Quinta , 09 de Setembro de 2010
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O que é melhor para os nossos portos: a centralização das decisões portuárias em Brasília ou a autonomia das Autoridades Portuárias? (acrescentamos em 18/05: entender autonomia da Autoridade Portuária como regionalização)

 
 
 
24/04/2009 02:03

O que é melhor para os nossos portos: a centralização das decisões portuárias em Brasília ou a autonomia das Autoridades Portuárias? (acrescentamos em 18/05: entender autonomia da Autoridade Portuária como regionalização)

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20 Comentários
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Enviado por Guto em 18/12/2009 (Salvador)
A centralizaçao seria uma soluçao mais provavel nao que seja perfeita mas ja nao daria tanta autonomia aos estados, pois sabemos que essa autonomia dada ao estado facilitaria muito a vida dos empresarios monopolistas.
 
Enviado por Heródoto do Canal 3 em 31/08/2009 (Santos)
Aos comentadores a sugestão: estudem um pouquinho de história. O porto organizado foi construído pela iniciativa privada, sob concessão do governo (central, ainda no século XIX), que não tinha (como não tem) gente competente para planejar, construir, administrar e sequer manter um empreendimento de grande porte (uma ou duas exceções, com aporte de muitos recursos e sem controle sério dos gastos). O poder público local (Santos) é completamente dispensável para a boa vida do porto, como o comprova a história. Aliás, desde que o município arranjou um espacinho na CODESP, o processo de deterioração da empresa apenas foi acelerado. E não é só a municipalidade, com seus cômicos políticos (raras exceções) que deve ser afastada da CODESP. O poder público estadual é uma piada (há alguns anos, uma "sabedoria" bisgoduda afirmou que entregaria um porto "novo", em Cubatão, em trinta dias). A solução (se alguém quiser solucionar algum problema, uma vez que o problema interessa à mediocridade) pode estar na profissionalização da gestão, na busca de pessoal técnico (os "dirigentes" que estão aí, em que pese tenham vindo para profissionalizar a coisa, podem ser muito bons em algo, mas esse algo não tem a ver com administrar a coisa pública) são amadores... aceitam, até, cheque de arrendatário crítico leviano da empresa, e sem fundo). E não adianta trazer ideais de Warren Buffet, ou de consultorias caras, se o quadro de carreira continuar uma escolinha do professor Raimundo.
 
Enviado por Francisquense em 27/08/2009 (S. Frco do Sul)
Tomadas de decisões tem que ser feita por pessoas que vivem o dia dia de um porto. Veja o caso do porto de Itajaí que é municipalizado, é um porto produtivo e importantissimo para o país. Infelizmente esta enfrentando momentos conturbados devidos os recentes acontecimentos. Se não houvesse tanta burocracia por parte do governo quanto a ajuda e tomada de decisões, o porto já estaria praticamente operando em sua totalidade. Situação semelhante seria a centralização de todas as decisões portuárias em Brasilia? Alem de aumentar a burocracia irão criar indiretamente uma magnifica plataforma politica para a "rapeize" de gravata que adora uma pizza. Fazem isso não, é retrocesso com certeza.
 
Enviado por Tolêdo em 29/07/2009 (Recife)
Os portos precisam de pessoas competentes nos CAP’s, sejam elas civis ou pessoas ligadas ao governo, mas a administração dos portos, de uma forma geral, deve ser conduzida por pessoas ligadas ao governo, para que existam normas e leis que controlem o comércio marítimo. O que acontece na verdade é uma pluralidade de entidades governamentais, onde o nível burocrático deturpa a gestão dos portos. São vários órgãos, MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES, DNIT, SEP, MARINHA MERCANTE, ANTAQ, OGMO, SYNDARMA entre outros. A antaq deve ser o órgão precípuo de todo esse enlace, e os portos sejam eles privados, públicos ou de gestão mista, precisam de gestores do governo ligados aos CAP’’s, pois os portos servem como porta de entrada do mercado exterior, e normas e leis, não burocráticas, devem ser sancionadas, para gerir e não virar baderna. A comunicação entre os portos brasileiros é falha não existindo um canal único para gerenciar o comércio via cabotagem, e a mesma sofre com a política tributária, pois não existe isonomia na cobrança de tributos entre a navegação de longo curso e a cabotagem. A falta de infraestrutura adequada nos portos e áreas afins limita o desenvolvimento de alianças comerciais internacioais, pois a globalização exige a rápida adaptação das instalações portuárias para comportar as operações. Por mais que SEP – Secretaria Especial de Portos esteja investindo bilhões em dragagens, e em algumas poucas obras estruturais, os portos precisam de máquinas e equipamentos de transbordo, os quais se encontram sucateados, extensa área retroportuária, acessos terrestres eficientes e etc. O Brasil deve deixar o paradigma da não privatização, pois os investimentos privados caracterizados nos terminais de container, terminais de graneis sólidos e líquidos e parte nas concessões, estimulam a vinda de empresas importantes para o setor, as quais trazem investimentos para a esfera portuária e motivam a competição no mercado global. Parte desses estímulos são frutos da introdução de máquinas e equipamentos de transbordo, nas estruturas físicas dos terminais portuários, na vinda de empresas para a interlândia dos portos, e nas obras estruturadoras efetivadas a partir do comprometimento do governo federal, representado por pessoas do governo, os quais devem fazer parte dos conselhos de administração portuária. Na verdade isso já existe, mas deve ser intensificado, pois o setor carece de investimentos. A total centralização do poder nas mãos do governo federal afetará o nível burocrático para pior, então a gestão dos portos deve ser feita por pessoas competentes: civis, empresários, governo municipal, estadual e federal, para a partir daí desenvolver o setor portuário de uma forma igual, lembrando a economia dos Estados.
 
