AVES OBSERVADAS NO RIO DIANA
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Biguá
Garça-branca-gr
Garcinha
Socó-dorminhoco
Socózinho
Socó-grande
Urubu-cabeça-preta
Urubu-cabeça-verm
Carrapateiro
Martim-pescador
         
Martim-pescador-pq
Tiê-sangue
Saíra-sapucaia
 
OUTRAS AVES:
Pombo-doméstico (Columba livia) , Asa-branca (Columba picazuro), Guaracava (Elaenia flavogaster), Bem-te-vi (Pitangus sulphuratus), Cambacica (Coereba flaveola), Sanhaço-cinzento (Thraupis sayaca), Figuinha-do-mangue (Conirostrum bicolor), Mariquita (Parula pitiayumi), Chopin (Molothrus banariensis), Sanhaço-cinzento (Thraupis sayaca), Andorinha-pequena (Notiochelidon cyanoleuca).
 
RIO DIANA
 
     
 
Localização do Rio Diana
 

O Rio Diana, como típico rio da planície costeira, nasce nas encostas da imponente Serra do Mar. De lá, ele desce formando inúmeras cachoeiras, com suas águas rápidas e cristalinas. Ao chegar na baixada, porém, o rio se torna mais lento e volumoso. Recebe a água vinda de outros rios e riachos, além de sofrer influência direta das águas do Oceano Atlântico.

Localizado exatamente atrás da Ilha de São Vicente, o Rio Diana é um típico rio de estuário.

 
Entrada do rio Diana
 
Em suas margens, encontramos além da típica vegetação de manguezal, uma floresta de restinga em estágio de recuperação. Trata-se de uma floresta paludosa, com o solo encharcado. É uma floresta rica em belas orquídeas e bromélias - estas últimas sendo muito importantes para a manutenção desse ecossistema. Esta é uma das últimas (e muito provavelmente a última) floresta de restinga existente na região metropolitana da Baixada Santista.
     
 
Exemplar de orquídea
Bromélia no solo
 
SAÍDA DE CAMPO

Quando o visitamos, no dia 07/11/2007, era uma manhã de maré alta, que começaria a baixar em poucas horas.

Porém, enquanto a maré não abaixava, pudemos observar as aves que também esperavam pela maré baixa, no alto das árvores.

No alto das árvores, socós-caranguejeiros (Nyctanassa violacea) agrupavam-se ao lado de socós-dorminhocos (Nycticorax nictocorax). Garças-azuis (Egretta caerulea) sobrevoavam a procura de bancos de lodo ou de marisco.

Ali também a migratória águia-pescadora (Pandion haliaetus) fazia suas refeições, alimentando-se de uma grande quantidade de bagres, tainhas e parati.

E atrás desses mesmo peixes também vem o homem, que arma os chamados "cercos" ou currais" para aprisionar os peixes, sem se importar se esta é uma área de preservação permanente.

 
 
Cerco ou curral
Parati
 

Já nas águas turvas, bandos numerosos de biguás (Phalacrocorax brasilianus) pescavam em conjunto, empurrando e encurralando os cardumes para as margens. Para eles, o que importa é a maré alta, pois precisam mergulhar atrás dos peixes de que se alimentam.

Enquanto os bandos de biguás empurravam os cardumes para as margens, um jovem caracará (Caracara plancus) aguardava ansioso que algum peixe encalhasse, garantindo assim seu almoço.

 
 
Biguá
Jovem Caracará
 
Como típico rio da planície costeira, o Rio Diana torna-se largo e volumoso à medida que avança em direção ao oceano.
 
Manguezal do Rio Diana
 
TERMINAL MARÍTIMO EMBRAPORT
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Nesta área entre os rios Sandy e Diana será implantado pela Embraport um Terminal Marítimo, com cerca de 850 m2 e dois píer de 250m cada.

Para isso, serão dragados 5000.000 metros cúbicos de sedimentos. Além do sedimento que será dragado e confinado em seu interior, o aterro será completado com material arenoso e outros materiais obtidos na própria Baixada Santista.Vale lembrar que cerca de 500 mil metros cúbicos de sedimento encontram-se contaminados por poluentes.

Na área voltado para o Estuário de Santos, com 132,8 há será implantado um cais com cerca de 1.850 m2 de aterro que permitirá o atraque simultâneo de oito embarcações.

A Embraport reservou uma área de compensação ambiental de 575,35 ha, o que representa 12,8 x a área inteira (IBAMA, Santos). Virtualmente, é uma área muito pequena, quando levamos em consideração que muito pouco resta do ambiente de floresta de restinga na baixada Santista.

VALE LEMBRAR:
que os manguezais são de extrema importância para a manutenção do ecossistema marinho adjacente?

A presença de aves ameaçadas que ainda habitam essas florestas, como a saíra-sapucaia (Tangara peruviana) ?

Fonte: IBAMA/Santos
20/12/2007

 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

BRETAS, E. & SIGRIST, T: Desenho Científico de Aves. Anais do V Congresso Brasileiro de Ornitologia, UNICAMP, Campinas, 1996.

FRISCH, J.D. & FRISCH C.D. Aves Brasileiras e plantas que as atraem. Dalgas Ecoltec, SP. 2005

HÖFLING, ELIZABETH-ALMEIDA DE CAMARGO, HÉLIO F: Aves no Campus – Edusp. São Paulo (3ª Edição), 1999.

MOORE, HOWARD R, A:. A complete checklist of te birds of the world. 2. ed. London, Academic Press. 622 p. 1991.

OLMOS, F & SILVA, R.S. Guará-Ambiente, Fauna e Flora dos Manguezais de Santos-Cubatão. Ed. Empresa das Artes, SP 2003

RUSCHI, AUGUSTO: Aves do Brasil – Editora Rios, São Paulo, 1981.

SCHAUENSEE, R.M: A Guide to the Birds of South America. ICBP, 498 p., 1982.

SICK, HELMUT: Ornitologia Brasileira. Ed. Nova Fronteira, 1997.

SOUZA, DEODATO: Todas as aves do Brasil. Editora DALL. 1998.