ATRAVESSANDO DE BALSA
Para quem esteve visitando as belas praias do Guarujá, ao descer da Balsa e chegar na cidade de Santos, pode agora observar um fenômeno no mínimo pitoresco: os telhados do Mercado do Peixe, na Ponta da Praia, totalmente recobertos de branco. Neve nos trópicos? Não ...... apenas bandos de garças-brancas-grandes (Casmerodius albus), garças-brancas-pequenas (Egretta thulla) e solitários socós-dorminhocos (Nycticorax nycticortax), que ficam a espera de cabeças de peixes ou o que mais sobrar. São aves comuns, fáceis de ser observados por este Brasil afora.

Garças grandes, garças pequenas e de vez em quando um socó no mercado de peixe.
 

Mesmo assim, pode-se ver pessoas botarem a cabeça para fora dos carros observando a numerosa concentração. Não há como não perceber tal fato, que parece ter se tornado um ponto turístico.

Ele mostra uma certa relação entre homens e animais, como se aquelas aves e os trabalhadores do Mercado do Peixe estivessem tentando estreitar uma relação de amizade há muito perdida no tempo... fica a dúvida: continuaria esta uma convivência harmoniosa, onde os visitantes que chegam do Guarujá podem observar uma cena no mínimo pitoresca, ou deveríamos nos preocupar que as aves causem possíveis acidentes com os carros que entram e saem da Balsa ?

UM VISITANTE
Já se sabe que o Estuário de Santos recebe todos os anos a visita de muitas aves migratórias. Aqui elas se alimentam e descansam, enquanto se recuperam da longa viagem. Nosso estuário realmente parece ser bem hospitaleiro e um visitante bastante inesperado resolveu aparecer por aqui.

 
 
O Corvo-bicolor (Corvus albus)
 

É o Corvo-bicolor, uma espécie nativa da África. De alguma forma, três indivíduos desta espécie apareceram nas proximidades da balsa que faz a travessia Santos-Guarujá, em julho de 2005, e desde então indivíduos solitários têm sido observados com relativa freqüência. Uma das hipóteses sobre a vinda desses imigrantes é que eles tenham vindo em algum navio. Pode ser também que sejam indivíduos fugidos de cativeiro. O fato é que os corvos se estabeleceram por aqui e parecem estar muito bem.

Basta agora observar do que eles andam se alimentando e se interagem de alguma forma com nossas aves nativas.

TRINTA-RÉIS
Eles são muitos. Chegam fazendo barulho. Visitantes de inverno, os trinta-réis surgem em bandos numerosos nos meses mais frios do ano, para pescar ao longo do estuário e na Baía de Santos.

Quem faz a travessia da balsa Santos-Guarujá nesta época pode observar alguns indivíduos voando rente a superfície, para então enfiar seu bico (geralmente de cores chamativas) na água e pegar um peixe, como uma tainha ou um parati.

O mais comum de ser avistado é o trinta-réis-de-bico-amarelo (Sterna eurygnatha), uma espécie que está bem distribuída pela costa atlântica da América do Sul. Observar bandos de trinta-réis sobrevoando o mar agitado num dia de frente fria (também muito comuns nesta época),nos faz lembrar da importância de se ter regiões costeiras em bom estado de conservação, para que estas e outras aves possam desfrutar de um bom ponto de pouso.

 
UM SOCÓ QUASE CASEIRO

Para quem faz a travessia da barca Santos-Guarujá pelas 20:00hs, ou de vez em quando até mais cedo, é bem comum observar um socó-dorminhoco (Nycticorax nycticorax) pescando. Ele se agarra nas cordas (bem grossas) disponíveis ao lado do embarque e desembarque da barca e o vai/vem deste provavelmente assusta os peixinhos, facilitando sua pesca.

 
 
Fotos tiradas quinta-feira, 09 de Agosto as 21:00hs
 
De tão acostumado ao movimento, este socó permite certa aproximação. Seria um indivíduo manso?.......... Nem tanto porque ele não gostou nem um pouco de ser fotografado.

Na verdade, os socós-dorminhocos são espécies oportunistas, alimentando-se do que puderem capturar. Estando perto da barca, ele consegue capturar tanto peixes mortos quanto os que ainda vivem nas águas poluídas do estuário. Tem esse nome porque passa o dia inteiro descansando, saindo á noite para pescar.

 
FILHOTE DE BALEIA É ENCONTRADA NO PORTO DE SANTOS.

Um filhote de baleia, recém-nascido, da espécie minke foi encontrado encalhado, na terça-feira (07-09-2007), em Santa Cruz dos Navegantes, em Guarujá

Após ser recolhida em Santa Cruz dos Navegantes, a filhote de baleia da espécie Minke foi para o Centro de Reabilitação de Animais Marinhos, na Ilha dos Arvoredos. A pequena baleia foi encontrada encalhada e resgatada pela equipe da Secretaria de Meio Ambiente de Guarujá.

 
 
Fotos: Diário Oficial do Município de Guarujá
 
O filhote é fêmea, pesa cerca de 200 quilos e de acordo com a veterinária Andréa Maranhão da Ong. Gremar ela está se adaptando ao recinto instalado na Ilha dos Arvoredos. Como foi avistada uma baleia maior pelas redondezas, existe esperança que seja a mãe. Ela alertou, que é necessário localizar a mãe e pede aos pescadores da Região, que avistarem algum animal desse tipo pelas redondezas, que avisem a Unaerp (Avenida Dom Pedro I, 3300, Enseada - telefone: 3398-1000) ou o Ibama (Avenida Coronel Joaquim Montenegro, 297, em Santos - telefone 3227-5775).

Fonte: Diário Oficial do Município de Guarujá