Texto publicado em
11 de
Setembro de
2009
Governo Requião ameaça rescindir contrato para reestruturar Porto de Antonina
Redação
Portogente
Antes tarde do que nunca. Depois de anos de abandono, o Governo do Paraná vai reestruturar o Porto de Antonina, cuja movimentação de cargas sofreu forte queda, deixou os trabalhadores sem serviço e foi tema de reportagens do PortoGente ao longo deste ano. Por meio de sua assessoria de imprensa, o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Daniel Lúcio de Souza, explicou o que pretende fazer para reativar o Terminal do Barão de Teffé e não descartou rescindir o contrato com os controladores do Terminal da Ponta do Félix.
* Antonina perde 83% de cargas no início de 2009
* Filé queimado no prato do portuário de Antonina
* Appa quer mudar controladores na Ponta do Félix
* Para sindicalista, gurizada tem que cobrar mesmo
“Na Ponta do Félix, precisamos resolver a situação de vez. Antonina está sofrendo, a comunidade também e a Appa quer ver aquele terminal eficiente. Aguardamos essas definições de negociações de compra de ações e de compromissos dos novos acionistas. Todavia, se essas negociações se frustrarem, nós não titubearemos. Nós simplesmente rescindiremos o contrato no mesmo momento em que interviremos. Aquele terminal não irá parar. Estamos em um momento decisivo da história do Porto de Antonina, que é ou a adequação ou a intervenção”.
O impasse que envolve os Terminais Portuários da Ponta do Félix (TPPF) começou em 2008, quando o governo estadual revogou a autorização que os empresários possuíam para movimentação de outros tipos de mercadorias além das cargas congeladas, objeto inicial da licitação, feita em 1994. A decisão acentuou a queda no volume de cargas e os controladores do TPPF e a Appa estão longe de chegar a um acordo. E quem paga o pato é a população de Antonina. Com menos cargas, o dinheiro em circulação é menor e o serviço rareia para os trabalhadores portuários.
“Nos anos 90, as exportações de carnes eram realizadas num sistema paletizado. Mas, hoje, elas são transportadas em contêineres refrigerados e o TPPF não se adequou a essa mudança. Não tem equipamento para carregar os navios, não tem portêineres, transtêineres, nem guindastes MHC. Há 11 anos esses arrendatários não cumprem as metas de cargas frigorificadas e movimentaram bobinas de aço, fertilizantes, madeira e bobinas de papel. Hoje, nos deparamos com uma situação em que precisamos definir uma nova configuração desse arrendamento”.
O superintendente quer que os sócios dos Terminais Portuários da Ponta do Félix decidam se ficarão ou não na empresa, pois, segundo ele, alguns cotistas querem se retirar do empreendimento. Daniel Lúcio de Souza afirma que o desentendimento entre os próprios sócios leva o TPPF a uma situação cada vez maior de inviabilidade operacional. Ele diz que, há 30 dias, autorizou a dragagem de compensação em Antonina. Porém, até agora, o TPPF não iniciou a obra, para irritação do comandante da Appa.
“Nós temos colaborado para que todos os obstáculos do terminal sejam superados. Mas não estamos percebendo, por parte da arrendatária, a velocidade na solução dos problemas. O objeto é a exportação de produtos frigorificados. É apenas este. Chegamos a um ponto em que, de cerca de 1 milhão de toneladas movimentadas em Antonina, apenas 200 mil eram cargas congeladas, o que demonstra que 80% estavam totalmente fora do contrato. O erro do passado não pode ser continuado. O interesse do arrendatário não será maior que o interesse econômico e social”.
Barão de Teffé
Para quem não sabe, o Porto de Antonina é composto por dois terminais: Ponta do Félix e Barão de Teffé. E este segundo terminal está parado. Daniel Lúcio de Souza garante ter encontrado a solução. “Estamos desenvolvendo um novo projeto para converter a área do Barão de Teffé em condomínio industrial de apoio marítimo. Assim, Antonina seria o representante do Paraná na exploração do petróleo do pré-sal, uma base de embarcações que irá ajudar as plataformas. Poderemos neste condomínio fazer reparos navais também”.
