“O Plano Estratégico do Porto de Lisboa, que traça as linhas mestras para o desenvolvimento desta infra-estrutura até 2025, já está concluído e deverá ser conhecido em breve”.
(Trecho de notícia publicada no Portal Ambiente online)
Não estamos comparando alhos com bugalhos. Sabemos todos as dimensões dos portos de lá com os portos de cá. O que destacamos na notícia acima é simples como um copo de água: planejamento. Enquanto somos engolidos por uma onda tsunami causada pelos portos de outros países, que já estão se preparando para o comércio pós-2025, aqui ainda estamos tentando construir pequenos castelos na areia.
Mais um pedaço da notícia sobre o porto lusitano:
“O objectivo do plano é colocar este porto no sistema portuário ibérico e europeu, definindo um perfil estratégico do Porto de Lisboa, que assenta na reorganização em função de três áreas do negócio – carga contentorizada, granéis agro-alimentares e turismo, recreio e lazer”.
Por aqui estamos ainda na fase de montar um novo receituário para a dragagem dos nossos portos, que estão com falta de profundidade, o caso mais gritante é o do Porto de Santos. Dinheiro, ao que tudo indica, não falta. Virá do PAC – Plano de Aceleração do Crescimento. Muitos bilhões de reais.
Mas até agora não sabemos, porque não nos foi apresentado, qual é de fato o projeto global do governo Lula para os portos nacionais.