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30/07/2010 00:01
Argentina restringe caminhões em Buenos Aires e irrita empresários brasileiros
As relações comerciais entre Brasil e Argentina seguem cada vez mais difíceis. A mais recente reclamação vem por meio da Associação Brasileira de Transportes Internacionais (ABTI). O governo portenho restringiu a circulação de caminhões nas rodovias que têm como destino final Buenos Aires.
A estimativa é de que isso atrasará em pelo menos um dia a entrega de produtos brasileiros na capital argentina. Até 2 de agosto, dependendo do horário escolhido, o caminhão não pode trafegar em nenhuma das 25 estradas que cruzam Buenos Aires. Nas contas de José Carlos Becker, presidente da ABTI, a decisão argentina derruba o faturamento de empresas brasileiras em até 20%.

No ano passado, vale lembrar, o próprio Becker, então vice-presidente da ABTI, havia denunciado ao PortoGente a indústria de multas argentina que prejudicava caminhoneiros tupiniquins. Cerca de 15 meses depois, o problema é outro, mas o prejuízo no bolso dos empresários brasileiros segue se repetindo. Está estimado em R$ 850,00 por dia de atraso na entrega de mercadorias.
Se você é caminhoneiro, fique de olho. As proibições de circulação de veículos de carga pesada valem para as rodovias 3, 5, 7, 8, 9, 11, 12, 14, 19, 20, 22, 33, 34, 36, 38, 40, 74, 105, 141, 145, 146, 157, 174, 188, 205, 226, 231, 237, e todos os acessos à Capital Federal. Um dos três períodos de proibição total já foi, mas outros dois vêm pela frente: das 18h de 30/7 até 7h de 31/7 e das 16h de 1/8 até 1h de 2/8.
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29/07/2010 00:01
Empresários do agronegócio querem valorização do próximo presidente
O próximo presidente da República deve reconhecer a importância do agronegócio. E se não fizer isso, corre o risco de travar a economia nacional e dar um tiro no pé, emperrando a ascensão de um dos setores mais destacados do Brasil nos últimos anos.
Assim pensa o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo. Ele chama a atenção para os gargalos logísticos que considera mais graves. Falta de investimentos em infraestrutura e má gestão no sistema portuário estão na lista, assim como a alta carga tributária. “O agronegócio responde por mais de 23% do PIB, 42% das exportações do ano passado e 33% dos empregos gerados no País. Só que 90% dos produtores rurais estão na informalidade e têm dificuldade em acessar as linhas públicas de crédito. Na área particular, as taxas de juros chegam a até 20%, impraticável no campo”.
O presidente da Faesc está certo ao reclamar desta situação? Qual a fórmula de sucesso para qualquer governante acabar com os entraves citados pelos produtores?
Leia também * Exportação agroindustrial crescerá menos até 2030 * Ruralistas preparam reivindicações para presidenciáveis
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27/07/2010 09:58
Benzo(a)pireno no estuário de Santos é dívida ambiental da Usiminas
A Usiminas, a exemplo de tantas outras empresas, mostra em campanhas publicitárias estar preocupada com a poluição ambiental. No entanto, os erros do passado ainda causam reflexos no presente e, pelo jeito, ainda no futuro. “Dorme” nas águas do Estuário de Santos, em forma de sedimento, uma substância nociva à saúde humana altamente cancerígena, o benzo(a)pireno, um hidrocarboneto aromático policíclico (PAH) que tem baixa solubilidade em água. O poluente está no processo produtivo do aço. A fonte poluidora do estuário local é a Usiminas, antiga Companhia Siderúrgica Paulista (Cosipa), localizada no polo industrial de Cubatão (a 57 km de São Paulo).
* Cubatão: depois do Vale da Morte
* A poluição da Usiminas * Situação do canal da Cosipa é gravíssima, diz especialista
Na última grande análise realizada pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), ligada à Secretaria do Meio Ambiente, em 1999 e publicada em 2001, apontava-se que a área mais crítica da Baixada Santista quanto à contaminação dos sedimentos “é a região da bacia de evolução da Cosipa (ponto 5) onde foram encontradas as maiores concentrações de Bifenilas Policloradas (PCBs), Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos (PAHs), como por exemplo o benzo(a)pireno (em níveis de extremamente elevados)".
Essa análise detalhada, explica o assessor da diretoria de Tecnologia, Qualidade e Avaliação Ambiental da Cetesb, José Eduardo Bevilacqua, é feita de 10 em 10 anos, conforme padrões internacionais de países desenvolvidos e industrializados. Neste ano, informa Bevilacqua, a companhia ambiental está fazendo novos estudos gerais das condições estuarinas de Santos e São Vicente.
Além das fontes ativas de poluição, como os esgotos domésticos, e as fontes industriais, a Cetesb mantém monitoramento de uma poluição remanescente, um passivo ambiental, que tem a forte presença do benzo(a)pireno da Usiminas.
“O benzo(a)pireno é um poluente que tem uma importância grande em função dos seus impactos e problemas que causa. O sedimento da Baixada Santista tem níveis diferenciados de benzo(a)pireno, que é uma substância que está associada a fontes de poluição histórica”.
No Relatório “Sistema Estuarino de Santos e São Vicente”, de 2001, constatou-se que de fato os níveis de benzo(a)pireno são mais altos conforme se aproxima da Usiminas, e eles diminuem progressivamente conforme se afastam do complexo siderúrgico de Cubatão. “Pode-se dizer que o nível de benzo(a)pireno próximo ao complexo da Usiminas é 10 vezes mais alto do que aquele que é encontrado no trecho do chamado assim baixo estuário”.
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Enviado por
Tor6 em 30/07/2010 (Santos)
Vale ressaltar que da aquisição da antiga COSIPA todo seu passivo ambiental, fica sob responsabilidade da atual administração, ou seja Usiminas. De que vale o retorno do Guará Vermelho? Se o peixe que os ribeirinhos comem etão contaminados.
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