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Texto publicado em 18 de Dezembro de 2012
Briga de liminares pela concessão de Imbituba

Redação
Portogente



Na briga de interesses pela concessão do Porto de Imbituba, em Santa Catarina, só quem tem a perder são as empresas instaladas na local e os usuários do Porto. Único porto gerido pela iniciativa privada, a gestão de Imbituba foi repassada ao estado catarinense pelo ministro dos Portos, Leônidas Cristino. Poucos dias depois, a Companhia Docas de Imbituba (CDI) obteve uma liminar que prorrogava a concessão até 2016 devido à interrupção forçada do contrato durante um período da Segunda Guerra Mundial.

Foto: Ass. de Comunicação da Companhia Docas de Imbituba

Imbituba deve ficar até 2014 com a SC Parcerias e Participações
por meio de convênio de delegação com a SEP

A liminar, no entanto, foi cassada na última sexta-feira (14) pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, após recurso impetrado pela Advocacia-Geral da União (AGU). A pretensão do Governo Federal é colocar o porto catarinense no pacote de concessões previsto pelo programa de investimentos nos portos anunciados no dia 6 pela presidenta Dilma Rousseff.

Diante dessa batalha, a insegurança jurídica para a realização de investimentos em Imbituba só cresce. Os atuais proprietários admitem deixar a administração antes de 2016, desde que recebam R$ 377 milhões em contrapartida. Há interesse de participar da licitação, mas recai sobre a atual gestão indícios de de irregularidades operacionais e de favorecimentos políticos.

Conforme já destacou o Portogente, independente do gestor que ficará com o Porto de Imbituba, o importante é que o programa de investimentos nos portos funcione de forma eficiente, com peças-chaves como a Antaq e o Conit cumprindo efetivamente as suas funções.

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