Novamente, o grupo EBX do empresário Eike Batista enfrenta o descontentamento de moradores e pescadores de um local onde pretende construir ou ampliar um de seus empreendimentos ligados ao setor portuário. Dessa vez, o embate acontece em Itaguaí, no Rio de Janeiro. Audiência pública realizada nesta semana na Câmara Municipal discutiu a ampliação do Porto Sudeste e contou com manifestações e muito barulho feito pelos nativos da região.
Foto: Divulgação MMX
Grupo de Eike Batista planeja multiplicar a capacidade
instalada para produção e movimentação de minério
de ferro em diversos empreendimentos Brasil afora
O grupo de Eike Batista planeja aumentar a capacidade operacional de movimentação de minérios de 50 para 100 milhões de toneladas por ano. Entre os questionamentos feitos pela população, destacam-se a exclusão de algumas áreas de pesca, a regularidade dos licenciamentos ambientais e a conformidade do projeto com a lei orgânica do município.
Em contraponto, o diretor do projeto Sudeste, que é administrado pela MMX – braço de mineração do grupo EBX - , Luciano Ferreira, garante que o relatório de impacto ambiental para a ampliação está em conformidade com a legislação atual. Ele ressaltou que não haverá necessidade de dragar o canal de acesso. A única obra necessária será a construção de um píer para atracação das embarcações.
Foto: Francisco Leão/Jornal Atual
Muitas faixas de protesto foram levadas à audiência
Em prol do desenvolvimento e do bem estar social, é fundamental que o processo de licenciamento para a ampliação do Porto Sudeste seja conduzido com clareza e conte com o bom senso de todas as partes envolvidas.