R$ 17 bilhões por ano. Este é o gasto com transporte logístico nos Estados que compõem a chamada Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Roraima, Rondônia, Maranhão e Tocantins), que não contam com infraestrutura adequada. Esse número poderá aumentar para R$ 33,5 bilhões na próxima década caso não sejam criados novas rotas e formas de transporte.
Os números fazem parte do trabalho feito pela consultoria Macrologística a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI) por meio da Ação Pró-Amazônia, que inclui as federações dos Estados da Amazônia Legal.
O setor mais atingido pela precariedade da infraestrutura é o agronegócio de Mato Grosso, maior produtor de grãos do Brasil. Enquanto o mais lógico (e econômico) seria escoar a produção de grãos pelos portos do Norte, uma parte significativa da produção desce para os terminais do Sul e Sudeste do País, percorrendo centenas de quilômetros de estrada.
Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), José Conrado Santos:
"Nossa logística é péssima, mas o potencial de crescimento é enorme. Em dez anos o volume de investimentos deve se multiplicar por dez”.