Os cálculos são da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). Esse é o custo diário que as empresas têm para arcar com as despesas adicionais para manter navios parados nos portos brasileiros por falta de atendimento adequado. Atualmente, 150 embarcações esperam para atracar ou descarregar no País. A greve dos auditores da Receita Federal já dura 58 dias e a dos servidores da Anvisa, 32.
As paralisações trazem ainda outros custos difíceis de serem contabilizados pela Associação de Comércio Exterior (AEB), como de multa contratual por descumprimento de prazos; cancelamento de contratos; perdas de mercados conquistados e de receita cambial para o Brasil; menor produção e geração de empregos; elevação de custos de logística; aumento do custo de fretes internacionais e redução do poder de competitividade. "Enquanto outros países buscam aumentar o nível de atividades, reduzir custos e elevar a competitividade de seus produtos, o Brasil age em sentido contrário, restringindo atividades, elevando gastos e reduzindo sua competitividade externa", disse a AEB.
"De fato, o quadro com diversas greves simultâneas de servidores federais vem prejudicando grande parte da cadeia logística portuária em diversos níveis. Agora, com a adesão de outros órgãos anuentes que, inclusive, agem na liberação das mercadorias, a situação encontra-se caótica como bem descreveu a AEB", disse ao Portogente o diretor-executivo da Federação Nacional das Agências de Navegação (Fenamar), André Zanin.
A mobilização dos policiais federais foi considerada ilegal pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A Advocacia Geral da União ingressou com ação, com pedido de liminar (decisão provisória), contra o ato dos servidores. O STJ concedeu a liminar e o sindicato da categoria poderá ser multado em R$ 200 mil em caso de descumprimento. Apesar disso, usuários de aeroportos sofreram para embarcar e desembarcar na quinta-feira (16) por causa da operação-padrão realizada pela categoria. O sindicato alegou que não tinha sido notificado. E até agora o Governo não demonstrou capacidade para pôr a casa em ordem.
Mas o Governo já adiantou que não tem dinheiro para atender todas as categorias. A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, disse que deverão ser atendidos os servidores com remuneração mais baixa. É aguardar para ver se algo sai do papel.
Depois de anunciar o pacote de concessões de ferrovias e rodovias, a presidente Dilma Rousseff reduziu a alíquota de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para operações de seguro garantia. A alíquota caiu de 7,38% para 0%. Tudo para tornar mais barato o custo de projetos de infraestrutura. A medida entra em vigor em 90 dias.
A ideia do Governo é baixar os custos para tornar os investimentos em infraestrutura, que são fundamentáis para o País, atraentes para a iniciativa privada, porque os projetos têm uma série de seguros que podem ser contratados direta ou indiretamente e vão desde a fase de licitação, concessão, risco de engenharia até a construção das obras. Só na fase de licitação, o índice pode chegar a 20%.
O Estado foi contemplado com a inclusão do trecho de Rio Grande na ferrovia Norte-Sul. Porém, ficou de fora dos investimentos em rodovias, estimados em R$ 42 milhões, o que causou chiadeira do Governo do Estado e de empresários.
A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) recebe trem da série 9000 nesta sexta-feira (17). A empresa francesa Alstom, com filial em São Paulo, entregará o primeiro dos nove trens encomendados pela companhia. A composição, que irá operar entre Suzano e Palmeiras Barra-Funda, terá ar-condicionado, comunicação visual, painéis dinâmicos e portas largas. No total, o Estado terá mais 65 trens novos até 2017.
Média trimestral registrada nesta sexta-feira, dia 17/08/2012
Os números indicam a posição de cada site no ranking mundial
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