O colunista Silvio dos Santos, do Portogente, mostra que o transporte de cargas em trens privados realizados em ferrovias públicas vem ganhando espaço na Europa. Na França, país onde o movimento sindical e a ferrovia estatal são fortes, a tendência de terceirização das operações ferroviárias é pequena, assim como na Bélgica.
Entretanto, na Alemanha, onde ações liberais acontecem com maior facilidade devido à postura do governo local, há muitas empresas ferroviárias operando o transporte de mercadorias. São 64 no Porto de Hamburgo e 23 em Bremen, número bastante expressivo se comparadas as cinco que atuam em Antuérpia e três em Le Havre.
A Operação Maré Vermelha continua deixando os cabelos em pé de importadores e exportadores. O coordenador do Comus (Comitê de Usuários dos Portos e Aeroportos de São Paulo), José Cândido Senna, lamentou à reportagem de Portogente que, embora com boas intenções, a Operação tenha colocado na mesma balança bons e maus importadores.
Ele estima que o volume de cargas submetidas à fiscalização tenha triplicado no Porto de Santos, litoral paulista. "Os terminais estão abarrotados de contêineres. O tempo médio de permanência de cargas no Porto, que tinha caído para 10 dias, tem dobrado, o que eleva o custo de armazenagem".
Também com a posição da Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina) que pedi que a Argentina exclua os países do Mercosul da necessidade de emissão da Declaração Jurada Antecipada de Importação (DJAI), uma das principais barreiras que estão atrapalhando os negócios dos exportadores brasileiros.
Estudo da CNI (Confederação Nacional da Indústria) mostra que a indústria nacional mudou, e enxerga a sustentabilidade como uma necessidade para os negócios.
E o motivo é que a rodovia federal liga zonas industriais e agrícolas de Minas ao Porto de Vitória (ES). Clésio Andrade, que também é senador, quer ação do ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, nesse sentido.
As juízas do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-SP) Anélia Li Chum e Ivani Contini Bramante estiveram, na última segunda-feira (18/06), no Porto de Santos, acompanhando a escala dos trabalhadores avulsos. Elas constataram diversos problemas na distribuição dos trabalhos, feita pelo Ogmo (Órgão Gestor de Mão-de-obra).
No mesmo dia, quem também esteve no porto foi o ministro Leônidas Cristino, mas não chegou nem perto do problema enfrentado pelos portuários. Ele foi duramente criticado pelos trabalhadores. “É uma pessoa com participação zero na gestão da mão-de-obra. Com certeza, não sabe nem o que são relações de trabalho. Reflete muito bem a ação da Codesp no setor, que não administra seu quintal”, criticou o presidente do Sintraport (Sindicato dos Operários Portuários), Robson de Lima Apolinário.
Média trimestral registrada nesta quarta-feira, dia 20/06/2012
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