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Texto atualizado em 02/09/2008 - 00:35
Trabalhadores, desiludidos, desconfiam da multifuncionalidade
por Redação *

A multifuncionalidade voltou a dominar a pauta de sindicalistas patronais e de trabalhadores portuários no Porto de Santos. O assunto teve tanto destaque na última semana que o presidente do Sindicato dos Empregados na Administração (Sindaport), Everandy Cirino dos Santos, se reuniu com o novo presidente da Codesp, José Roberto Correia Serra, para pedir a sua ajuda neste processo que muda, radicalmente, a escalação de avulsos para a execução de serviços no porto santista.

 

Segundo Cirino, Correia Serra mostrou-se favorável ao tema e prometeu conversar com os operadores portuários para chegar a uma solução. Com a implantação da multifuncionalidade, um trabalhador de terra poderia, eventualmente, suprir a falta de um colega que trabalha dentro de um navio. Os sindicalistas acreditam que, com essa mudança, vários empregos seriam garantidos.

 

Por este motivo, a Rádio PortoGente foi até o Porto de Santos ouvir a parte mais interessada no assunto: os trabalhadores portuários avulsos. O problema é que a maior parte dos entrevistados não se mostrou favorável ao tema, uma prova de que a multifuncionalidade ainda renderá muitos debates no setor.

 

Para o estivador Antônio Lino, portuário há 29 anos, a multifuncionalidade é uma propaganda mentirosa, pois é prometida há anos, mas até agora não saiu do papel, para frustração de quem contava com este serviço para obter registro no Órgão Gestor de Mão-de-Obra (Ogmo). “Eu não espero mais nada disso aí”, reclama.

 

Ouça a opinião do portuário

 

O portuário José Roberto Barbosa tem uma visão tão pessimista quanto seu colega Antônio. Ele acha que a implantação da multifuncionalidade vai forçar a saída de colegas e um processo difícil de adaptação. “Eu, por exemplo, só sei fazer serviço em navio. Como vou aprender do dia para a noite o trabalho em terra?”, indaga.

 

Escute

 

Valmir dos Santos vai na contramão da opinião de seus colegas e acredita nos benefícios da multifuncionalidade. Ele reclama da demora na implantação do conceito no Porto de Santos, algo prometido há pelo menos dois anos. “Sou otimista, acho que isso pode nos garantir mais trabalho e impedir a vinculação”.

 

Confira o áudio

 

Com 41 anos de cais, Gaúcho da Estiva foi o entrevistado mais contundente em sua resposta. Ele reclama que o seu salário não irá aumentar com a multifuncionalidade e ninguém se preocupará em ensinar o quadro a lidar com outras funções. “Um jornalista, por exemplo, não escreve, fotografa e diagrama. O mesmo é comigo”.

 

Ouça

 

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* O risco da multifuncionalidade

* Trabalhadores dos portos precisam mostrar que estão vivos

* A sociedade da capacitação e o fantasma da inutilidade

Comentários ( 11 )
Enviado por joão renato em 02/09/2008 (santos)

As perguntas e as respostas etão certas ou erradas ou o porque do por que,não são os trabalhadores que vão responder ,mas sim a capitania por parte do dpc ,o ogmo a sopesp e os sindicatos começando explicando porque um estivador ,um vigia ,um concertador e um trabalhador de capatazia não podem fazero curso tecnico em gestão operacional de terminal de conteiners - CTOTC. Ou fica claro em atitudes o que as autoridades querem ou vai ficar que nem o cenep sempre pro mes seguinte ,agosto quem sabe ,mas de quem .Essa e a pergunta.
Enviado por Zaratustra em 02/09/2008 (Rio de Janeiro)

Operação parada por falta de efetivo; atividades dobrando e redobrando e outras sem conseguir engajamento; entrave a qualificação - uma atividade não pode freqüentar o curso de outra; categoria dividida - conflito entre atividades coirmãs; filme queimado perante a opinião pública; invasão de mercado de trabalho por pessoas que não têm registro nem cadastro no Ogmo; sindicatos manipuladores e malversados etc. etc. etc... Qual a vacina contra esses e outros males? Tudo bem... contra esse tipo de sindicato só o cadafalso... mas e os outros males?
Enviado por EDEMILCIO VIEIRA em 02/09/2008 (SANTOS)