Enviado por NILDES SAMPAIO em 23/07/2009 (Rio de Janeiro)
O modelo democrático que o governo vem utilizando na gestão executiva passa pelas estatais, aqui tratadas, as portuárias continua sendo o mesmo que os governos que desmontaram o sistema portuário utilizavam, portanto se não houver mudança de atitude, (eficaz planejamento estratégico superior) que diagnostique fraquezas sem paternalismo e proteção política e de feudos, tanto faz centralizaçao federal, estadual ou municipal. A verdade é que o cenário político brasileiro nos deixa a vontade para saber que as consequencias de uma suposta mudança em pouco modificaria o sistema em favor do desenvolvimento e do interesse público. O que os portos precisam para serem eficazes é serem respeitados em potencialidade e vocação e os portuários também. Enquanto estamos caminhando para mais uma eleição, internamente e externamente as instituições portuárias continuam com as mesmas "colunas" e os mesmos ordenamentos cuja missão era liquidá-las. Força, gente. União sempre.
 
Enviado por Galinho em 22/07/2009 (Rio Grande /RG)
O que os Portos precisam é de uma gestão comprometida com a atividade portuária; não importa se é centralizada, regionalizada ou municipalizada. Mas uma coisa é certa: o governo que mais investiu em porto foi o governo Lula, porém as administrações dos portos brasileiros continuam sendo todas administrações com cargos políticos.
 
Enviado por Aroldo C P da Silva em 14/07/2009 (Salvador)
O que nossos portos nescessitam é mais ação e menos conversa por parte dos governos federal e estadual. Exemplo prático: A CODEBA (companhia docas do estado da BAHIA), está há mais de nove meses com presidente interino. Nada funciona.
 
Enviado por Jorge Haile em 07/07/2009 (Salvador)
Levar a administração dos portos só vai fazer aumentar o número de tubarões querendo tirar proveito dos portos. Se houvesse seriedade haveria resultados. Em todo o Brasil os portos são vítimas da politicagem. Não entendo porque o presidente Lula que disse ser o porto de vital importância para o crescimento importante do país, não toma uma atitude para que a coisa mude. Admiro o trabaho de Lula mas na questão dos portos é nota zero. Talvez a parceria público privada resolvesse, mas sabemos que os ratos não vão querer largar o queijo.É uma pena
 
Enviado por Santos em 23/06/2009 (Santos)
É melhor não centralizar nada em Brasília definitivamente.
 
Enviado por Marcelo Tibiriçá em 06/06/2009 (Santos)
Fosse o porto de Santos regionalizado, o Sr. Di Bella Filho não teria sentado na cadeira de presidente da Codesp, nem agora estaria prejudicando a realização da dragagem do porto, por mera vaidade pessoal. Por que não perguntar se por revanche de ter sido, grosso modo, expulso da Codesp? Essa dragagem seria resolvida no âmbito do porto, visando os interesses do comércio. Pato de fora não piaria.
 
Enviado por Paulo C. B. Giovaninni em 05/06/2009 (Vitóiria)
O melhor modelo de porto é aquele bem gerenciado, seja ele centralizado ou não. O que atravanca os portos é a falta de profissionalismo e de compromissos dos seus dirigentes, cujos critérios de nomeações são puramentes políticos ao invés de técnicos. O único currículo exigido para ser um "gestor" portuário é sua ficha de filiação ao partido de plantão. Muda-se o plantão, muda-se os "gestores" e tudo continua no mesmo marasmo.
 
Enviado por jairo286 em 12/05/2009 (Itajai/SC)
A descentralização sem duvida é o melhor tangente para que o sistema portuário funcione com competitividade, aplicação de metas imediatas, muitas vezes emergênciais. A Autoridade Portuaria de Itajai/SC é um exemplo a sem observado pelos demais portos brasileiros, pelos seus constantes recordes em movimentação de carga. Estamos com conflito de informações na obras de recuperação e dragagem do porto de Itajaí, pelo fato das obras estarem centralizadas na SEP.
 
