Pesquisa
Portos do Brasil
|
|
Texto publicado em 19 de Junho de 2009
Antonina perde 83% de cargas neste início de 2009

Redação
Portogente



A movimentação de cargas no Porto de Antonina caiu 83% nos cinco primeiros meses de 2009 em relação ao mesmo período de 2008. Trata-se de mais um tombo nos números do segundo porto em importância para a cadeia logística paranaense. Vale lembrar que, em 2007, o porto movimentou 626.224 mil toneladas de cargas. Já em 2008, este número caiu para 269.577. E em 2009, se seguir este ritmo, a quantidade de mercadorias importadas e exportadas não deve ser maior que 80 mil toneladas. Ruim para uma cidade cuja economia depende da atividade portuária.

 

* Filé queimado no prato do portuário de Antonina

* Appa quer mudar controladores na Ponta do Félix

* Eles só querem filé

* Para sindicalista, gurizada tem que cobrar mesmo

 

A explicação da assessoria de imprensa da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), autarquia responsável pelos portos do Paraná, é que o Governo do Estado revogou no ano passado a autorização que os Terminais Portuários da Ponta do Félix (TPPF) tinham para a movimentação de outros tipos de mercadorias além das cargas congeladas. Com isso, seria inevitável uma queda expressiva na quantidade de produtos que entram e saem do cais de Antonina comparando-se os anos de 2008 e 2009. Confira no quadro abaixo os números divulgados pela Appa.

 

Carga

Total 2008

Jan/Mai 2008

Jan/Mai 2009

Variação

Madeira

4.560

4.560

-

- 100%

Congelados

100.611

47.461

36.420

- 23%

Ferro

26.417

26.417

-

- 100%

Diversas

23.587

23.587

-

- 100%

Fertilizantes

114.402

114.402

-

- 100%

Total

269.577

211.867

36.420

- 83%

 

O maior problema é que até mesmo as cargas congeladas destinadas à exportação tiveram uma queda significativa na quantidade de produtos movimentados. Entre janeiro e maio de 2008, passaram pelo Porto de Antonina 47.461 toneladas. Porém, no mesmo período de 2009, o número caiu para 36.420 toneladas, retração de pouco mais de 23%. A crise mundial justifica parte dessa queda, mas os seguidos anos sem investimentos adequados em infraestrutura só pioraram a situação em Antonina. A promessa, entretanto, é que tudo mude daqui para frente.

 

O Governo Federal garantiu a liberação de cerca de R$ 53 milhões para a dragagem do Canal da Galheta, acesso usado pelos navios que precisam atracar nos portos de Paranaguá e Antonina. Obtidos via Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a verba será usada para o aprofundamento da Galheta. O local terá 16 metros de profundidade. No Porto de Antonina, a profundidade será menor, de 10 metros, mas suficiente para receber em poucos meses as embarcações especializadas no transporte de cargas congeladas. Hoje, a profundidade de Antonina está 7 metros.

 

Por meio de nota, a Appa informou que o contrato de arrendamento dos Terminais Portuários da Ponta do Félix teve início em 1995 e sempre previu a criação dos terminais portuários em Antonina para movimentar somente produtos congelados e frigoríficos. Anos depois, porém, o Governo do Estado permitiu “excepcionalmente” a movimentação de cargas de outra natureza porque o setor de congelados encontrava-se em uma crise sem precedentes. No ano passado, contudo, essa licença foi cassada e isso contribuiu para a queda nos números.

 

“Os berços dos Terminais Portuários da Ponta do Félix precisam ser exclusivos para congelados, conforme prevê o contrato, para possibilitar aumento no volume de movimentação de cargas. Além disso, é insalubre movimentar fertilizante no mesmo berço em que se movimentam carnes, conforme, inclusive, informações técnicas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento”, destaca um trecho da nota. De fato, em 2008 o porto recebeu até mais fertilizantes (114.402 mil toneladas) que cargas congeladas (100.611).