Falar da implantação da multifuncionalidade de mão-de-obra no porto, é uma tarefa bastante difícil, já que não se tem notícias de que as categorias envolvidas, tenha convencionadas com os empresários portuários quaisquer acordos ou convenção coletiva de trabalho, onde defina as regras, que irão nortear as relações entre capital e trablho, sendo assim não é possível falarmos em multifucionalidade portuária. estariamos criando ou implantado um coisa sem nexo, pois não teria como se obedecida regras básica de uma multufucionalidade dentro de um mercado de trabalho bastante complexo, portanto falar em multifucional sem regras trabalhistas clara, seria o mesmo que vender geladeira para esquinó, sem sucesso. A multufunalidade precisa passar por alguns estágio, o primeiro seria todos os sindicatos representativos das categorias portuárias, se juntarem em uma único ideal, definido quem fala por quem ( quem representa quem) definido istó, e para ter sucesso é preciso ficar bem claro que os trabalhadores portuários estão todos representados no processo de representação sindical. o segundo estágio, será um pouco mais difícil, pois ai envolve os patrões, e as entidades públicas, como Autoridade portuário Codesp., CAP. SOPESP. OGMO., Diante destes agente, começa as grande negociação coletivas, onde ficarar definidas as regras trabalhista para a implantação da chamada multifucionalidade portuária. pois há necessidade de se respeitar os contigentes da categorias existente nos seus quadros
Enviado por Rodrigo Alessandro Ferreira / Ferreirinha em 02/09/2008 (Itajaí / SC)

A multifuncionalidade é um dos princípios do trabalho portuário, e vem ao encontro dos interesses dos trabalhadores portuários avulsos do novo século, que mesmo desconfiados quanto a sua aplicação, com o tempo usufruirão dos benefícios que o fim das “listas especializadas” trará para os montantes de mão-de-obra. Acredito sinceramente, que a multifuncionalidade, analisada “lato sensu”, é uma forma de “garantia de renda”, pois, se você estivador, se apresentar para o trabalho e não obtiver escalação em alguma função na sua atividade, se habilitado pelos cursos do PREPOM, poderá ser escalado para o trabalho noutra atividade caso haja falta de trabalhadores, e.g., a de Conferência de Carga. Vale mencionar, que a partir da redução de “categorias especializadas” com a aplicação ampla da multifuncionalidade tornar-se-á inútil a atual divisão de representantes sindicais, findando em uma única entidade representativa dos trabalhadores portuários avulsos, o que no meu ver, será o auge na história do trabalho portuário, pois, juntos seremos mais fortes, seremos um só! Companheiro José Roberto Barbosa, com toda deferência, mas, por favor, vá fazer os cursos que o OGMO é obrigado a lhe oferecer! Pois é companheiro Gaúcho da Estiva, um jornalista não tira fotos, é verdade! Mas, tanto escreve sobre política, bem como sobre esportes e, no trabalho portuário não será diferente, todos somos uma só categoria que simplesmente está dividida em atividades “preponderantes”, a multifuncionalidade não é uma faculdade, é uma obrigação daqueles que estão preocupados com o futuro do trabalho portuário. É também realidade nos portos espanhóis, por exemplo, e não me venham com o discurso de que lá é 1º mundo, porque os navios que atracam em Barcelona, Bilbao, Valência, Tenerife também atracam nos Portos Tupiniquins, e a qualidade e profissionalismo que lá é exigido pelos armadores não será diferente aqui, então companheiros, não adianta mais “choramingar”. Devemos nos comprometer como nunca com o profissionalismo, e não mais encarar o trabalho portuário como um “bico” (não que seja o caso dos Companheiros entrevistados), ou seremos trabalhadores regulares e/ou permanentes nos portos, ou vamos cada vez mais perder espaço para a automatização e a mecanização, fora a pressão da mídia pérfida e implacável que não dorme! Desejo aos companheiros Saúde, Força e União. Saudações Portuárias. Ferreirinha.
Enviado por Alexandre em 02/09/2008 (Rio de Janeiro)

