OS
MIGRANTES
Assim como nas periferias de outros centros urbanos no Brasil a comunidade sofreu o impacto do que foi chamado Êxodo Rural. A partir da década de quarenta começou a fluir para a comunidade e em torno, um fluxo cada vez maior de migrantes de outras regiões impulsionados pelas dificuldades da vida no campo, e pela possibilidade de emprego e melhores condições de vida. Vamos
encontrar os primeiros migrantes (isso até o final da década
de cinqüenta) como oriundos de diversos estados, com predominância
dos estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, e mais fortemente do Paraná,
além é claro dos próprios moradores da Baixada Santista
que por motivo de fuga dos aluguéis dirigiu-se para a área. |
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Nas décadas de sessenta, setenta e meados de
oitenta serão os migrantes do êxodo rural que começarão
a ocupar a região. Serão basicamente pessoas do norte e
nordeste do Brasil que muitas vezes interromperão suas trajetórias
e se fixarão na comunidade.
Até que finalmente, nas últimas ocupações o fato que vai ocorrer é basicamente a “mudança de bairro”. Moradores de outras áreas, para fugir do aluguel vão passar a ocupar a área. “São pessoas desempregadas que vêm fugir do aluguel, são pessoas, principalmente de Vicente de Carvalho, diferentemente de até a década de 70, que eram pessoas do Nordeste, que fugiam pra cá, mas era uma mini-ocupação. De 90 pra cá, já é uma ocupação do próprio município ocasionada principalmente pela falta de dinheiro, e vão para as áreas de mata.” ATIVIDADES
POLITICAS “(..). começa com a vinda da Edméia Ladewig (assistente social), com o pessoal do Projeto Rondon. Ela começa a trabalhar com os pescadores, para transformar o Sítio Conceiçãozinha numa agrovila. Daí começam as discussões com a comunidade sobre a posse da terra, organização da pesca, e essas idéias ajudam na criação da Sociedade de Melhoramentos da Conceiçãozinha (SOMECON). Também nessa mesma época, a Edméia tenta formar junto com os pescadores uma associação de pescadores, para que pudessem entrar em contato com a sua cultura e que a pesca fizesse parte da renda familiar. Fundam a União dos pescadores (UNIPESC), mas que não estava juridicamente legalizada por falta de instrumentos e por ainda estar em período de Ditadura Militar. Freqüentemente a Base Aérea estava cadastrando as pessoas do Sítio, pois se dizia proprietária da área, e iam construir um aeroporto naquela área. Sendo assim a SOMECON conseguiu ser legalizada em 79/80, já a UNIPESC só foi legalizada em 1996” Newton Rafael Gonçalves, liderança comunitária. |
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| Este
texto foi tirado do Trabalho de Conclusão de Curso , 2002: Sítio
Conceiçãozinha – O Impacto da Urbanização
e Industrialização em uma Comunidade Tradicional Caiçara,
do Professor Carlos Eduardo Vicente eduprofessor_historia@ig.com.br |
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