AVES
QUE PODEM SER OBSERVADAS NO MANGUEZAL
Clique nas imagens para abrir as janelas com as descrições
das aves
|
|
|
|
|
Colhereiro |
Garça-azul |
Garça-branca-grande |
Garçinha |
Guará |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Socó-caranguejeiro |
Socó-dorminhoco |
Socozinho |
Urubu |
Marreca-toucinho |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Águia-pescadora |
Caracará |
Carrapateiro |
Saracura |
Batuíra-do-bando |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Batuiriçu |
Maçarico |
Narceja |
Perni-longo |
Quero-quero |
|
| |
OUTRAS AVES:
Bem-te-vi (Pitangus sulphuratus), Cambacica (Coereba flaveola),
Sanhaço-cinzento (Thraupis sayaca), Sanhaço-do-coqueiro
(Thraupis palmarum), Mariquita (Parula pitiayumi) |
|
|
| |
| |
|
|
|
|
 |
|
| |
Manguezais
brasileiros |
|
Teia
trófica estuarina |
|
|
| |
MANGUEZAIS
Os manguezais são ecossistemas típicos dos litorais tropicais
e subtropicais do mundo. Podem ser caracterizados como sistemas ecológicos
de transição entre o ecossistema terrestre e o costeiro,pois
sua ocorrência está restrita as áreas sob influência
das inundações periódicas das marés. Estão
presentes ao longo de quase todo o litoral brasileiro, desde o Oiapoque
até Laguna, em Santa Catarina. |
| |
Plâncton
|
| |
A importância dos manguezais deve-se ao fato dos mesmos serem áreas
altamente produtivas, que contribuem significativamente para a fertilidade
das águas costeiras, graças a grande quantidade de matéria
orgânica gerada neste ambiente, transformada em partículas
de detritos e exportada para as águas costeiras adjacentes, compondo
a base alimentar de diversas espécies de organismos de valor comercial,
tais como caranguejos, camarões e peixes. |
| |
|
|
|
|
Caranguejo-aratu |
Caranguejo-guaiamu |
Camarão |
Tainha |
|
| |
Vale ressaltar que tais organismos passam toda ou pelo menos uma parte
de suas vidas no manguezal, podendo utilizá-lo para alimentação,
reprodução, desova, crescimento e proteção
contra predadores.
Atualmente, a importância da preservação dos manguezais
é destacada em inúmeras publicações das áreas
de biologia, ecologia, etc. Hoje sabe-se que o ecossistema manguezal exerce
ainda outras funções que são consideradas como benefícios
ou serviços gratuitos à comunidade, tais como:
•
proteção das áreas de terra firme contra tempestades
e ações erosivas das marés;
• retenção de poluentes, reduzindo a concentração
dos mesmos nas águas adjacentes;
• retenção de sedimentos finos carreados pelas águas,
favorecendo a manutenção dos canais de navegação;
• recreação e lazer (pesca esportiva, turismo ecológico,
etc.).
Apesar
dos benefícios diretos e indiretos obtidos com a preservação
deste ecossistema, os bosques de mangue ainda são vistos como áreas
sem valor e vem sendo cada vez mais ameaçados por diversas atividades
humanas. |
| |
|
| |
Manguezal |
|
Palafitas |
|
Expansão
portuária |
|
|
| |
As principais causas associadas a degradação dos manguezais
da Baixada Santista são basicamente as mesmas de outras cidades
litorâneas já exemplificadas no quadro anterior, com destaque
para as atividades industriais e portuárias, expansão urbana
e especulação imobiliária.
Segundo
dados da CETESB de 1991, os bosques de mangue ocupavam cerca de 131 km2
da região da Baixada. Naquela ocasião o manguezal remanescente
correspondia a 40% da área original, pois 16% da área já
havia sido totalmente ocupada, 31% se encontrava degradada e 13 % da área
apresentava sinais de degradação por poluição.
