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02/02/2009 00:01

Infraestrutura: a vilã

Ou melhor, a falta de infraestrutura é a causa de muitos desgostos econômicos no País. Já se falou neste espaço, por diversas vezes, que a infraestrutura precária cria situações de gargalos logísticos impensáveis numa economia que se pretende competitiva dentro e fora do País. Impensável, é bom repetir.

 

Pois foi ela novamente lembrada de forma negativa por empresários que integraram uma delegação brasileira que visitou países como Líbia, Argélia, Tunísia e Marrocos.

 

O presidente da Câmara de Comércio Árabe-Brasil, Salin Taufic Schahin, noticiou o Diário da Manhã, a partir de informações da Agência Brasil, “diz que a falta de linhas diretas aéreas ou de navegação entre Brasil e países da África do Norte pode retrair o avanço das negociações para aumentar o comércio do Brasil com aquela região”.

 

O empresário Deonísio Petry, do setor de logística e que também fez parte da delegação brasileira na viagem à África do norte, foi mais direto. Ele disse que a “falta de logística e infraestrutura eficientes nos portos e aeroportos aumentam em 35% o custo das transações comerciais de importação e exportação no Brasil”.

 

Às vezes o Brasil, apesar de todos os avanços verificados nos últimos anos, parece com o cachorro que corre atrás do próprio rabo.

 

2 Comentários
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Enviado por getulio em 04/02/2009 (São Francisco do Sul)
Concordo com o nosso companheiro portuário, Almir. Nunca se investiu tanto no setor portuário com esse governo Lula. Precisamos ter paciência e fiscalizar o destino correto do uso da verba pública. abraço
 
Enviado por Almir Wagner em 02/02/2009 (São Francisco do Sul)
Acho meio engraçado esse negócio. Quando nada se fazia, não havia críticas. Agora que há um monte de investimentos e obras em curso (pela primeira vez nas últimas décadas), aparece um monte de gente pra meter a lenha. É óbvio que temos gargalos, qualquer um sabe disso. Mas os investimentos que estão sendo feitos terão reflexos mas adiante. Segmentos complexos como o de logística e mais espcificamente, o portuário, precisam ser analisados do ponto de vista do longo prazo. Não adianta "fotografar" um momento, analisá-lo e sair falando. Creio ser necessário mais bom senso para essa moçada, principalmente os consultores que gostam de falar pelos cotovelos. Almir Wagner São Francisco do Sul - SC
 
 
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