a topografia, estação do ano, quantidade de água doce trazida pelos rios e marés.

TURBIDEZ: as águas do estuário possuem uma grande quantidade de partículas em suspensão, o que dificulta a penetração da luz, causando uma diminuição da fotossíntese e da produtividade. De fato, o estuário é uma das poucas regiões marinhas em que a fotossíntese não ocorre na água (no caso do Estuário de Santos, há as árvores de mangue).

TEMPERATURA: é mais variável do que nas águas costeiras, em razão do menor volume de água existente no estuário e da entrada de água doce (esta tende a ser mais fria, fazendo a temperatura variar mais).

ONDAS: os estuários são locais de águas calmas, cujas correntes são causadas principalmente pelo fluxo de água salgada e dos rios.

SUBSTRATO: a maior parte dos estuários possui substratos macios e lamosos. O estuário é um ambiente deposicional e seus sedimentos provêm da água do mar e dos rios.

OXIGÊNIO: o teor de oxigênio é mais alto na coluna d’água que no substrato, que possui muito pouco oxigênio por causa da oxidação bacteriana.

CADEIA ALIMENTAR

As aves são os predadores do topo da cadeia alimentar no estuário. Alimentam-se de uma grande quantidade de organismos, como peixes, crustáceos, moluscos, vermes etc. Por essa razão, as aves servem como bio-indicadoras, nos informando sobre a saúde do estuário.

 
 
 
 
Maçarico
Corophium
Batuíra
Moluscos
 
Para se ter uma idéia do grande poder de ingestão das aves, no estômago de um maçarico (Tringa) já foram encontrados 40.000 crustáceos do gênero Corophium, e no estômago de uma pequena batuíra (Calidrus) foram encontrados 730 moluscos do gênero Macoma*. Por essa razão, as aves servem como bio-indicadoras nos informando sobre a saúde do estuário
 

*www.geocities.com/miragaiaunisanta

Fontes: http://www.reservasapiranga.com.br/jornal/view.asp?id=127
http://www.usu.br/icba/oceano2/ESTUARIOS.htm
 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

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CALLENBACH, E.; CAPRA, F.; GOLDMAN, L.; LUTZ, R. & MARBURG, S. Gerenciamento ecológico: guia do Instituto Elmwood de auditoria ecológica e negócios sustentáveis. Ed. Cultrix, São Paulo - SP, 208p. 1993.

COELHO Jr, C. & NOVELLI, Y. S. Considerações teóricas e práticas sobre o impacto da carcinicultura nos ecossistemas costeiros brasileiros, com ênfase no ecossistema manguezal.