Quando você faz uma viagem de casa até o trabalho, para uma aula, para uma consulta ou para uma compra, quanto tempo você gasta? A que custo?
* Leia "Logística pessoal (parte I)"
Em geral não se pensa, não se calcula. Nem pensa que é uma viagem.
Se você pensar em tempos e custos alternativos de diferentes meios e modos de locomoção, esses fatores passam a ser relevantes.

Locomoção tranquila, sem pressa e sem grandes
engarrafamentos é cada vez mais rara nas grandes cidades
O que pesa é mais a sensação do que a realidade: é a impressão de que levo mais ou menos tempo indo de carro ou pegando o metrô. Que ir de carro custa menos que de táxi. Como o áaxi é pago na hora sei quanto custa. O do meu carro não sei custear a gasolina ou etanol, mais o desgaste do pneu e a necessidade de manutenção.
Sair de carro da garagem da minha casa para um estacionamento junto ao local de trabalho me permite fazer uma viagem de ponta-a-ponta. O que me dá a sensação de controle e de comodidade. Mas ao enfrentar um congestionamento tenho a sensação da imobilidade. Se vou a pé até uma estação de metrô (ou com carro deixando em estacionamento próximo) desço escadas, pego o metrô que chega rápido, saio, subo escadas e mais corredores, ao final posso levar mais tempo mas tenho a sensação de mobilidade. Estou sempre em movimento, enquanto que preso num congestionamento de veículos tenho a sensação de imobilidade.
Para entender melhor o que é logística, parta da sua experiência pessoal. Se você planeja ou não a sua movimentação.
Se você não pensa antes reflita sobre o seu tempo logístico, sobre o seu custo logístico e reavalie a sua sensação logística. Pense se não poderia adotar medidas alternativas, como horários, itinerários, transporte, etc.
Será uma forma de desenvolver o "pensamento logístico" e passar a entender a logística de cargas. E deixar de confundir logística com transporte. Confundir o todo com uma parte.
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* Logística é mais (bem mais) que Transporte!