VEGETAÇÃO DOS MANGUEZAIS
A
vegetação arbórea do manguezal é composta
por poucas espécies. Nos mangues da Baixada Santista e de todo
o litoral sudeste do país, além de uma variedade vegetais
como algas, liquens e bromélias, ocorrem apenas três espécies
de porte arbóreo: Rhizophora mangle (mangue vermelho),
Avicennia schaueriana (mangue preto) e Laguncularia racemosa
(mangue branco). |
| |
|
| |
Mangue-vermelho |
|
Mangue-preto |
|
Mangue-branco |
|
|
| |
Para germinar, criar raízes e sobreviver em terrenos de solo frouxo,
pouco oxigenados, freqüentemente inundado pelas marés e com
altos teores de sais na água e no solo, as árvores de mangue
desenvolveram várias adaptações morfológicas
e fisiológicas que favoreceram seu sucesso na colonização
desse ambiente hostil à maioria das plantas.
Uma
das principais adaptações desses vegetais está no
sistema radicular. O mangue vermelho possui um complexo sistema de raízes,
formado por raízes-escora e raízes subterrâneas. Enquanto
as raízes subterrâneas exercem as funções de
absorção de água e nutrientes, as raízes-escoras
garantem a sustentação da árvore e permitem a troca
de gases entre a planta e o meio externo através de estruturas
denominadas lenticelas. |
| |
|
| |
Mangue-
vermelho |
|
Mangue-
preto* |
|
Mangue-branco* |
|
|
| |
Já o mangue preto e o branco têm sistemas de raízes
de onde surgem ramificações para fora do solo, exibindo
um geotropismo negativo. Esse tipo de raiz, conhecido como pneumatóforo,
é uma estrutura de respiração e sua superfície
apresenta-se repleta de lenticelas. |
| |
Lenticelas |
| |
As espécies de mangue também possuem mecanismos para regulação
da concentração interna de sais. O controle da concentração
de sais na planta pode ser feito pela eliminação do excesso
de sal através de sistemas glandulares presentes nas folhas, como
é o caso das folhas de mangue preto, ou pela presença de
mecanismos fisiológicos capazes de "filtrar" a água
salgada durante a absorção de sais pela raiz, como ocorre
com o mangue vermelho.
Outra eficiente adaptação das plantas de mangue é
a viviparidade, isto é, o desenvolvimento do embrião ocorre
enquanto ainda está preso à árvore e só se
desprende da planta-mãe após ter se completado sua formação. |
| |
|
| |
Plântula
Avicennia |
|
Plântula
Laguncularia |
|
Propágulo
germinando |
|
|
| |
As plantas das três espécies exibem um certo grau de viviparidade,
sendo o de Rhizophora mangle o mais acentuado. Vale ainda destacar que
as sementes e plântulas possuem grande capacidade de flutuação
e de resistência à permanência na água.. Tais
características, juntamente com as demais, podem ser consideradas
como excelentes estratégias para garantir o sucesso de dispersão,
fixação e desenvolvimento das plantas de mangue.
|
|
*Imagens:
www.tvcultura.com.br
|
| |
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
CETESB,
1991. Avaliação do estado de degradação dos
ecossistemas da Baixada Santista. Relatório Técnico, junho/91,
45p.
Herz,
R., 1987. Estrutura física dos manguezais da costa do Estado de
São Paulo. In: Simpósio sobre Ecossistemas da Costa Sul
e Sudeste Brasileira, Cananéia, 1987. Publ. ACIESP 54,. v.2, p.117-137.
Lacerda,
L.D., 1984. Manguezais: floresta de beira-mar. In: Rev. Ciência
Hoje, v.3, nº 13, p. 63-70.
Maciel,
N.C., 1989. Manguezal. In: Eng. Ambiental, ano 2 nº5, janeiro/89,
p 31-36
Schaeffer-Novelli,
Y., 1989. Perfil dos ecossistemas litorâneos brasileiros, com especial
ênfase sobre o sistema manguezal. Public. Especial do Inst. Oceanog.,
São Paulo,(7):1-16.
Schaeffer-Novelli,
Y. & Cintrón, G., 1986. Guia para estudos de áreas de
manguezal: estrutura, função e flora. São Paulo,
Caribbean Ecol. Research, 150 p. e 3 apêndices. |
| |
| |