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O Porto Fluvial de Porto Velho está sob nova administração. Ex-vice-presidente da Federação das Indústrias de Rondônia (Fiero), José Marcondes Cerrutti assumiu o comando em 30 de setembro. Nos primeiros 40 dias de jornada, ele já esteve em Brasília atrás de recursos que possibilitem a expansão do porto. Uma das propostas está no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e no Ministério dos Transportes. Cerrutti tenta inserir o porto na lista de projetos agraciados com verbas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
* CNA avalia que o futuro do agronegócio está nas hidrovias * Portos fluviais do Acre receberão mais verbas da União * Venezuela no Mercosul favorecerá Norte do Brasil Em entrevista exclusiva ao PortoGente, o diretor-presidente do Porto de Porto Velho explicou que há demanda para estes projetos. Hoje, o porto movimenta soja, milho, madeira, açúcar e carnes. Importa também bastante adubo para agricultura. E ainda se apresenta como alternativa de escoamento de veículos para Manaus e Belém, via Rio Madeira. “Porto Velho movimentou 2,6 milhões de toneladas no ano passado e a expectativa é de que o crescimento seja de 17% em 2009, com o volume de cargas chegando a 3 milhões de toneladas. Precisamos crescer”. PortoGente – O senhor assumiu recentemente o comando do porto. Já deu para perceber quais serão as suas prioridades? José Marcondes Cerrutti – Com certeza. Trabalharei para aumentar o quanto antes o faturamento do porto e também lutarei pela realização de investimentos no nosso complexo logístico. Há potencial para isso, pois o Porto de Porto Velho movimentou 2,6 milhões de toneladas no ano passado e a expectativa é de que o crescimento seja de 17% em 2009, com o volume de cargas chegando a 3 milhões de toneladas entre janeiro e dezembro. PortoGente – Quantos berços de atracação o porto possui, quais tipos de mercadorias ele movimenta e qual sua profundidade? José Marcondes Cerrutti – O Porto de Porto Velho possui 11 berços de atracação e as mercadorias mais movimentadas são a soja, o açúcar, a carne e outros tipos. Sua profundidade varia de três metros no período da seca, onde ocorre o verão amazônico, e de PortoGente – Quais os principais destinos das embarcações que saem de Porto Velho? É para cabotagem ou viagens de longo curso? José Marcondes Cerrutti – Bem, de Porto Velho não saem navios, mas somente balsas ou barcaças com destinos variados no Norte brasileiro, sendo os principais as cidades de Manaus e Itacoatiara, ambas no Amazonas; Cruzeiro do Sul, no Acre; e Belém, no Pará. Viagens de longo curso não são realizadas neste porto. É claro que há uma desvantagem grande pelo fato de estarmos distantes dos centros econômico e político do Brasil, mas vamos trabalhando dia a dia. PortoGente – Há projetos de expansão para o porto? Se sim, quais são e quanto custariam? José Marcondes Cerrutti – Sim, há dois projetos em desenvolvimento por nós. Um visa a melhoria e investimento em novos equipamentos e o outro na criação de uma extensão do porto atual em outro local, proposta esta que está sob análise do Dnit e Ministério dos Transportes. Eu ainda não conversei com o ministro dos Portos Pedro Brito sobre os planos de expansão, mas pretendo fazer isso em breve. Estes dois projetos existentes seriam viabilizados com recursos do PAC. PortoGente – Quais as vantagens e desvantagens de administrar um porto estadualizado? José Marcondes Cerrutti – A vantagem é que somos o único porto alfandegado em Rondônia. Já a desvantagem é a concorrência desleal que temos com os terminais que não operam em nosso porto. Esses terminais não utilizam mão de obra do Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo) e não cumprem todas as obrigações que um porto organizado tem que cumprir. E ainda temos outra situação para administrar: os acessos rodoviários são apenas razoáveis e as rodovias poderiam e deveriam estar em melhores condições. Sem dúvida, uma ferrovia faz muita falta. PortoGente – Como ex-vice-presidente da Fiero, como o senhor avalia o desempenho do setor industrial em Rondônia? Há como crescer? José Marcondes Cerrutti – O desempenho de Rondônia é o melhor do País e está em uma crescente muito positiva com o crescimento de suas indústrias e também graças aos investimentos para construção das usinas do Rio Madeira, sendo este o maior investimento do Governo Lula. A crise mundial não afetou Rondônia e os números comprovam que temos o melhor crescimento entre todos os estados da federação. PortoGente – Qual a mensagem que o senhor deixa aos empresários que cogitam investir no Norte? Por que procurar Rondônia e o Porto de Porto Velho? José Marcondes Cerrutti – O Norte do Brasil é a ultima fronteira agrícola deste país. Consequentemente inicia-se agora a fase da agroindústria. Além disso, Rondônia tem uma localização privilegiada na questão modal, pois a saída para o Oceano Pacífico passa em nossa capital, assim como a saída para o Caribe. Estamos de frente para o Oceano Pacifico e com o término da rodovia transoceânica via Peru, nós estaremos mais próximos de um porto do Pacífico do que do Porto de Santos. Teremos uma distância 35% menor para nossos produtos chegarem à Ásia. Website: www.soph.ro.gov.br |