Comentários ( 9 )
Enviado por Vsévolod em 26/07/2010 (Curitiba)

Prezados funcionários do Porto Todo mundo sabe que o Porto Paranaguá, como todos os portos do Brasil, precisa constantemente ser dragado para permitir a entrada e saída de navios. Os materiais de dragagem podem ser descarregados nas costas do mar, mas nas costas eles criam problemas ambientais, contaminam paisagem e dificultam passagem. Alem disso, com água de chuva ou com vento eles voltam na água. Existe outro destino de sedimentos dragados: transportar eles no oceano na 20-30 km de praias e jogar eles na água. Mas isso significa 1. crime ambiental e 2. gastar grande dinheiro de transportação (ida e volta de barcos) e de custo deste material de valor à toa. Como especialista na área de desenvolvimento de novos materiais de resíduos industriais (www.ufpr.br/~seva), eu desenvolvi o novo método de utilização de lodo dragado como matéria-prima principal (ate 70% de peso) de fabricação de novas matérias de construção civil. Já no 3° dia de cura no ar estes materiais sem secagem preliminar, sem queima e sem cimento Portland têm resistência 4 MPa. Para comparar: conforme a NBR 7170 (1983) a resistência uniaxial dos tijolos maciços queimados deve ser as seguintes: Classe A < 2,5 MPa; Classe B 2,5 < 4,0 MPa; Classe C > 4,0 MPa. Em contrario á tijolos queimados, a resistência de novos materiais cresce no 14° dia até 7 MPa, no 60° - 9 MPa, no 90° - 10 MPa e no 365° dia - 12 MPa e continua crescer mais. Eles estão muito resistentes à água. Tecnologia de produção deles é extremamente simples. Outros componentes de mistura inicial (resíduos industriais) estão extremamente baratos ou de graça e sempre disponíveis sem longa transportação. Usando esta tecnologia é possível separar o humo e outras substancias orgânicas como fertilizante natural para voltar nos campos agrárias. Por todo isso a tecnologia desenvolvida de utilização de materiais de dragagem no nível industrial deve ter grande eficiência econômica e ambiental. Minha duvida é: podemos colaborar com Secretária Especial de Portos no aproveitamento de meus resultados no nível industrial para aumentar eficiência econômica e ambiental de Nova Política Portuária de Governo ou não? Agradeço antecipadamente sua resposta e desculpe por meus erros graves na língua Portuguesa. Vsévolod Mymrine Professor Titular Visitante Setor Tecnológico, UFPR, Curitiba. (41)3361-3425 ou 9989-4984 Skype:almazseva Site: www.ufpr.br/~seva
Enviado por adivinhem quem acabou com Antonina em 24/11/2009 (antonina)

O ex-presidente da Fundação Copel Edilson Bertholdo disse ontem, em audiência na Comissão de Fiscalização da Assembleia Legislativa, que a fundação não exerceu o direito de preferência de compra das ações que a Previ (fundo de aposentadoria dos funcionários do Banco do Brasil) possuía do Terminal ponta do Félix, no Porto de Antonina, porque houve um entendimento de que a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) faria a proposta de compra à Previ. Bertholdo deixou a presidência da fundação depois de ter sido acusado pelo governador Roberto Requião (PMDB) de não cumprir a orientação de comprar tais ações e de fazer lobby por uma das empresas interessadas. Bertholdo ressaltou que, apesar de considerar a compra um bom negócio, a Fundação Copel não poderia adquirir as ações da Previ porque de acordo com resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN), de setembro do ano passado, os fundos de pensão não podem deter mais de 25% das ações de uma empresa. A Previ vendeu 43% das ações do terminal.Tivemos uma reunião na sede da Copel em que apresentamos essa dificuldade de a fundação comprar as ações por conta da limitação imposta pela resolução do CMN. Assim, como solução de governo, a Appa decidiu declarar interesse nas ações”, explicou Bertholdo aos deputados. Segundo ele, a Appa oficiou (ofício 777/09 de 28 de outubro de 2009) a Previ sobre seu interesse nas ações, mas não fez proposta concreta, o que levou o fundo a vender suas ações para a empresa Equiplan. Acusado por Requião de fazer lobby em favor da Standard Logística, usando de informações privilegiadas que só tinha por ser acionista do Terminal, Bertholdo disse que só repassou a proposta da Standard aos controladores da Previ por considerá-la, ao menos inicialmente, mais vantajosa que a proposta aceita.
Enviado por Ricardo em 19/08/2009 (Paranagua)