Website: www.portosdoparana.pr.gov.br
Enviado por raphael affonso carvalho de souza em
20/01/2010 (antonina)
"Parabéns Requião!"????? O sr. Jorge Haile não deve conhecer mesmo o governador do Paraná!!! Primeiramente estamos caminhando para o final de Janeiro, e a APPA, não reincindiu contrato nenhum, e o consórcio Equiplan adquiriu boa parte das ações do Terminal Privado da Ponta do Félix trazendo esperanças para a população da cidade que há anos vem sofrendo com as intervenções da Autoridade Portuária no motor econômico da nossa cidade! Só quem mora aqui em Antonina para saber pelo que estamos passando graças aos mandos e desmandos do governador, seu irmão e agora esse tal de Daniel Lúcio que se diz preocupado com nosso município, porém nada faz por ele!!! Se o sr. Jorge Haile vier aqui em Antonina, e disser que Requião tem coragem, isso e aquilo, dar parabéns e tudo mais, é capaz de voltar pra Bahia numa ambulância, tamanha o ódio da população do nosso município pelo "ilustríssimo governador" do Estado do Paraná!!!
Enviado por Jorge Haile em
03/12/2009 (Salvador)
Essa é a atitude e a coragem que o Governo da Bahia também deveria ter com a Wilson’’s/TECON no Porto de Salvador-BA. Afinal quem é a autoridade?. Parabéns Requião!
Enviado por raphael affonso carvalho de souza em
30/10/2009 (Antonina)
quantos navios atracaram nesse mês de outubro em antonina???? NENHUM!!!!!!!
Enviado por carlos em
26/10/2009 (antonina)
Estranhos negócios
O que o povo de Antonina mais quer é que o porto volte a funcionar à plena carga. Disso dependem milhares de trabalhadores (hoje desempregados), as finanças da prefeitura (hoje quebradas) e a economia da cidade (hoje paralisada). Nem interessa ao povo nas mãos de quem vai ficar a administração do porto – o que ele quer é que navios entrem e saiam abarrotados de carga.
O Terminal da Ponta do Félix recebe atualmente um navio por mês e olhe lá. Porque, além de a baía estar assoreada, a Appa limitou a movimentação a umas poucas mercadorias. Desanimado com os prejuízos, o Previ – principal dos fundos de pensão concessionários do terminal desde 1997 – tenta há mais de um ano vender sua participação de 43% na sociedade. E não consegue!
Não porque faltem compradores, mas porque sempre que fecha um negócio aparece um atrapalho. Uma hora é a Appa que impõe dificuldades. Afugentou, por exemplo, no ano passado, um grupo canadense que investiria R$ 108 milhões no empreendimento. Em outra, é um dos sócios atuais – no caso o fundo de pensão da Copel, que cria problemas, como ocorreu há pouco mais de um mês quando o Previ e a empresa Equiplan já davam o negócio como fechado.
Superada uma vez esta etapa e faltando agora só a assinatura da papelada, informa-se que o fundo da Copel de novo se prepara para impedir a venda, numa operação supostamente triangular: ele próprio exerce o direito de preferência e compra a parte do Previ, para, em seguida, revendê-la para a Standard Logística, do grupo empresarial Demeterco. Enquanto isso, Antonina continua gritando por socorro
Enviado por carlos jorge em
07/10/2009 (Antonina)
Por acaso já não se passou o tempo determinado pela APPA,o governador já rescindiu o contrato?
Enviado por antoninense em
13/09/2009 (antonina)
Vou mandar um SALVE lá para o porto de imbituba,para o porto de itajaí,para o porto de navegantes e para o porto de são francisco.Estes portos agradecem ao nosso SUPERINTENDENTE pelas cargas que estão deixando de vir para Antonina.E também um grande salve ao PORTO DE PARANAGUÁ."Fora APPA municipalização já".
Enviado por Ricardo em
13/09/2009 (Paranagua)
Como ja foi comentado, rescindir o contrato com o grupo seria o ideal Porto, Cidade, Estado, usuarios e uma infinidade de setores ganhariam. A APPA teria que enviar uma comissão de funcionarios e fiscais para fazer um levantamento dos equipamentos e bens do terminal antes que desapareça os equipamentos do terminal.
Parabéns a Administração da APPA!!! O modelo de porto publico que a APPA propõem promove um terminal mais barato, competitivo e democratico.
Enviado por Daniel Lucio em
13/09/2009 (Paranaguá-PR)
O "Antoninense" ´fez um comentário equivocado, não entendeu nada. Se o terminal Ponta do Félix passar a ser público, não terá mais que exportar só carne, poderá operar com TUDO!
Paranaguá tá batendo recordes em várias cargas, enquanto os portos catarinenses estão no negativo.
Olhe as estatísticas antes de comentar!
Porto Público de Antonina já!