Texto atualizado em 31/01/2005 - 21:05
José Carlos Silvares: um jornalista do porto
por Bárbara Farias *
O jornalista José Carlos Silvares,52, casado, pai de cinco filhas, tem dedicado toda a sua carreira à navegação marítima e aos assuntos portuários. Tornou-se um especialista nessa área, além de possuir um acervo de antigos cartões-postais de navios que visitaram o porto de Santos.
O primeiro contato de Silvares com o porto, deu-se ainda na infância, quando em uma viagem de navio para Portugal com a família, ganhou um cartão-postal de brinde. A imagem do navio despertou seu interesse pelas embarcações que atracaram no porto ou que navegaram pelo exterior.
Em 1972, Silvares, então estudante de jornalismo, conseguiu estágio no extinto Jornal Cidade de Santos e, mais uma vez, o destino conspirou para que ele retornasse ao ambiente portuário. “Eu tive o privilégio de fazer um estágio remunerado e já comecei na área de porto”. Nos anos 70, o estágio de jornalismo era permitido por lei.
“Ninguém gostava de fazer essa área, mas eu gostava de entrar nos navios, almoçar e jantar a bordo, principalmente, quando vinham os transatlânticos cheios de turistas”, relembra, Silvares. Conta que, às vezes, após o expediente do jornal, ao contrário de ir para casa, retornava aos navios de passageiros. Para aprimorar-se, começou a estudar sobre navegação marítima.
O desinteresse de outros jornalistas pelo setor portuário e, conseqüentemente, a inexistência de colegas especializados no ramo, rendeu a Silvares um convite para trabalhar no Jornal A Tribuna de Santos, na editoria de Porto, em 1974. Silvares se formaria somente no ano seguinte e foi contratado pelo dobro do salário que recebia no Cidade de Santos, para substituir o jornalista que deixara o cargo, na editoria de porto.
Silvares trabalhou no Jornal A Tribuna durante 27 anos. Quando ingressou, o jornal reservava aos assuntos portuários, apenas uma página diária. Então, Silvares incrementou a editoria, criando posteriormente o caderno do porto. “Chegamos a ter quatro pessoas trabalhando na editoria de porto. A gente fazia um caderno semanal de até 12 páginas, no mínimo, oito. Tínhamos correspondente no Rio de Janeiro e colunistas. Nada comparado ao que se tem hoje. O caderno era um sucesso!”.
Silvares foi editor do caderno do porto e depois abraçou outros cargos naquele jornal. Atuou como subchefe de reportagem, chefe, editor-chefe, porém confessa “acabei largando essa área, mas ela continua sempre no meu coração”. Versátil, atuou também como fotógrafo, o que lhe rendeu um grande acervo de fotos de reportagens diversas e como chargista.
Revela que aproveitava suas férias para conhecer outros portos do país e do exterior, tamanha a sua dedicação e gosto pela área. Ao retornar, trazia cargas de conhecimento que importava dos 70 portos que visitou. Silvares é o profissional que fez do dever, um prazer.
Em 2000, deixou o jornal e montou sua própria empresa, a Z Consultoria de Comunicação. Entre seus clientes estão o SOPESP e a Fundação Lusíada e está assumindo também a assessoria de imprensa do CAP – Conselho da Autoridade Portuária.
Silvares é um diletante colecionador de cartões-postais de navios antigos. Possui um acervo de 400 cartões somente de embarcações que passaram pelo porto de Santos e mais 200 de imagens do porto. Além de adquirir raridades do começo do século 20, em leilões no exterior, pelos países que visitou como Portugal, Espanha, Itália e França, Alemanha, Holanda, Bélgica entre outros, pesquisa e monta um histórico dos navios.
Recentemente criou uma página na internet onde podem ser vistas reproduções de algumas dessas relíquias e suas histórias. Mensagens postadas em cartões que resistiram ao tempo e tornam viva a lembrança de antepassados.
O exímio jornalista também é poeta e escritor. Pretende publicar três livros. Um já está pronto e os outros dois estão em fase de produção. Um é sobre o naufrágio do Príncipe de Asturias, considerado o maior desastre marítimo da costa brasileira, ocorrido em 1916, segundo Silvares. Outro é sobre o caso que ficou conhecido em Santos como o “crime da mala”. O assassinato de Maria Mercedes Féa, cometido pelo próprio marido da vítima, em 1928. O corpo seria despachado dentro de uma mala num navio francês. Por conta de seu conhecimento a respeito do caso e por reunir uma série de documentos jornalísticos, participará da edição especial sobre o sinistro, do programa Linha Direta, da Rede Globo, que deverá ir ao ar, em meados de abril. Em 1978, Silvares publicou matérias no Jornal A Tribuna, relativas aos 50 anos da morte de Maria Féa.
