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Texto atualizado em 29 de Julho de 2008
Projeto Mexilhão já muda rotina do Porto de São Sebastião

Redação
Portogente



Segue até sexta-feira (1º) uma grande operação montada pela Companhia Docas de São Sebastião (CDSS) para o desembarque no porto local dos primeiros 1.836 tubos que vão formar o gasoduto do Projeto Mexilhão, que prevê a produção inicial de 8 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural e o escoamento do produto do fundo do mar até a Unidade de Tratamento de Gás (UTG) Monteiro Lobato, em Caraguatatuba, no litoral paulista.

 Foto: www.celeirobmd.com.br

O desembarque dessa estrutura só confirma a expectativa do presidente do Sindicato dos Estivadores de São Sebastião, Robson Wilson dos Santos, que na última semana confidenciou de forma otimista ao PortoGente que o Projeto Mexilhão tinha tudo para mudar a rotina do porto local e trazer mais cargas, o que na linguagem do trabalhador portuário avulso, significava mais serviço e dinheiro no final do mês.

 

“O navio que trouxe esses tubos todos ainda chegou ao porto com um relativo atraso. Até o final dos trabalhos, serão descarregados aproximadamente 12 mil tubos, que juntos formarão o gasoduto do Mexilhão. Para o leitor ter idéia da grandiosidade, cada tubo tem 34 polegadas de diâmetro, espessura variável de cerca de 3 polegadas, 12 metros de comprimento, e pesa de 12 a 15 toneladas. Por isso seu descarregamento levará cinco dias”, disse ao PortoGente o presidente da CDSS, Frederico Bussinger.

 

O gasoduto terá 145 quilômetros de extensão, sendo 138 da plataforma da Petrobras até a praia e os sete restantes em trecho terrestre. Vale lembrar que a plataforma de Mexilhão está sendo construída em Niterói, no Rio de Janeiro, devendo ficar pronta entre o final de 2008 e o início de 2009. A capacidade dessa plataforma é de 17 milhões de metros cúbicos de gás por dia, mas no começo deve movimentar menos da metade disso.

 

“Antes dos tubos, já há duas semanas, vêm chegando equipamentos e contêineres de materiais que serão utilizados pelas equipes no lançamento dos tubos. Assim sendo, posso dizer que essas novas cargas, a par das habituais e regulares, tem produzido um movimento incomum no Porto de São Sebastião, que deve marcar o segundo semestre de 2008”, destaca Bussinger.

 

União por estaleiros

Outro fato a ser destacado no Porto de São Sebastião é um estreitamento nas relações entre a Autoridade Portuária e a Prefeitura Municipal, que sempre foi um item conflitante na época em que a Dersa administrava o porto estadual. A prova da melhora é o fato de, no mês passado, o prefeito de São Sebastião, Juan Garcia, e o próprio Frederico Bussinger terem recebido a visita do presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

 

Na ocasião, Paulo Skaf destacou que São Sebastião poderia receber um estaleiro para fabricação de embarcações. “Até porque o município está próximo do principal centro tecnológico e industrial do Estado, o Vale do Paraíba. Vamos defender juntos, Prefeitura e Fiesp, a vinda de um estaleiro para São Sebastião”, enfatizou. Resta saber se esse projeto realmente será levado para frente, o que beneficiaria, e muito, a indústria naval paulista.

 

Website: www.portodesaosebastiao.com.br

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