A indústria nacional de bens de capital quer elevar a produtividade e a participação no fornecimento para a cadeia de petróleo, gás e naval. O segmento respondeu por US$ 3 bilhões, dos US$ 12 bilhões investidos em máquinas e equipamentos em 2011. Atualmente a indústria nacional trabalha com 75% de sua capacidade. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o setor tem potencial para ampliar a participação no mercado e se prepara para abocanhar uma fatia maior nos próximos anos.
A política do Governo de exigir mais conteúdo local para os projetos do pré-sal deve ser um incentivo para os empresários. O Chefe da Coordenadoria de Conteúdo Local da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Marcelo Mafra Borges de Macedo, falou sobre o tema em evento promovido pela Abimaq. "A regra de Certificação de Conteúdo Local foi criada com o intuito de aumentar a participação da indústria nacional nos projetos de exploração de petróleo e gás natural no Brasil".
A indústria, porém, enfrenta dificuldades para aumentar a produtividade para competir com fabricantes estrangeiros, como os chineses. Entre os gargalos estão: juros elevados, taxa de câmbio, impostos, legislação trabalhista e infraestrutura. "Não temos juros competitivos e o custo do transporte é outro problema. Há equipamentos que precisam ir para as regiões Norte e Nordeste, por exemplo, que vão de caminhão, em vez de termos opções como o transporte ferroviário ou cabotagem, o que acaba encarecendo a operação", diz o diretor executivo da área de petróleo, gás, bioenergia e petroquímica da Abimaq, Alberto Machado Neto.
O Governo tem sido sensível às reclamações dos empresários, segundo o executivo da Abimaq. "Mas eles não têm agilidade, porque, em muitos casos, há necessidade de mudar a legislação como nos sitemas tributários e trabalhista". Ele afirma ainda que as reduções da taxa básica da economia (Selic) ainda são insuficientes para tornar os juros para investimnentos atraentes no País.
O crescimento da área de petróleo e gás tem movimentado toda a cadeia. Agora o foco é o futuro da atividade de apoio no Brasil, que será discutido durante a WorkBoat South America 2012, um evento que ocorre em paralelo à Navalshore 2012 - Feira e Conferência da Indústria Naval e Offshore. E a preocupação não é à toa, segundo informações do setor. O País ocupa a quarta posição mundial em frota e o terceiro em produção. E há estimativas apontando para uma demanda de cerca de mil embarcações até 2020, devido à intensificação da atividade de exploração de petróleo e gás, entre outras atividades ligadas ao modal marítimo. Nos próximos cinco anos, os investimentos devem bater na casa dos R$ 55 bilhões, conforme relatório do BNDES.
A paralisação nacional está agendada para quarta-feira (25), dia de São Cristóvão, que é o padroeiro da categoria. Eles reclamam das mudanças feitas pelo Governo com o objetivo de modernizar o setor. Entre elas, o controle da jornada e a carta-frete. De acordo com as novas regras, a partir de 1º de agosto, eles terão de cumprir descanso diário de 11 horas sob pena de multa.
O sindicato da categoria afirma que uma das consequências será a queda na renda do motorista por causa do intervalo. Em um comunicado aos profissionais e à população, o presidente do Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC), Nélio Botelho, reclamou ainda que o valor do frete está defasado porque as medidas levaram à concorrência desleal nas rodovias.
A empresa recorreu da decisão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), na sexta (20), na 4ª Vara Federal no Distrito Federal. A TIM informou que não concorda com a posição da Anatel de suspender a venda e ativação de chips de novas linhas de telefone celular da empresa em 18 estados e no Distrito Federal a partir desta segunda-feira (23). Segundo ela, a medida traria "prejuízos ao setor de telecomunicações". A empresa deve apresentar nos próximos dias um plano de investimentos e qualidade conforme determinação da Anatel.
O ministro da Secretaria de Portos (SEP), Leônidas Cristino, não tem conseguido agradar quase ninguém. A chiadeira, que vai dos trabalhadores ao setor empresarial, como já adiantou o blog Dia-a-Dia, aumentou. Agora foi o vice-presidente do Sindicato dos Arrumadores de Angra Dos Reis (RJ), Felipe Nogueira, que se manifestou favorável à troca de comando. "Não disse para que veio. Hoje o setor portuário passa por um processo de transformação de suas atividades profissionais".
Média trimestral registrada nesta segunda-feira, dia 23/07/2012
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