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RIO JURUBATUBA Porém, a língua tupi não tem o som da letra "J" inicial, e a referida palmeira era encontrada em grande quantidade por toda a Serra do Mar. Outra versão foi assim proposta por Mendes de Almeida, ainda tupi ou túpica, de Yérê-Abati-Bae, em que Yérê significa "volta", Abá significa "muitas" e Ty ou Ti "atar, prender", com a partícula Bae (breve) para formar particípio, significando em conjunto "atado e de muitas voltas" - alusão ao fato desse rio correr entre encostas altas, que o espremem em voltas constantes. Francisco Martins registrou em sua História de Santos acreditar mais na origem semita do nome - muitos representantes do povo hebraico habitaram a região santista desde 1502 -, pela qual Ior ("árvore, floresta"), mais Abâh ("desejado, cheio de atrativos" e Tibi, Tiba ("abundância, riquezas, felicidade" formavam vocábulo muito semelhante (inclusive na sonoridade) ao túpico, significando "lugar feliz, cheio de belezas e florestas". Um pequeno afluente do Jurubatuba é o Rio das Pérolas, assim chamado pelo leiloeiro oficial Antônio Militão de Azevedo, "mostrando dois punhados (duas mãos cheias) de pequenas e bonitas pérolas, lá colhidas e de lá trazidas", na citação de Francisco Martins. Considerados de qualidade superior, o barro e a tabatinga de Jurubatuba eram preferidos nas olarias santistas, sendo empregados por exemplo nas telhas e nos tijolos de edifícios como a Cadeia Velha da Praça dos Andradas, o prédio da Câmara e Prefeitura no Largo Marquês de Monte Alegre, a Alfândega de 1876, os sobradões da atual Rua do Comércio. |
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