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Texto atualizado em 17 de Outubro de 2005
Movimentação de contêineres em Salvador é a maior do Nordeste

Luciana Frangeto
jornalista



A Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba) administra os portos de Aratu, Ilhéus e Salvador. Localizado na Baía de Todos os Santos, defronte à Ilha de Itaparica, o Porto de Salvador tem a maior movimentação de contêineres das regiões Norte e Nordeste, é o segundo maior exportador de frutas do país e ocupa a sétima posição no ranking portuário brasileiro em carga geral solta.

 

Desde maio deste ano, o diretor-presidente da Codeba é o administrador de empresas Geraldo Simões de Oliveira, de 52 anos. Natural de Itabuna, onde foi prefeito em duas gestões, é casado, tem quatro filhos e, nas poucas horas vagas, gosta de aproveitar a praia e uma boa leitura.

 

Ele concedeu entrevista para a série de reportagens Portos do Brasil.

 

PortoGente: A Codeba está investindo R$ 50 milhões nos portos de Aratu, Salvador e Ilhéus. O que será feito com esses recursos?

Geraldo Simões de Oliveira: Neste ano há uma previsão orçamentária de investimento na infra-estrutura portuária baiana de aproximadamente R$ 50 milhões, já inclusos os R$ 14 milhões da Agenda Portos. A Codeba tem como meta a agilidade na realização das obras que irão modernizar os portos baianos e torná-los mais eficientes e preparados para o crescimento e desenvolvimento econômico do Brasil. Com a aplicação dos recursos, os portos baianos terão a movimentação dobrada para aproximadamente 25 milhões de toneladas. Em Salvador serão investidos R$ 25 milhões para a implantação do ISPS Code, dragagem de manutenção, criação do Centro de Atendimento ao Usuário, início das obras de contenção no cais comercial e derrocagem do leito marinho, prolongamento do cais de Água dos Meninos, construção de dois berços de atracação com retroárea e uma instalação portuária fitossanitária.

 

PortoGente: Salvador tem a maior movimentação de contêineres da região. Qual é o volume e os principais destinos?

Geraldo Simões de Oliveira: A movimentação de contêineres é de 191.796 TEU’s (twenty-feet equivalent unities, ou unidades equivalentes a 20 pés de comprimento) por ano. Os principais destinos são Europa e Estaods Unidos. Em 2004, foram exportadas 414 mil toneladas de produtos siderúrgicos, 450 mil toneladas de petroquímicos, 100 mil de celulose, 90 mil de sisal, 73 mil de granito, 98 mil de frutas e sucos e 80 mil veículos. Na importação foram movimentadas 458 mil toneladas de trigo em grãos, 146 mil de produtos químicos e 45 mil de eletroeletrônicos. Até agosto deste ano a movimentação de cargas foi de 2 milhões e 83 mil toneladas, um crescimento de 14% em relação ao mesmo período do ano passado.

 

PortoGente: Como está a revitalização do porto?

Geraldo: Para a Codeba, reveste-se de grande prioridade o programa de Revitalização do Bairro do Comércio, onde está localizado o Porto de Salvador. O Conselho de Autoridade Portuária de Salvador e Aratu, com relação ao Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ), aprovou em 1996, a concessão dos armazéns 1 e 2 para a revitalização do bairro. Em 2000, condicionou a revitalização dos armazéns 3 a 8 à existência de novas áreas de armazenagem correspondentes às superfícies dos referidos armazéns, bem como estudo de viabilidade técnica e econômica. O projeto de revitalização do porto foi elaborado e encaminhado para o Ministério dos Transportes, em busca de recursos financeiros para sua implantação. As principais obras que objetivam ampliar o porto na extremidade norte do Cais de Água dos Meninos são: construção de dois berços de atracação, numa extensão de 543,47 metros; retroárea de 103.166,23 metros quadrados para estocagem; profundidade de 15 metros, que irá permitir a atracação de navios com calado de até 15 metros e 330 metros de comprimento; prolongamento do quebra-mar, para propiciar águas tranqüilas.


PortoGente:
O que falta para Salvador se tornar o primeiro exportador de frutas do país?

Geraldo: Os Portos não crescem sozinhos.  Eles refletem o crescimento econômico de uma região.  Quando o pólo produtor de frutas, no Vale do Rio São Francisco, for o maior do Brasil, o Porto de Salvador também será o primeiro exportador de frutas.