Multifuncionalidade! pois a categoria é uma só: TPA. O que nos difere é a atividade que desenvolvemos: capatazia, estiva, conferência etc. Eu confio na multifuncionalidade! O que me deixa desiludido são comentários do tipo: “Eu, por exemplo, só sei fazer serviço em navio. Como vou aprender do dia para a noite o trabalho em terra?" Com certeza, José Roberto Barbosa, graduação, mestrado e doutorado, leva-se tempo para concluir. Isso sem falar no conjunto de estudos, de sistemas de pensamento e de reflexões intelectuais que necessitamos para desnvolver nossa atividade. Ara!...Pé-de-pato, mangalô, três vezes.
Enviado por cicero gonzaga em 02/09/2008 (vitória)

Realmente a questão da multifuncionalidade gera polêmica e desconfiança, pois qualquer mudança incomoda. Em vitória praticamos a multifuncionalidade desde 1999 e como está muito bem definido na convenção coletiva de trabalho a multifunção tem sido uma ferramenta muito boa para evitar que pessoas de fora do sistema realizem nosso trabalho. As regras são claras o TPA é obrigado a concorrer em sua categoria de origem caso sobre em sua atividade e nas demais atividades o numero de TPAs for insuficiente para atender a todas as requisições, as funções são ofertadas aos que sobraram de acordo coms as habilitações.
Enviado por Joel Barreto da costa em 02/09/2008 (São Vicente)

Aproveito a oportunidade para discordar de alguns colegas, e concordadr com outros. Sou a favor da multifuncionalidade, até porque so haverá beneficios para o trabalhador. O falta para alguns entenderen o que é a multifunção, é esclarecimento. Exemplo: de acordo com o aumento da demanda de trabalho, na falta de mão de obra em uma determinada categoria, requisita-se mão de obra de uma outra categoria para complementação de equipes, tanto na parte externa e/ou interna do porto sem utilizar mão de obra de fora do sistema, utilizando TPA com registro ou cadastro no OGMO. Monotecnico,politecnico e/ou braçal.
Enviado por celio daily dos santos em 04/09/2008 (antonina)

Como todos já sabem esta questão de multifuncão vem desde 1993 do advento da lei de moderniozação dos portos. O que ocorre é que os sindicatos das categorias de trabalhadores portuarios não se adaptaram para esta situação, como exemplo no EUA e Holanda Só existe uma categoria que é a de estivador que engloba as categorias de ( estivador, vigia, capatazia, conferentes, bloco e consertadores), com isso poderemos negociar melhor, unidos teremos mais força lutar contra os desmandos dos empresarios e dos ogmos que estão ai só para nos prejudicar.
Enviado por Luis Carlos da Costa em 26/02/2009 (São Francisco do Sul)

Para muitos dos Tpas hoje no porto de São Francisco do Sul, a multifuncionalidade é o principal fantasma portuário, que vem tirando o sono de muitos trabalhadores. No entanto para o setor profissional a multifuncionalidade representa uma garantia de trabalho aos avulsos do porto, mas por outro lado elas extinguiram a categoria por si própria, isto é ela limita a existência dos sindicatos que hoje possuem suas categorias separadas como (estiva, terrestre, conferentes e outros) há uma espécie de unificação na escala eletrônica feita pelo Ogmo, fisicamente cada sindicato terá a sua categoria, mais na concorrência via escala eletrônica todos seremos uma só classe. Lembramos que a multifuncionalidade só será aplicada na falta de tpas conforme a Lei que provavelmente será reforçada com a folga de 11hs de descanso,será......
Enviado por Andre Cesar Santos em 16/04/2009 (Pontal do Parana)

A multifuncionalidade funciona se os TPAS se unirem,e pararem de descriminarem um sindicato do outro,somos todos iguais e lutamos por um só objetivo (TRABALHO PARA TODOS OS TPAS).
Enviado por MARCELO em 07/06/2012 (santos)

ACHO Q ESSA IMPOSIÇÃO DO OGMO E DO MINISTÉRIO PUBLICO UM ABSURDO,POIS AMBOS ESTÃO BATENDO CABEÇA E NÃO ENTENDEM NADA DE TRABALHO PORTUARIO!!


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