Sem definir o novo presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) até agora, grandes decisões que impactam no maior Porto do País ficam paralisadas, aguardando o verdadeiro dono da cadeira ocupada, no momento, por Renato Barco. O ministro da Secretaria Especial de Portos (SEP) havia dado prazo de 30 dias para o anúncio de quem comandaria a estatal. O prazo, que inclusive consta no próprio estatuto da Codesp, já estourou mais de quinze dias e nada aconteceu.
Renato Barco atuava à frente da Diretoria de Planejamento Estratégico e Controle da Codesp até assumir de forma interina, em 22 de junho, o lugar de José Roberto Serra na presidência da estatal. Com a mudança, a situação se repetiu na Diretoria de Planejamento Estratégico. "Essa situação está ferindo o estatuto da Codesp. Isso equivale a rasgar a Constituição", disse ao Portogente o vice-presidente do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport) e representante do Conselho de Administração (Consad) da empresa, João Andrade.
O mercado aguarda com ansiedade a nova rodada de privatizações a ser lançada pela presidente Dilma Rousseff. No pacote, o Governo prepara uma mudança geral no sistema portuário. Porém, ao que tudo indica, deverá manter a regulação sob o seu comando, mas cobrando melhorias no desempenho das estatais. A ideia vai ao encontro das expectativas do setor. "A melhora do desempenho de nossos portos certamente passa pela aprovação da primazia dos Conselhos de Autoridades Portuárias (CAPs), no planejamento, administração e coordenação dos assuntos que envolvem a administração do porto", analisa o coordenador da Câmara de Logística Integrada da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), Jovelino de Gomes Pires.
O especialista sugere também um novo modelo para a escolha do nome que conduzirá as estatais. "Uma modernidade aqui seria a indicação de nome pelo Governo a partir de lista tríplice, por exemplo, indicada pelo CAP, com mandato de dois anos, para a escolha do Governo. A idéia seria aproximar mais a visão empresarial (e local) da gestão de cada porto".
A publicação foi feita na segunda-feira (6). O Departamento de Estradas de Rodagem contratará empresa para realizar obras e serviços de implantação de viaduto na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega (SP-55), em Praia Grande (SP). O investimento é de R$ 34,2 milhões e o prazo de execução, após a assinatura do contrato, é de 12 meses. Os detalhes do edital estão no site do DER.
"Vamos deixar avião no chão!". Esse foi o aviso dado pelo sindicato da categoria. Os servidores aguardam até a próxima semana uma contraproposta do Governo para as reividicações da classe. Se nada for apresentado, eles prometem engrossar o número de categorias em greve no País. Vale lembrar que a paralisação de auditores da Receita Federal e de funcionários da Anvisa tem travado a liberação de mercadorias nos portos e colaborado para elevar o Custo Brasil.
O índice foi confirmado pela secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Tatiana Prazeres, na segunda-feira (6), durante evento em São Paulo. Segundo ela, a crise mundial vai complicar o saldo das vendas para o mercado externo.
O cenário está ficando complicado na avaliação do professor de Administração, Cláudio Gonçalves. O País já importa 15% da gasolina consumida por aqui. A elevação do índice e a chiadeira dos produtores de álcool, que cobram uma política pública voltada para a melhoria dos preços do combustível, vão acabar parando no bolso do brasileiro. "Essas notícias sinalizam que deverá haver aumento nas bombas. O Governo dificilmente conseguirá segurar tanta pressão".
Média trimestral registrada nesta terça-feira, dia 07/08/2012
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