AVES QUE PODEM SER OBSERVADAS NA MATA ATLÂNTICA
Clique nas imagens para abrir as janelas com as descrições das aves

Gavião-carijó
Jacuguaçu
Tuim
Corujinha-do-mato
Mocho-orelhudo
Urutau
Fronte-violeta
Rabo-branco
Tesoura
Tucano-de-bico-verde
Pica-pau-anão
Pica-pau-carijó
 
OUTRAS AVES
Asa-branca (Patagioenas picazuro), Sabiá-laranjeiro (Turdus rufiventris), Sabiá-de-coleira (Turdus albicollis), Sai-azul (Dacnis cayana) Tié-sangue (Ramphocelus bresilius), Tié-preto (Tachyphonus coronatus) Tangará-dançarino (Chiroxiphia caudata), Saíra-7-cores (Tangara seledon), Saíra-canário (Thlypopsis sordida), Sanhaço-cinzente (Thraupis sayaca), Sanhaço-de-encontro (Thraupis cyanoptera), Tiziu (Volatina jacarina) Anu-preto (Crotophaga ani), Alma-de-gato (Piaya cayana).
 
 
MATA ATLÂNTICA
A Mata Atlântica, ou floresta úmida de encosta, ocorria originalmente ao longo de toda a costa do Brasil acompanhando as cadeias montanhosas. Atualmente encontram-se apenas vestígios desse tipo de vegetação localizado em sua maior parte no Sudeste, nas Serras do Mar e na Serra de Mantiqueira.
 
 
A Mata Atlântica ocorria originalmente ao longo de toda a costa do Brasil
 
Da cobertura original de 1.300.000 km2 restam hoje apenas oito por cento no litoral dos estados São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná (Reservas do Sudeste) e uma pequena parte no sul da Bahia (Reservas da Costa do Descobrimento).

A sub-formação denominada de Floresta de Planície, com altitudes entre 15 e 50 m está caracterizada por árvores com altura máxima de 25 m e um sub-bosque denso. É uma mata homogênea composta por espécies que também podem ser encontradas na Floresta de Encosta ou na Restinga, formada sobre sedimentos de origem quaternária.

A Floresta de Planície ou de Terras Baixas cresce sobre solos pobres, normalmente arenosos, apenas com uma camada superficial de húmus e lençol freático pouco profundo, aflorando em áreas de lagoas e alagadiços. Podem conter depósitos de turfa.

 
Ipê-amarelo
Quaresmeira
Embaúba
Pau-brasil
Guapuruvu
 
Um componente de destaque na Floresta de Planície é formado pelas epífitas vasculares, plantas que crescem sobre os troncos e galhos das arvores sem manter qualquer tipo de relação nutricional. Entre os elementos arbóreos temos: embaúba, araúba, embiruçu, pau-brasil, cajarama, briúva, guatambu, brejaúva, indaiá, tucum, quaresmeira, manaca etc.
A Mata Atlântica é o mais importante dos 6 biomas brasileiros e um dos hotspots mais valiosos da Terra. Devido à riqueza excepcional da biodiversidade dos seus ecossistemas, sua beleza natural e seu valor universal para a humanidade, as áreas remanescentes foram declaradas Reserva da Biosfera pela Unesco em 1992 e inscritas como Patrimônio Mundial da Humanidade em 1999.

Embora menos conhecida internacionalmente que a Amazônia, forma com ela as duas maiores e mais importantes florestas tropicais do continente Sul-Americano. Durante a época da chegada dos portugueses, em 1500, essa floresta se estendia contínua por mais de 1.300.000 km2, área duas vezes maior que a França, o que corresponde a cerca de 15% do atual território.

CARACTERÍSTICAS

 
 
A extensão original e a distribuição da Mata Atlântica (ocupa área de latitude e longitude muito variada, com diferentes altitudes, relevo, tipos de solo e condições climáticas) levaram à formação de uma enorme variabilidade vegetacional através das diferentes regiões em que ocorre no país .

Fonte: Maio e Fevereiro 1982; Silva e Leitão Filho 1982
 
FLORESTA DA PLANÍCE LITORÀNEA: recobre a planície litorânea e o litoral rochoso, até a altitude aproximada de 50 m. É marcada por características tropicais, como grande número de espécies de palmeiras, epífitas, vegetação com folhas grandes para melhor captação de luz, umidade muito alta no interior, pouca variação de luz e temperatura. As plantas não perdem suas folhas.

FLORESTA BAIXO MANTANA: a partir dos 50 m, pode-se perceber mudanças na vegetação decorrentes das alterações da profundidade e fertilidade dos solos. Dentre essas mudanças, as principais dizem respeito à substituição das espécies dominantes e das mais marcantes. Dentreas características, mas mais marcantes são o menor tamanho das folhas, redução do número de espécies de palmeiras e xaxins, sendo que parte das espécies perde suas folhas em determinados períodos do ano, como no inverno.

