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22/07/2010 00:20

Na segunda audiência, diretor da OSX diz que biólogo errou sobre golfinhos

Nesta quarta-feira (21), aconteceu em Biguaçu, Santa Catarina, a segunda audiência pública das três que serão realizadas para apresentar o EIA-Rima da OSX. O evento reuniu cerca de 1.500 pessoas no Centro de Eventos Petry, num clima de tranquilidade, informa a jornalista Vera Gasparetto, que acompanhou a audiência. O presidente da Fundação Estadual do Meio Ambienta (Fatma), Murilo Flores, abriu os trabalhos reforçando a necessidade de anuência do Instituto Chico Mendes (ICMBio) e incluindo o fato novo da participação do Instituto do Patrimônio Histórico e Natural (Iphan), devido aos sítios arqueológicos localizados na região.

 

* Cabo de guerra em Biguaçu no dia da audiência pública

* Fatma inicia novas audiências públicas nesta terça
* Entidade pede que Ministério Público do Estado verifique processo de licenciamento da OSX

 

A mesa foi composta pelo diretor de Licenciamento da Fatma, Luiz Antônio Garcia, o prefeito de Biguaçu, José Castelo Deschamps, o diretor de Sustentabilidade da OSX, Paulo Monteiro, o técnico da Caruso Jr., João Teixeira, o representante da Fundação CERTI, Marcos Da Ré e a Coordenadora de Impactos Ambientais do ICMBio Nacional, Fernanda Bucci.   

           

Na primeira parte, o diretor da OSX usou o tempo com Paulo Monteiro, João Teixeira e Marcos Da Ré. Ele apresentou o estudo complementar ao EIA-Rima sobre melhoria das condições de sustentabilidade dos botos. "O estaleiro traz riscos para a sobrevivência dos botos. Uma vez implantado o canal os golfinhos deixarão de utilizar a área, por isso queremos mitigá-los. Queremos trazer a atenção para a sustentabilidade com a proposta de um sistema de monitoramento pela sociedade bem como a criação de um fundo de recursos para gestão da Baía Norte". Da Ré afirmou que parte dos problemas será de responsabilidade da OSX, mas que outras ações são de responsabilidade do poder público, assim como os recursos do fundo proposto.

 

A mesa recebeu 115 perguntas dos participantes, enquanto a equipe contratada pela OSX para o evento distribuía lanche aos populares. A primeira pergunta foi do presidente da Associação do Meio Ambiente de Biguaçu (Apremabi), Nilton Faria, sobre a ausência no EIA-Rima do parecer sobre os golfinhos do biólogo Paulo César Simões Lopes. A resposta de Monteiro foi de que o biólogo "errou".

 

O presidente da Colônia de Pescadores Z-23 e diretor da Secretaria de Pesca e Maricultura de Biguaçu apresentou um documento à OSX solicitando um compromisso expresso da empresa de responsabilidade pelos eventuais danos sofridos pelos pescadores em relação à redução da produção pesqueira e maricultura.

 

Florianópolis recebe amanhã às 19h a terceira audiência, no Jurerê Sports Center, (antigo Jurerê Praia Club), localizado na Av. dos Dourados, nº 481, em Jurerê Internacional.

 

2 Comentários
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Enviado por Mauro em 22/07/2010 (Biguaçu)
ESTALEIRO DA OXS EM BIGUAÇU - É inacreditável que políticos, empresários e uma minoria da população aceitem os DANOS QUE A PRÓPRIA OSX DISSE QUE VAI CAUSAR ao ambiente marinho e desconsiderem os imprevisíveis riscos de desastres maiores que o estaleiro trará. Como é possível ignorar e não se sensibilizar com as maravilhas da natureza que o Projeto Larus, da UFSC, mostra na internet e que já foi apresentada na televisão? Veja os vídeos em do Instituto Larus / UFSC em http://www.larus.com.br/index.php?sess=videos
 
Enviado por Mauro em 22/07/2010 (Biguaçu)
O ESTALEIRO Rafael Goidanich Costa A instalação do estaleiro da OSX em Biguaçu está longe de ser um consenso. Como sempre, o choque entre os discursos do progresso, geração de renda e a preservação de ecossistemas e espécies ameaçadas. (...) A gestão socioambiental é fundamentada por princípios e diretrizes dispostos em normas internacionais, na Constituição Federal e na legislação em vigor. Dentre estes, o princípio da precaução estabelece que, na incerteza científica quanto aos riscos e danos causados por uma atividade, deve-se aprofundar as pesquisas ou não realizá-las em determinados locais. O empreendimento e a tecnologia são bem-vindos no Estado de Santa Catarina, que se consolida como um dos mais desenvolvidos do Brasil. (...) Por outro lado, a região é considerada prioritária para a conservação da biodiversidade da zona costeira e, por consequência, da manutenção da qualidade de vida. (...) Respeitáveis opiniões apontam que o prudente seria a localização do estaleiro em outra área do Estado, já impactada e estruturada para atividades navais de grande porte. (...) A característica e o dinamismo da região nos levam à comparação, resguardadas as proporções, com a cidade do Rio de Janeiro e a Baía da Guanabara. Será este o futuro que desejamos e escolheremos? O tempo vai dizer. A íntegra do artigo está em www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a2977951.xml&template=3898.dwt&edition=15133§ion=1320
 
 
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