O desequilíbrio financeiro dos Órgãos Gestores de Mão-de-Obra (Ogmo) atingiu unidades de todas as regiões do País. Se a maior repercussão está na situação do Ogmo Santos, que enfrenta mais de sete mil ações impetradas na Justiça e pode ter que lidar com um prejuízo de R$ 1,4 bilhão, na região Norte do país o panorama também é delicado. O Ogmo dos portos de Belém e Vila do Conde, no Pará, tem recebido uma avalanche de autuações da Delegacia Regional do Trabalho e a saúde financeira da entidade é muito ruim. Já o Órgão Gestor de Manaus encara situação similar com ao de Santos, com diversas ações atormentando o dia-a-dia da instituição.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Estivadores de Manaus, Claudovaldo Farias Barreto, as dificuldades no Ogmo na capital do estado do Amazonas não são diferentes do que é visto em outras partes do Brasil. “O que falta lá, como em todo o Brasil, é cumprir a lei e brecar as ações judiciais”. Ele disse à reportagem de PortoGente que as dívidas do órgão superam a cifra de um milhão de reais.

O presidente da Federação Nacional dos Estivadores, Wilton
Barreto, comenta os temas debatidos com Claudovaldo Farias
São cerca de 400 trabalhadores portuários em Manaus, com grande presença de estivadores, consertadores e vigias, esperando que a situação seja resolvida, contou Claudovaldo. “O Ogmo até está funcionando normal, o que é preciso é eliminar as indústrias de ações. Qualquer besteira já se entra na Justiça, orientado por escritórios de advocacia”.
O sindicalista espera que sejam tomadas providências imediatas. Ele ficou satisfeito com os debates da audiência pública “A situação dos Ogmos nos portos brasileiros” e torce para que as contas do Ogmo Manaus não sejam bloqueadas caso o atual cenário persista. “Isso é ruim para nós e para todas as categorias. Mas creio que vamos chegar a um consenso”.
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