Enviado por Yone Sanches Loreiro em 09/05/2009 (Belém)
Concordo com o Sr. Michelle Miller que uma Autoridade Portuária com autonomia possa indicar um foco em negócios, lucro. Mas, isso não anula a possibilidade de bem-estar comum da comunidade. Na medida que esse modelo otimiza a atividade comercial, a tendência é de ajudar a sociedade a se organizar para usufruir dos resultados positivos da cadeia produtiva. Quer através de empregos e impostos trarão mais riqueza à região, que deve se preparar para adequar o seu espaço às demandas do porto com qualidade de vida.
 
Enviado por Michelle Miller- Port of Norfolk, USA em 07/05/2009 (Norfolk,VA)
Concordo que um modelo centralizado será de pouco proveito à comunidade portuária e ao país, porém acredito que um modelo de administração descentralizado, no Brasil, também traz seus problemas. É inocência acreditar que um modelo descentralizado vai buscar nada mais que o bem à comunidade, sendo as autoridades portuárias financiadas pelo governo ou não. Um modelo descentralizado pode indicar um foco em negócios, lucro e não o bem-estar comum da comunidade. Logo, não podemos idealizar nenhum dos modelos.
 
Enviado por Osvaldo Campos em 04/05/2009 (Salvador)
Blog http://www.osvaldocampos.blogspot.com
Claro que o melhor modelo é o da administração descentralizada. Aquí na Bahia, a Codeba, empresa federal, teve 6 presidentes nos últimos 6 anos. Em conseguência da falta de continuidade administrativa , resultado do modelo centralizador atual, os portos ficaram sem investimentos e a Bahia tem perdido cargas para Suape e Pecem, portos administrados pelos estados, que colocam a questão portuária como assunto estratégico e não como instrumento de disputas políticas. Outro fato é o sucesso das grestões portuárias nos países da Europa, vide Rotterdan, Hamburgo, Barcelona e Le Harvre. Osvaldo Campos Magalhães
 
Enviado por Roberto Portomelhor dos Santos em 28/04/2009 (Santos)
Autonomia da Autoridade Portuária deve significar tomar as decisões definidas no âmbito da comunidade do porto. Isto é bem distinto dos gabinetes de Brasília, como vem sendo feito hoje, e como nunca aconteceu antes, mesmo no tempo da Portobrás. Há que se discutir a base de sustentação dessa autonomia: municipal, estadual ou federal? Deve também ser considerado o processo de indicação dos ocupantes das diretorias da autoridade portuária, sem vínculos políticos-partidários; apenas atrelada à política de negócio do porto.
 
Enviado por HILDA REBELLO em 27/04/2009 (ITAJAÍ -SC)
Gostaria de citar o exemplo do Porto de Itajaí, que é municipalizado e é um exemplo a ser seguido pelos demais portos brasileiros. Desde a municipalização o porto tem batido recordes constantes em movimentação de cargas. O fato da proximidade com o poder público ( de decisão) é o fator que mais contribuiu para o sucesso deste modelo. Acredito que centralizar as decisões em Brasília seria um retrocesso! Abraços...
 
Enviado por Fernandes em 24/04/2009 (Rio de Janeiro)
Nós estamos diante de um dilema extremamente complicado. Eu acho que buscar parâmetros em portos de outros paises é uma atitude que tem servido de lastro para inúmeras atitudes equivocadas que ao serem domesticas resultam em distúrbios dos parâmetros iniciais que serviram de base. Não podemos comparar a administração de nossos portos com outros de referencia mundial, pois são situações com diversos fatores diferenciados, são outras culturas (minimiza o fator corrupção), são outros equipamentos (nenhum empresário ou prefeitura vai aplicar cifras consideráveis) e o trabalhador tem salário e qualificação diferente. No passado os portos estrangeiros serviram de exemplo para a chamada “modernização dos portos” só que neste país tupiniquim a Autoridade Portuária, não faz o que faz por lá, não atua com a força que atua no desenvolvimento da operação como um todo, incluído inclusive a interland. E não é por culpa dos empregados, mas sim de uma política partidária extrativista que até hoje não arrumou espaço para dignificar esta “autoridade”, porque é melhor que ela fique onde esta. A proximidade das administrações com o poder local, vai sem duvida transformar portos em moeda eleitoral de prefeituras, e dentro deste quadro conchavar com o empresariado em detrimento ao interesse nacional, e a competitividade vai beneficiar os grupos que conseguem construir monopólios. Vamos discutir o assunto, mas dentro da realidade deste lindo país dos escândalos abafados. (acabou meu espaço)
 
Enviado por Campos em 24/04/2009 (Santos)
A autonomia das Autoridades Portuárias, sempre indicadas por políticos federais (fato real) é 100% igual à centralização das decisões portuárias em Brasília (por óbvio). Portanto, não há o que comparar e, em sendo assim, a indagação não procede.
 
Enviado por Roberto Portomelhor dos Santos em 24/04/2009 (Santos)
Faço outra pergunta: qual o porto de sucesso mundial, com desempenho referencial, que tem sua administração centralizada no governo federal?
 
 
 
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