Ou melhor, a falta de infraestrutura é a causa de muitos desgostos econômicos no País. Já se falou neste espaço, por diversas vezes, que a infraestrutura precária cria situações de gargalos logísticos impensáveis numa economia que se pretende competitiva dentro e fora do País. Impensável, é bom repetir.
Pois foi ela novamente lembrada de forma negativa por empresários que integraram uma delegação brasileira que visitou países como Líbia, Argélia, Tunísia e Marrocos.
O presidente da Câmara de Comércio Árabe-Brasil, Salin Taufic Schahin, noticiou o Diário da Manhã, a partir de informações da Agência Brasil, “diz que a falta de linhas diretas aéreas ou de navegação entre Brasil e países da África do Norte pode retrair o avanço das negociações para aumentar o comércio do Brasil com aquela região”.
O empresário Deonísio Petry, do setor de logística e que também fez parte da delegação brasileira na viagem à África do norte, foi mais direto. Ele disse que a “falta de logística e infraestrutura eficientes nos portos e aeroportos aumentam em 35% o custo das transações comerciais de importação e exportação no Brasil”.
Às vezes o Brasil, apesar de todos os avanços verificados nos últimos anos, parece com o cachorro que corre atrás do próprio rabo.