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Texto atualizado em 08 de Agosto de 2008
Copa do Mundo 2014 já provoca a revitalização de portos

Redação
Portogente



A realização da Copa do Mundo de Futebol de 2014 no Brasil está fazendo brotar em pranchetas de todo o País projetos interessantes de revitalização de áreas portuárias, como os projetos Marina Porto de Santos e Porto Turístico Internacional de Santa Catarina. Na última semana, Porto Alegre se juntou ao grupo, pois o governo gaúcho garante que a revitalização do Cais Mauá, inutilizado para a movimentação de cargas, será feita até 2013, ao custo de R$ 400 milhões.

 

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A governadora Yeda Crusius (PSDB) tornou pública a proposta mais atrativa, no entender das autoridades estaduais. As empresas concorrentes deverão seguir as diretrizes estabelecidas pelo governo na elaboração do projeto para revitalizar o local, construído há 97 anos. O governo gaúcho exigiu que o trecho entre a Usina do Gasômetro e a Estação Rodoviária fosse aberto e com acesso gratuito à população. Vencida essa fase que decidiu o que será feito no Cais Mauá, começa agora todo o entrave burocrático que caracteriza as obras brasileiras de infra-estrutura.

 

Até dezembro, prevê Yeda Crusius, será aberta uma licitação para escolher a empresa que desenvolverá o projeto definitivo. A ganhadora da concorrência terá o compromisso de remodelar a área e poderá explorá-la comercialmente por 25 anos, por meio do aluguel dos espaços. A expectativa é de que as obras comecem ainda em 2009 e terminem, no máximo, um ano antes da Copa do Mundo.

 

Entretanto, a pergunta recorrente é: de onde surgirão R$ 400 milhões para revitalizar o Cais Mauá? A própria governadora bateu o martelo e admitiu que o Estado não tem condições de bancar tudo sozinho. A partir dessa realidade, o governo do Rio Grande do Sul irá buscar empresas interessadas em tirar o sonho do papel, formulando uma Parceria Público-Privada (PPPs). “Será uma obra privada. O Estado dará a infra-estrutura e as licenças necessárias para que a obra dê lucro a quem a fizer”.

 

A idéia é que os armazéns do Cais Mauá sejam reformados e destinados a lojas, bares e restaurantes. As paredes de alvenaria seriam removidas e substituídas por vidros, o que possibilitaria a qualquer um admirar a paisagem do Lago Guaíba

As principais construções, no entanto, ficariam nos dois extremos. Perto da Rodoviária, seriam erguidas duas torres comerciais para escritórios e estacionamento. Na outra ponta, próximo à Usina do Gasômetro, está prevista a instalação de um hotel, um shopping center e um centro de convenções. 

 

 

Armazéns do Cais Mauá serão reformados e destinados a lojas, bares e restaurantes

 

Entre as demais propostas para a revitalização do Porto Fluvial de Porto Alegre, está a diminuição da altura do muro da Avenida Mauá, que passaria dos atuais três metros para 1,5 metro, além da construção de plataformas flutuantes para o passeio de pedestres. O muro da Mauá, aliás, é um dos grandes pontos de discórdia da capital do Rio Grande do Sul. Construído para evitar enchentes como a de 1941, que inundou o Centro e teve mais de 40 mil vítimas, ele tira completamente a visão do Lago Guaíba.

 

Cronograma

Até dezembro de 2008, será aberta a licitação para escolher a empresa que fará as obras e terá direito a explorar a área por 25 anos. Este processo deve acabar no final de junho de 2009 e, no segundo semestre do ano que vem, começam as obras, cuja primeira etapa acabará em 2011, com a reforma geral dos armazéns. O projeto completo só deverá ser entregue ao povo gaúcho em 2013, um ano antes de Copa do Mundo.

 

História

O Cais Mauá marcou época no Rio Grande do Sul por ter exigido, em sua construção, um imenso esforço do governo e da sociedade gaúcha. As estruturas levantadas também estabeleceram novos padrões de higiene, funcionalidade e estética para a construção civil brasileira. O conjunto foi construído em etapas, sendo a primeira finalizada no período entre 1911 e 1913.

 

O pórtico central e os armazéns A e B são do período entre 1919 e 1922. Já os demais armazéns datam de 1917 a 1927. Por conta disso, o pórtico central e os armazéns A e B foram declarados patrimônio histórico nacional em 1983, e o restante do conjunto foi tombado pelo município em 11 de outubro de 1996. Integram os bens protegidos as gruas para movimentação de carga e o pavimento de granito.



Website
:
www.hidrovia.rs.gov.br

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