PortoGente:
A Codeba investe na qualificação do portuário?

Geraldo: A Codeba investe na qualificação dos seus funcionários através de treinamento, cursos e palestras. Há também o Órgão Gestor de Mão de Obra dos Portos de Salvador e Aratu (Ogmosa) que desenvolve, em parceria com a Codeba, ações voltadas para a melhoria constante dos serviços e das condições de vida dos trabalhadores portuários.

 

PortoGente: O ISPS Code já foi totalmente implantado?

Geraldo: As obras civis estão em execução, com previsão de conclusão para meados de novembro. A seguir passaremos para a instalação dos equipamentos, treinamento do pessoal e cadastramento. A certificação está prevista para março de 2006.


PortoGente:
Como funciona o pregão eletrônico?

Geraldo: A Codeba implantou, a partir da segunda quinzena de setembro, o pregão eletrônico para a aquisição de bens e serviços. A instalação segue a uma determinação do Governo Federal e abrange todas as licitações da Codeba, à exceção de obras e serviços de engenharia de grande porte. As licitações são disponibilizadas no site www.codeba.com.br e permitem a participação de fornecedores de todo o país. O sistema é operacionalizado através de um convênio com o Banco do Brasil. O pregão eletrônico apresenta vantagens como rapidez, praticidade e absoluta transparência nas licitações. Além disso, a participação de um número maior de fornecedores possibilita a redução de preços.

 

PortoGente: A Codeba possui algum projeto social?

Geraldo: Como incentivo à melhoria da qualidade de vida e da produtividade, há na Codeba o coral Boca do Porto, formado por funcionários e regido por Elder Leite, maestro formado pela Universidade Federal da Bahia. A harmonia existente entre os 33 integrantes do coral valoriza a integração e o trabalho em equipe.

 

PortoGente: Como é feita a integração entre a comunidade portuária e a sociedade soteropolitana?

Geraldo: O porto recebe visitas de alunos de escolas, universidades e profissionais afins para conhecimento das atividades portuárias e de comércio exterior. Ao meu ver, os portos devem funcionar como fator de desenvolvimento, por isso temos que estabelecer relações com todos os segmentos da sociedade, realizando parcerias e executando projetos que não apenas gerem receita, mas ajudem a melhorar as condições de vida das pessoas, dentro de uma concepção que compreende a busca da eficiência administrativa e da lucratividade com o compromisso social.

Website: www.codeba.com.br
Comentários ( 1 )
Enviado por Antonio José R.das Virgens em 26/05/2008 (SALVADOR)

************* DESSABAFO 2 A MISSÃO************ ESTÁ EMPRESSA CITADA ACIMA (TECOM), ESTÁ COMPRANDO EQUIPAMENTOS DE ÚLTIMA GERAÇÃO COMO RTG`S, H.STAKERS,CARRETAS E MÁQUINAS PARA CONTEÍNERS VÁZIOS. MAS AS COMBRANÇAS CONTINUAM IMPERANDO NO TERMINAL CONTRA OS FUNCIONÁRIOS,DESCASO E ARROGÂNCIA POR SEUS GESTORES,ALIMENTAÇÃO DE MÁ QUALIDADE E SEM HORA DE DESCANÇO. TODA A EMPRESA VÊ O DESENVOLVIMENTO E INVESTIMENTO PARA O CRECIMENTO DO TERMINAL, SÓ NÃO VÊM ESTE INVESTIMENTO EM SEUS BOLSOS, FUNCINÁRIOS COM MUITOS DEBITOS COM O BANCO REAL, DEVIDO O CORTE DE HORAS-EXTRAS SEM EQUIPARAÇÃO SALÁRIAL. NOS NÃO TEMOS TEMPO PARA LAZER,E SE TIVER-SE NÃO TERIAMOS LOCAL E NEM DINHEIRO PARA ISSO. NOS CONTINUAMOS POR AQUI POIS NÃO TEMOS MELHORES CONDICÕES E MERCADO DE TRABALHO NESTA ÁREA. NESTA BAHIA QUE VIVEMOS TRABALHAMOS MUITO E NÃO GANHAMOS NADA. MUITO OBRIGADO POR LÊ ESTE DESABAFO DE CORAÇÃO E FIQUEM COM DEUS.
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