FLORESTA MONTANA: mais conhecida como Floresta das Encostas, diferencia-se da Baixo Montana, já à primeira vista, pela menor altura das árvores. Regridem as espécies tropicais, a exemplo do palmito (Euterpe edulis) e aumenta o número das decíduas. As espécies decorrentes estão adaptadas à acentuada declividade do solo.Grande parte delas possui raízes tabulares, conhecidas por sapopemas, responsáveis pela estabilização das árvores.

FLORESTA ALTO MONTANA: formada quase que exclusivamente por arvoretas e arbustos retorcidos e com folhas espessas. Sob a vegetação arbustivo-arbórea encontram-se bromélias, samambaias e liquens que, em alguns trechos, recobrem totalmente o solo,

CAMPOS DE ALTITUDE: acima de cerca de 1.350m a 1.400m até o topo dos morros, a vegetação arbórea é substituída por outra herbácea, entremeada de pequenos arbustos, sub-arbustos e grande bromélias. São as formações campestres altimontanas. Nesta paisagem dominam gramíneas (capins e bambus), ciperáceas (tiriricas), compostas (carquejas e vassourinhas) e xiridáceas.

 
 
 
Beija-flor-de-fronte-violeta
 
Sanhaço-do-coqueiro
 
 
BIODIVERSIDADE
Devido à variações ambientais extremas neste bioma, sua biodiversidade é extremamente alta. A Mata Atlântica contêm cerca de 250 espécies de mamíferos, 340 anfíbios, 1.023 pássaros e aproximadamente 20.000 árvores. Metade das espécies de árvores e 80% dos primatas são endêmicos. Entre as espécies existe uma imensa variedade de Passeriformes, distribuídos pelos diferentes ambientes e com ocorrência variável conforme a época do ano. As famílias com mais diversidade são Tirannidae e Emberizidae.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

BERNARDES, A.T; MACHADO, A.B.M. & RYLANDS, A.B. Fauna brasileira ameaçada de extinção. Belo Horizonte, Fundação Biodiversitas para a Conservação da Diversidade Biológica, 1990

CÂMARA, I.G. Plano de Ação para a Mata Atlântica. São Paulo, Fundação SOS Mata Atlântica, Editora Interação, 1992.

CAMPOS, G. de Mapa Florestal, 1912.

CANALI, N. E. coord. Levantamentos físico-geográficos da Área Especial de Interesse Turístico do Marumbi, Serra do Mar, PR. Curitiba, Departamento de Geografia da Universidade Federal do Paraná, 1987.

CAPOBIANCO, J. P. & LIMA, A. R. Mata Atlântica: Avanços Legais e Institucionais para sua Conservação. Documentos do ISA, São Paulo, Instituto Socioambiental, nº 04, 1997.

CARVALHO, C.T. Dicionário dos Mamíferos do Brasil. Fundação Parque Zoológico de São Paulo. São Paulo, 1969.

COIMBRA, A. & CÂMARA, I. B. Os limites originais da Mata Atlântica na região Nordeste do Brasil. Fundação Brasileira para a Conservação da Natureza. Rio de Janeiro, 1996.

DEAN, W. A ferro e Fogo: a história e a devastação da Mata Atlântica brasileira. São Paulo : Companhia das Letras, 1996.

DIEGUES, A. C. S. coord. A caixeta no Vale do Ribeira (SP): estudo socio-econômico da população vinculada à extração e desdobro da caixeta. São Paulo, Núcleo de Apoio à Pesquisa sobre Populações Humanas e Áreas Úmidas Brasileiras - Universidade de São Paulo/NUPAUB-USP, 1991.

DRUMMOND, J. A. Devastação e preservação ambiental - Os Parques Nacionais do Estado do Rio de Janeiro. Niterói : Eduff, 1997.

EITEN, G. A vegetação do Estado de São Paulo. Boletim do Instituto de Botânica, nº 7, jan/1970.

FRANÇA, S. C. A ocupação das matas primitivas do Vale do Ribeira: desmatamento e desenvolvimento. Jaboticabal, Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, UNESP, 52p., il., 1984 (paper).

HOLANDA, S. B. Raízes do Brasil. - 26. ed. - São Paulo, Companhia das Letras, 1995.

IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Cadastro de Áreas Especiais. Rio de Janeiro, 1990

RAVAZZANI, R. et al.Mata Atlântica - Atlantic Rain Forest. Editora EDIBRAN, 1995. Curitiba-PR