Já o terceiro é sobre o café e sua importância econômica para Santos. O livro reunirá além da história, reproduções dos cartões-postais das coleções de Silvares e de seu amigo Laire José Giraud, também colecionador, que retratam a época áurea da exportação do produto. O livro já está pronto, tem patrocinador e deve ser o primeiro a ser publicado.
Os planos de Silvares não param por aí. Ele pretende fazer um mestrado sobre os cartões-postais como um tipo de mídia que considera pouco explorada. De acordo com ele, o cartão-postal com fotografia passou a circular por volta de 1890, tornando-se um meio de informação bastante importante. A circulação dos cartões era muito freqüente nos navios, principalmente, nos que transportavam imigrantes. Quando os imigrantes vinham para o Brasil, enviavam postais aos seus parentes, pois era a única forma de conseguirem mandar informações. Os cartões geralmente tinham imagens dos navios onde estavam embarcados ou de Santos. Esses últimos eram adquiridos pelos imigrantes quando chegavam à cidade.
Segundo Silvares, os cartões são facilmente encontrados na Europa, mas não no Brasil. Hoje pertencem a colecionadores ou descendentes desses imigrantes. Para ele, uma mídia que sobrevive ao tempo e a evolução dos meios de comunicação.
Com um toque de humor, perguntado sobre onde nasceu, Silvares brinca: “nasci no porto de Santos”. Menciona o fato curioso das correspondências que enviava a um amigo que morava na Suíça, nos anos 80. No cabeçalho, escrevia: “Porto de Santos, 25 de janeiro de 1980” e o amigo fazia o mesmo.
Aqui uma pequena mostra da coleção de Silvares, gentilmente cedida ao Portogente:
Príncipe de Asturias

O meu navio favorito, personagem do maior desastre marítimo do litoral brasileiro de todos os tempos, ocorrido em Ilhabela, no dia 5 de março de 1916 e envolto em mistérios. Oficialmente morreram 445 pessoas (353 passageiros e 92 tripulantes) e salvaram-se 137. Mas, de acordo com novas pesquisas, o total de mortos pode ser bem maior, especialmente de jovens refugiados italianos.
Vera Cruz

O navio do meu coração. Fiz nele duas viagens entre Brasil e Portugal, com meus pais. Marcou toda minha infância e também a lembrança dos portugueses que moram em Santos. É um dos belos navios clássicos. Foi o primeiro cartão-postal da imensa coleção de meu particular amigo Laire José Giraud. E da minha também. O navio pertenceu à Companhia Colonial de Navegação, de Lisboa.
Titanic

Este cartão postal original do Titanic é o mais raro da minha coleção. É um cartão "comemorativo" do naufrágio, que ocorreu no dia 14 de abril de 1912, relatando em legenda na foto, em francês, que o choque do navio com um bloco de gelo na rota entre Southampton e Nova York matou 1.800 pessoas. A data na legenda (16 de abril) está incorreta e os mortos foram 1.522. O curioso é que o cartão foi postado no dia 24 de abril de 1912, ou seja, 10 dias depois do acidente. No verso há mensagem manuscrita postada em Bordeaux, com a data acima. A imagem é um desenho bico-de-pena do navio, assinado por E.L.D.

Mensagem, em francês, escrita no verso do cartão que foi postado 10 dias após o naufrágio do Titanic.
Cartão postal do Porto de Santos datado de 28/11/1904
Outros postais podem ser vistos na página pessoal do jornalista "Navios do Silvares", clique aqui.
Enviado por Luiz Augusto em
01/02/2005 ()
Parabens pela matéria e para o personagem.
Enviado por Sérgio Aquino em
01/02/2005 ()
Grande matéria sobre o jornalista e amigo Silvares.
Precisamos valorizar ''a prata da casa''.
O Silvares é um exemplo de profissionais que se dedicam na área onde se realizam e são diferenciais.
Parabéns
Enviado por Virginio Sanches em
01/02/2005 ()
Silvares sempre foi um caçador de tesouros- especialmente humanos - e de personagens, e acabou se tornando um, como comprova este belo perfil de um jornalista maduro no bom sentido da palavra, arguto e merecedor de "virar notícia". Parabéns à colega, que soube traduzir o Zeca como o conhecemos.
