Ao contrário das críticas que são feitas à infraestrutura logística deficiente de vários portos brasileiros, o Porto do Pecém, no Ceará, parece caminhar na contramão da tendência nacional. Construído de forma planejada e com uma retroárea destinada à instalação de dezenas de fábricas, o complexo atrai mais empresários a cada dia e muda a rotina de São Gonçalo do Amarante (59 Km de Fortaleza), cidade onde está instalado. Uma das empresas que apostaram no porto foi a Tortuga, do ramo de suplementos minerais para nutrição animal. E pelo visto, eles não parecem arrependidos.
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Segundo o gerente de Marketing da Tortuga, Juliano Sabella, a inauguração de uma fábrica no Porto do Pecém, em 2009, foi tratada pela empresa como uma questão estratégica e com resultados práticos, como a agilização do atendimento a clientes das regiões Norte e Nordeste do Brasil, além da América Central, África e Europa, expandindo de vez a atuação da Tortuga no mercado internacional, onde a atuação era tímida. Prova disso foram os investimentos, superiores a R$ 90 milhões, para tirar a fábrica do chão e inaugurá-la no ano passado.
“Hoje se ganha tempo na exportação dos produtos e no acesso às matérias-primas vindas de diversas partes do mundo. É uma situação muito positiva. Além disso, a infraestrutura portuária do Pecém é boa e atende às necessidades da Tortuga. Por exemplo, quando falamos sobre os acessos ao complexo portuário, eles atendem as nossas necessidades e são feitos, basicamente, por meio de rodovias estaduais, como a CE-422, onde está instalada a fábrica”.
Muito se fala sobre a especulação imobiliária que tomou conta de São Gonçalo do Amarante nos últimos anos e também sobre o enriquecimento do Pecém, que está motivando até mesmo um processo de emancipação do distrito que leva o nome do porto. No entanto, esses dois fatores não preocupam o gerente da Tortuga, que aguarda com expectativa uma das obras mais esperadas pelo Governo do Ceará: a instalação da Companhia Siderúrgica do Pecém, cuja construção teve início no Natal de 2009. Além de placas de aço, a siderúrgica também produzirá energia elétrica.
“Não temos preocupações com o crescimento urbano do qual tanto falam por aqui, uma vez que toda a área ao redor da nossa fábrica será ocupada pela siderúrgica que está se instalando no Pecém. Essa situação, inclusive, deverá nos favorecer, pois usufruiremos de toda a infraestrutura adicional que for criada para atender a nova empresa. Mais do que nunca, nossa meta é continuar crescendo e investindo em pesquisa para o desenvolvimento de produtos que atendam às necessidades dos produtores rurais. Infraestrutura logística nós temos”.
Com a unidade em Pecém, a Tortuga aumentou em 60% sua capacidade de produção de suplementos minerais para nutrição animal, que antes era de 50 mil toneladas por mês e agora é de 80 mil toneladas. Além da unidade no Ceará, a empresa já conta com outras quatro fábricas (São Paulo, Mairinque e São Vicente, em São Paulo, Lavras, em Minas Gerais).
Website: www.cearaportos.ce.gov.br