A informação, publicada pela Agência Brasil, neste domingo (22/07), promete criar boas polêmicas no País. Paraísos fiscais são países cujas autoridades tributárias não têm como cobrar impostos. Os “super-ricos” tupiniquins somaram até 2010 cerca de US$ 520 bilhões, em moeda nacional é mais de R$ 1 trilhão, nessa modalidade de conta bancária (contas offshore).
Segundo o autor do estudo “The Price of Offshore Revisited”, James Henry, ex-economista-chefe da consultoria McKinsey, a riqueza privada offshore representa "um enorme buraco negro na economia mundial". Na América Latina, chama a atenção o fato de, além do Brasil, países como o México, a Argentina e Venezuela aparecerem entre os 20 que mais enviaram recursos a paraísos fiscais.
A Agência Brasil noticia, ainda, que John Christensen, diretor da Tax Justice Network, organização que combate os paraísos fiscais e que encomendou o estudo, afirmou à BBC Brasil que países exportadores de riquezas minerais seguem um padrão. Segundo ele, elites locais vêm sendo abordadas há décadas por bancos, principalmente norte-americanos, para enviarem seus recursos ao exterior. "Instituições como Bank of America, Goldman Sachs, JP Morgan e Citibank vêm oferecendo este serviço. Como o governo americano não compartilha informações tributárias, fica muito difícil para estes países chegar aos donos destas contas e taxar os recursos", afirma.