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RIO SANTO AMARO Com o crescimento de Guarujá, a manutenção dos recursos naturais na ilha se torna cada vez mais difícil e um dos rios mais importantes, o Rio Santo Amaro hoje é um rio agonizante, sufocado pelo crescimento urbano. Houve estreitamento do seu leito, bifurcação, invasão urbana, descaracterização ecológica, sem se falar, naturalmente, na poluição química, de menor intensidade que a verificada no Rio Cubatão, por exemplo, mas que destruiu praticamente toda a fauna nos dois primeiros quilômetros do curso de água. |
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Localização
do inicio do trajetório do Rio Santo Amaro |
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Devido às freqüentes agressões, torna-se difícil
percorrer o rio numa mesma embarcação, pois tanto a profundidade
como a largura de seu leito mudam constantemente, variando conforme um
maior ou menor grau de expansão urbana. A nascente do Rio Santo Amaro, localizada na serra que lhe dá o nome, sozinha, não seria suficiente para manter seu volume, que é complementado pelo Estuário de Santos, razão de ser constantemente confundido com um braço de mar. |
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Rio
Santo Amaro depois da ponte de Av. Santos Dumont , foto: Bezerra |
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Quando a maré sobe, a água salgada avança alguns
quilômetros pelo Santo Amaro. Quando a maré baixa ocorre
o inverso. Esse mecanismo tornou o rio no passado, um criadouro natural
de várias espécies marinhas que, hoje, desapareceram. O Rio Santo Amaro foi um rio importante, por onde entravam as expedições dos colonizadores para conhecerem o interior da ilha. Foi um dos pontos de apoio para o abastecimento da área e o remanso formado por sua embocadura, no estuário, servia para guardar, com segurança, embarcações de médio porte. UMA VIAGEM DIFÍCIL Nos dois primeiros quilômetros, após a embocadura no estuário, podem entrar embarcações de até 26 metros de extensão. A partir do terceiro quilômetro viaja-se a muito custo com chatas, dessas utilizadas para transporte de areia. No trecho após a Via Santos Dumont, o tráfego é possível apenas para pequenas canoas. A partir da Estrada Cubatão-Guarujá, o que era um leito único virou um estranho delta, com várias ramificações pela região da Cachoeira. |
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E as causas disso tudo são fáceis de se verificar. Na embocadura
do Santo Amaro, centralizam-se as principais atividades econômicas
em função do rio. Ali está uma grande fábrica
de gelo um conjunto de estaleiros, cujo número aumentou com a transferência
das unidades existentes no Distrito de Vicente de Carvalho e cujas áreas
foram expropriadas para permitir a construção do ramal ferroviário
Conceiçãozinha-Piaçagüera. |
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Naquele ponto, há interesse permanente quanto à conservação
da largura e profundidade - de cerca de três metros - do curso de
água. Mesmo assim, a grande concentração de atividades
em um mesmo local causa alguns problemas. Além dos estaleiros, ali estão o Iate Clube de Santos, um dos maiores e mais sofisticados do País, e a Garagem Náutica do Corpo de Bombeiros (1), onde são centralizadas as operações de salvamento na região. Some-se a isso a presença, a pouco mais de 200 metros, de uma das unidades da Dow Química, e tem-se uma idéia de como o velho Santo Amaro é afetado no pequeno espaço da sua embocadura. |
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| 1.
Agradecemos aos Bombeiros da Garagem Náutica pela cooperação
durante nosso pesquisa. 2. Fonte: http://www.novomilenio.inf.br/guaruja/gh019.htm |
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| Quer saber mais? | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
OUTRAS
AVES
Rolinha-caldo-de-feijão (Columbina talpacoti), Beija-flor-tesoura (Eupetomena macroura), João-de-barro (Furnarius rufus), Lavadeira-mascarada (Fluvicola nengata), Bem-ti-vi (Pitangus sulphuratus), Tesoura (Tyrannus savana), Suiriri (Tyrannus melacholicus), Andorinha-doméstica (Progne chalybea), Corruíra-do-brejo (Thryothorus longirostris), Corruíra (Troglodytes aedon), Sabiá-poca (Turdus amaurochalinus), Cambacica (Coereba flaveola), Tié-sangue (Ramphocelus bresilius), Sanhaço-cinzento (Thraupis sayaca), Tici-tico (Zonotrichia capensis), Canário-da-terra (Sicalis flaveola), Chopim (Molothrus bonariensis), Pardal (Passer domesticus), Bico-de-lacre (Estrilda astrild).
A TRIBUNA DE SANTOS: Reapresentação do projeto que proíbe aterro de mangues, Santos, 7 de Julho de 1988. A TRIBUNA DE SANTOS: Aprovada proibição de aterro em mangues, Santos, 1 de novembro de 1987. A TRIBUNA DE SANTOS: Guarujá combate destruição do mangue, Elaine Saboya, Santos, sem data. A TRIBUNA DE SANTOS: Mangue, berço da vida ameaçado, Clóvis R. Vasconcellos, Santos, 28 de maio de 1984. BRETAS, E. & SIGRIST, T: Desenho Científico de Aves. Anais do V Congresso Brasileiro de Ornitologia, UNICAMP, Campinas, 1996. FRISCH, J.D. & FRISCH C.D. Aves Brasileiras e plantas que as atraem. Dalgas Ecoltec, SP. 2005 HÖFLING, ELIZABETH-ALMEIDA DE CAMARGO, HÉLIO F: Aves no Campus – Edusp. São Paulo (3ª Edição), 1999. MITCHELL, SOPHIE: Eyewitness Guides, Ponds and Rivers – Dorling Kindersley Ltd. London, 1988. MOORE, HOWARD R, A:. A complete checklist of te birds of the world. 2. ed. London, Academic Press. 622 p. 1991. OLMOS, F & SILVA, R.S. Guará-Ambiente, Fauna e Flora dos Manguezais de Santos-Cubatão. Ed. Empresa das Artes, SP 2003 RUSCHI, AUGUSTO: Aves do Brasil – Editora Rios, São Paulo, 1981. SCHAUENSEE, R.M: A Guide to the Birds of South America. ICBP, 498 p., 1982. SICK, HELMUT: Ornitologia Brasileira. Ed. Nova Fronteira, 1997. SOUZA,
DEODATO: Todas as aves do Brasil. Editora DALL. 1998. |
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