SEXTA-FEIRA
30 de Julho de 2010
Relógio Mundial
boletim: 
arquivo: 
Dia-a-DiaBlog
> Argentina restringe caminhões brasileiros em Buenos Aires
> Empresários do agronegócio querem valorização do próximo presidente
Sua Opinião
Em Debate
 Colunas
Carlos Pimentel
O Brasil
nos trilhos
Transporte Modal
Canal do Reno ao Danúbio (3)
Ponto a Porto
Parte II - Os dez mandamentos
Hermann Marx
O novo IDH
do Brasil
Debate Sindical
Telemarketing pode matar
Porto Literário
O Dia
do escritor
Porto-Cidade
Retângulo com três retas
Recordar
Navios italianos e novela Esperança
Alto Astral
S.C.A. inaugura loja em Santos
Voz do Povo
Em que páginas você mais gosta de navegar no PortoGente?
Notícias e reportagens
Serviços
Editorial e opinião
Colunas
» VOTAR » RESULTADOS
Google
 

Meio Ambiente

 
  • Gestão portuária

  • Portos de Pernambuco estão na frente, mas faltam profissionais
    Texto publicado em 26 de Agosto de 2008 -
     
    da Reportagem
    PortoGente
     

    O professor universitário e coordenador do curso de Gestão Portuária da Faculdade Metropolitana da Grande Recife, Fredy Carneiro, conversou com PortoGente sobre a expansão dos portos de Pernambuco e o cuidado dos complexos de Recife e Suape com a questão ambiental. Além disso, Carneiro confirmou que o curso do qual participa na Faculdade Metropolitana é o único do tipo no Norte e no Nordeste do País, o que dificulta a formação de profissionais capacitados para ajudar a desenvolver a atividade portuária nestas duas regiões. 

     

    PortoGente - Um estudo da Antaq apontou Recife como um dos melhores portos do País em questões ambientais. Ele retrata a realidade brasileira?

    Carneiro - Nos últimos anos, os portos nacionais, em especial os públicos, estão sendo conduzidos para uma melhor integração sistêmica com o ambiente, em sua área de influência direta e, principalmente, no ajustamento com outros sistemas ambientais. Neste aspecto, os portos brasileiros estão convergindo para uma consciência ambiental e uma prática sustentável, o que se dá no médio e longo prazo. Porém, acredito que muito ainda há de ser realizado.

     

    PortoGente - Quando o tema é o meio ambiente, no que o Porto de Suape erra e acerta?

    Fredy Carneiro - O Porto de Suape, à luz da legislação pertinente, se destaca no ajuste e na cooperação com os órgãos fiscalizadores. Podemos citar ainda os projetos de conservação de matas e o sistema de monitoramento ambiental da área, o qual proporciona dados de marés, umidade do ar, de correntes marinhas e direção do vento, para citar alguns. Porém, o ajuste ambiental é um processo de longa duração e há implicações sócio-ambientais nas atividades humanas. O

    monitoramento destas ações é que permite correção da ação. 

     

    PortoGente: O senhor coordena o curso de Gestão Portuária na Faculdade Metropolitana de Recife. Há muitas disciplinas sobre a atividade portuária no Nordeste do Brasil?

    Carneiro - Tenho a honra de ser o coordenador do curso de Gestão Portuária da Faculdade Metropolitana da Grande Recife, que fica em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana da Capital. De olho na expansão de Recife e Suape, muita gente de Ipojucã, Cabo de Santo Agostinho e Olinda vem nos procurar para aprender mais sobre a atividade portuária. Mas, acredite, apesar de todo o potencial de outros portos vizinhos, nosso curso é o único do tipo ofertado no Norte e Nordeste do Brasil.

     

    PortoGente - Quantos alunos estão em seu curso?

    Carneiro - Temos 171 alunos matriculados, sendo que as aulas começaram no 1º semestre deste ano. Recebemos a autorização do MEC [Ministério da Educação] em dezembro de 2007 e, pelo ineditismo, a procura pelo curso excede a oferta de vagas, o que mostra a carência de cadeiras do tipo aqui. Ofertamos também o curso de MBA em Logística Empresarial e lançaremos o curso de MBA em Gestão Portuária. Os professores da Metropolitana têm envolvimento formal com a atividade portuária, tanto que um deles, por exemplo, é diretor de Operações de Terminal de Contêineres (Tecon) de Suape.

     

    PortoGente - No seu entender, a atividade portuária é a que tem mais potencial para gerar empregos em Pernambuco?

    Carneiro - Com certeza. O sistema portuário está revestido de importância para empresas, estados e nações no mundo inteiro, visto a globalização dos mercados, a intensificação do comércio internacional e a melhoria da balança comercial. Em Pernambuco, não é diferente, tanto que Suape já concentra 70 empreendimentos, gerando emprego e renda direta e indiretamente.

     

    A expectativa é que, com o equilíbrio entre investimentos e gestão ambiental, os portuários e cidadãos pernambucanos sejam beneficiados

     

    PortoGente: Quais as esperanças de dias melhores para o Porto de Suape?

    Carneiro - Sem dúvida, a esperança está depositada nas novas empresas, que já estão em processo de instalação, como o estaleiro Atlântico Sul, a Refinaria Abreu e Lima e os centros de distribuição da General Motors e da Volskwagen. Por esse cenário, eu destaco a atuação do governo do Estado e da Agência de Desenvolvimento. Graças a eles, a atividade portuária de Suape se tornou um grande atrativo econômico, financeiro e logístico, em função das peculiaridades de nosso porto, como acesso a mais de 160 rotas marítimas e capacidade de receber os maiores navios, além de extensa área para instalação de empreendimentos e um cuidado acima da média para com a preservação ambiental.

     

    PortoGente - Não é perigoso o governo do Estado apostar as suas fichas em um só complexo?

    Carneiro - Pouca gente se aprofunda nas questões pernambucanas e desconhece o que está sendo feito aqui. O que aparece na mídia e possui grande destaque são as obras e projetos para o Porto de Suape, mas ele não é o único caminho. O Distrito Industrial de Petrolina também é imprescindível para o desenvolvimento sócio-econômico de nosso Estado. Há 15 dias, onze empresas assinaram com o governador a compra de lotes para instalação de indústrias lá, gerando mais empregos ainda. E, em breve, teremos a ferrovia Transnordestina, que facilitará o escoamento de cargas.

     

    Leia também

    * Ibama vai agilizar licenças ambientais de terminais

    * Licença ambiental libera obras do Arco Metropolitano no RJ

    * Ambientalistas querem embargar porto bilionário de Peruíbe

    * O exercício da atividade econômica e o meio ambiente

     

    Enviado por Alexandre A. de Magalhães em 31/08/2008  (Rio de Janeiro)
    Site: http://www.blogger.com/profile/14122564389007699963
    Valeu a força, meu mestre! "O Virgile, ô poète, ô mon maitre divin!" Altos coqueiros ou Sete Colinas, vc me confundiu, mas a verdade é a seguinte: Tróia ainda caiu; tenho esperança em bater os argivos. Caso eu não consiga mudar a história, levarei meu "Lar" e penates ao litoral da Lavínia, pois, como vc mesmo falou, as Sete Colinas - ou altos coqueiros- são meu destino. Pax!
    (12)
     
     
     
     
     
     
    RSS PortoGente Siga o PortoGente no Twitter
     
     
     
     
     
     
         
     www.portogente.com.br © Todos os direitos reservados