As organizações Justiça Global e Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (Pacs) estão empenhadas em mostra o “outro lado” da Copa de 2014 e das Olímpiadas 2016, o do excesso de gasto público e da criação de leis de exceção para atender às demandas dos megaeventos.
Em parceria com pesquisadores de Universidades brasileiras e da Articulação Nacional dos Comitês Populares, as análises mostram como os dois eventos vêm desrespeitando uma série de direitos fundamentais, falta de transparência, endividamento, impactos socioambientais e retrocessos legislativos.
Quando o Brasil ganhou o direito de sediar a Copa, em 2007, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) estimou que o país gastaria R$ 2,1 bilhões com estádios. Em 2012, o orçamento já está em R$ 7 bilhões, segundo o TCU. “O legado tão esperado pelo povo brasileiro vai ser uma dívida financeira ainda maior que a atual. Aquilo que era uma promessa de futuro próspero, virou pesadelo para a população e um sonho para as construtoras”, disse Sandra Quintela, economista do Pacs.
Acontece no dia 15 de junho, o II Seminário de Direito, Desenvolvimento Portuário e Construção Naval, evento organizado pelo Ineje (Instituto Nacional de Estudos Jurídicos e Empresariais).
O senador Blairo Maggi, do PR do Mato Grosso, quer que o governo aumente os investimentos públicos em infraestrutura, especialmente no setor de transporte rodoviário e ferroviário.
Maggi, que também é um dos maiores produtores de soja do País, destaca que a construção de rodovias e ferrovias estimula de forma duradoura a atividade econômica, ao contrário dos pacotes econômicos que têm sido lançados pelo governo federal, que reduzem tributos e aumentam crédito para o setor de automóveis.
O parlamentar diz que é esse crescimento, baseado no investimento em infraestrutura, que deve ser defendido no Brasil. “Não é o crescimento do consumo de automóvel, como estou dizendo, que vai acabar daqui a três meses. Não tem sustentação esse tipo de política”, criticou.
Quem define assim o sistema tributário do País é o senador Eduardo Amorim, do PSC de Sergipe, defendendo a redução das alíquotas do Imposto de Renda das Pessoas Físicas.
O desejo é da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, dizendo que o Brasil não admitirá retrocessos no documento final da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que começa nesta semana, no Rio de Janeiro, em relação ao que foi aprovado duas décadas atrás, na Rio92.
O TRT-SP (Tribunal Regional do Trabalho) fará nova tentativa de conciliação do impasse entre os operadores portuários e os trabalhadores avulsos do Porto de Santos (São Paulo). Será nesta quarta-feira (13/06).
Fez duas semanas, nesta terça-feira (12), que o Ogmo (Órgão Gestor de Mão de Obra) implantou a escala dos avulsos com intervalo de 11 horas entre as jornadas de trabalho. A medida foi imposta por um termo de ajustamento de conduta (tac) assinado pelo Ogmo e Ministério Público do Trabalho (MPT) há seis anos.
Média trimestral registrada nesta quarta-feira, dia 13/06/2012
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