O superintendente tem poder para FAZER isso, pois o contrato de arrendamento preve uma movimentação minima, e não esta sendo cumprida. E quem esta perdendo a propria APPA e o Estado. Concordo com vc Fayet, se os sr Daniel fizer isso vai provar o discurso do porto publico que o estado do Parana propoem. A APPA iria mostrar que não é omissa igual a Codesp no caso Cargill que aconteceu em Santos. Nos resta esperar e aguardar essa atitude do superintendente Daniel, isso apagaria a imagem que houve favorecimentos no caso Ponta do Felix.
Enviado por carlos em 18/08/2009 (antonina)

A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) vai dar um prazo de 30 dias para que a Previ, fundo de pensão do Banco do Brasil, conclua a venda da sua participação na empresa Ter­minais Portuários Ponta do Félix, em Antonina. A medida, segundo o superintendente da Appa, Daniel Lúcio de Oliveira Souza, é uma resposta a mais um imbróglio criado em torno da venda do terminal, que se arrasta desde setembro do ano passado e que hoje inviabiliza sua operação. A venda, que havia sido fechada entre a Previ – principal acionista, com 43% das ações – e a Equiplan Consultoria Empresarial S.A, ligada ao operador portuário Fortesolo, teria sido suspensa depois que a Fundação Copel, outra acionista do terminal, apresentou uma nova proposta da Standard Logística. A Equiplan tinha um contrato de exclusividade e confidencialidade na negociação com a Previ desde novembro do ano passadoA Appa confirmou que recebeu, no último dia 14, uma carta em que a Equiplan denuncia a quebra de sigilo na operação. De acordo com o documento, o presidente da Fundação Copel estaria defendendo os interesses da Standard Logística, que já tinha tido uma proposta rejeitada anteriormente. Segundo Souza, no fim de julho a Previ convocou uma reunião de acionistas em Curitiba em que anunciava a venda da sua participação para a Equiplan. Mas, após o comunicado, a Fundação Copel teria feito a apresentação de uma nova proposta, de maior valor, oferecida pela Standard Logística, que é ligada ao grupo Demeter.
Enviado por Paulo Cesar Richter Fayet em 18/08/2009 (Curitiba)

Os picaretas da Copel melaram o que seria o fim do marasmo e uma nova empresa iria tocar o terminal de forma competente. Mas o tal do Edilson da Copel, que é dirigente da Ponta do Felix se vendeu pro especulador da Standard Logistica (Demeterco) e trocou uma grana pelo fim do terminal, que agora a Appa tomar deles. Bem feito! que a Appa tire os picaretas e transforme o terminal em PORTO PÚBLICO, que nem Paranaguá. Aí sim eu vou respeitar o Dr. Daniel!
Enviado por Ricardo em 26/06/2009 (Antonina)

Conforme comentado, revogada a ordem de serviço que proibia a movimentação de carga geral na Ponta do Felix. ORDEM DE SERVIÇO NR 079/2009 DE 19/06/2009
Enviado por Carlos Jorge Martins em 20/06/2009 (Antonina)

A ganância fez com que praticamente fechasem as portas do terminal ponta do felix.Fizeram ,desfizeram,sucatearam depreciaram até chegar num valor compativel com o bolso e agora largaram o brinquedo!!Sr superintendente da APPA não seja hipócrita fale realmente o que está acontecendo?Porquê as verbas não chegam aqui ficam tudo em pgua,não tá na hora de municipalizar os portos de Antonina?
Enviado por carlos jorge martins em 20/06/2009 (antonina)

Municipalização Já !!Vamos mandar esses sanguessugas embora de Antonina!!Fora APPA ,e governador Roberto Requião,Divino,Daniel Lúcio e......
Enviado por Parnanguara em 19/06/2009 (Paranaguá)

Não se preocupem logo, logo o terminal voltara a operar a todo vapor, pois logo que a outra empresa assumir o terminal de antonia, será revogada a cassação e Antonina voltará a operar fertilizantes, ferro, madeira e tds as cargas que forma proibidas.... E qdo isso acontecer convido a portogente para vir fazer uma reportagem.... Enquanto isso os trabalhadores e a população de Antonina fica "a ver navios". Espero que a Assembleia Paranaense investigue a fundo o "caso Ponta do Felix"pois os maiores prejudicados será o povo paranaense, os pensionistas da Copel e o glorioso porto Paranaguá....
www.portogente.com.br © Todos os direitos reservados