É o complexo portuário que será inteiramente construído pelo megaempresário Eike Batista, proprietário do conglomerado de empresas EBX. Juntamente com uma estrutura portuária colossal, que prevê uma ponte de aproximadamente três quilômetros de comprimento mar adentro, com largura de 27,5 metros, permitindo a passagem de caminhões pesados carregados de minério de ferro e uma correia de transporte do mesmo minério, possuirá dez berços de atracação, sendo quatro para minério de ferro, dois para movimentação de petróleo, um para carvão, e três para produtos siderúrgicos, escória, granito e ferro-gusa. Com uma profundidade de 21 metros, o Porto do Açu permitirá a atracação de navios Capesize com capacidade de até 220.000 toneladas. Obras previstas de dragagem do canal para até 25 metros permitiriam a entrada de navios Chinamax, fato este que colocaria o Porto do Açu entre um seleto grupo mundial. Da retroárea adjacente de aproximadamente 15,1 mil ha, serão disponibilizados cerca de 9,4 mil ha para empreendimentos industriais. Existem planos de construção de duas usinas energéticas, uma movida a carvão e outra à gás, que, somadas, gerariam energia semelhante à gerada na hidrelétrica de Itaipu, instalação de um estaleiro, e até mesmo uma base de uma empresa do conglomerado especializada na exploração de petróleo e gás. Além disso, uma empresa de mineração americana, a Anglo American, e duas siderúrgicas, uma, a Ternium-Technit, de bandeira ítalo-argentina, e outra chinesa, a Wisco, já assinaram acordos para instalação de fábricas, além das gigantes cimenteiras brasileiras Votorantim e Camargo Corrêa. Finalizando a lista de empreendimentos gigantescos, há a intenção de atrair uma montadora de carros, esta mantida em sigilo empresarial, e uma fábrica de produtos da Apple. Somados, os investimentos ultrapassam US$ 36 bilhões. Devido ao fato de que o país sofre com o atraso tecnológico no setor, com defasagem iminente de instalações e maquinários, além de restrições físicas no seu maior porto, o de Santos, a idéia de um porto-indústria, como será o de Açu, estava sendo incorporada e aceita. Neste artigo, um pouco desta concepção é abordada.
Problemas nas obras
Não só de inovações tecnológicas e de massivos montantes movimentados vive o então em formação Porto do Açu. Problemas com mão de obra, que reivindicam melhores condições de trabalho, e com desapropriações, necessárias para que os terrenos sejam convertidos em instalações, afetam o andamento da obra e são alvos de intensa negociação por parte dos responsáveis pelo empreendimento. Abaixo, um vídeo ilustrativo sobre o porto.
Opiniões
O economista e professor Alcimar das Chagas Ribeiro criticou a aprovação de financiamento no valor de R$ 2,7 bilhões, pelo fundo de Marinha Mercante, para o estaleiro da OSX em São João da Barra. Para ele, a ação ratifica a forte distorção relativa à distribuição de forças no território compreendido pelo complexo portuário do Açu.