Enviado por Regina Cascão em
01/02/2005 ()
Silvares é um amigo bom e leal, sem nunca nos termos visto pessoalmente ! Somos genealogistas - sim, ele também busca suas origens familiares, além de tudo o que faz! - e por conta disto trocamos emails com informações. Aprendi a gostar dele e a admirar seus conhecimentos sobre portos e embarcações. Ele é extremamente conscencioso , mas... com certeza deve estar muito mal-acostumado, cercado por tantas mulheres em casa!
Deixo aqui meu afeto e respeito pelos conhecimentos do nobre amigo.
Regina Cascão, ... do porto do Rio de Janeiro
Enviado por Edison Teixeira em
02/02/2005 ()
É fantástica a capacidade do José Carlos (amigavelmente conhecido como Zeca!!!) de "falar" sobre navios e portos. Alem de seu amigo sou seu admirador e fico fascinado cada vez que ouço sobre suas pesquisas sobre o "Príncipe de Astúrias".
Agora fico mais contente e principalmente ansioso em saber que o tão esperado livro sobre a história deste navio vai ser publicada.
Parabéns!! Estarei presente no lançamento para ter a honra de receber seu "autógrafo"!!!!
Edison Teixeira
Enviado por Sílvio dos Santos em
02/02/2005 ()
José Carlos Silvares
fui professor de Portos, Rios e Canais da UniSantos, de 1993 a 2000, hoje estou em Santa Catarina e também leciona a mesma disciplina.
Tenho um histórico parecido com o seu com relação ao porto de Santos e os navios. Meu avô e seus irmão também viajaram bastante para Portugal, no Vera Cruz e a última foi na Cabo San Roque, da Ybarra. Infelizmente não viajei quando criança, somente como adulto.
Gostaria de ter o seu e-mail para conhecer seu acervo. Eu passo para meus alunos o site:www.raeth.ch , que tem um acervo muito bom
um abraço
Sílvio dos Santos
( sou amigo do JAMA)
48 331 70 92
48 99 51 97 80
Enviado por Lavinia em
02/02/2005 ()
Sou mestranda em literatura pela Universidade de São Paulo, e essas histórias sobre navios, viagens e naufrágios sempre me interessaram demais. O navio é um lugar de sonhos, tanto para os turistas que almejam conhecer portos desconhecidos, como para os imigrantes europeus que tentavam a sorte em terras estrangeiras. Meu avô José Bento Silvares foi um deles, que com treze anos de idade cruzava o mar bravo para construir seu império pessoal em Santos. Tenho orgulho da história de meu pai, José Carlos; e o agradeço por ele tantas vezes ter me levado, desde pequenina, ao porto de Santos, para observar os navios, e de ter me iniciado nesse fascinante mundo das viagens pelo mar profundo. Parabéns, pai!
Enviado por Natália em
02/02/2005 ()
Pode espantar muita gente o quanto alguém consegue se dedicar tanto a um só assunto como o meu pai. As pesquisas dele vão além das características do návio. Se você for, por exemplo, em um site de busca na internet e colocar "Príncipe de Astúrias" podem aparecer muitos sites e muitos livros com todas as medidas do navio, com fotos, e até com o cardápio servido a bordo. Agora tente buscar nesses sites a sensação que os passageiros passavam lá dentro, os cheiros os gostos, os verdadeiros "feelings". Não é pq é meu pai, mais só com ele que é possível voltar no tempo e realmente sentir que estamos dentro daquele navio, naquela época. Com ele nós entramos no clima de cada um e vamo muito além das características superficiais que normalmente somos fornecidos. O mais incrível é que com meu pai tudo é assim, sua dedicação vai além desse mundo navegável, ele tem a capacidade de se entregar por inteiro em ser pai, jornalista, pesquisador, geneologo e por ai vai...mais outras qualidades que ele tem não vem ao caso! Ele sabe o quanto é querido e especial, hoje vamos deixar os parabéns pela sua entrevista, por todo seu trabalho, e no aguarde de seu livro tão esperado por todos nós!
Bjinhos,
Nati
Enviado por Sérgio Luiz Corrêa em
03/02/2005 ()
Zeca Silvares é um amigo de longa data. Trabalhamos juntos no (extinto) Cidade de Santos e na Tribuna. Foi sempre um companheirão no trabalho. Sua folha de serviços como jornalista profissional nada fica devendo aos grandes nomes da imprensa brasileira. Apaixonado pelo Porto, idealizou e editou por muitos anos o caderno do Porto da Tribuna. Nesse jornal, eu sempre trabalhei na Editoria de Esportes - fui repórter, subeditor e editor. Certa vez estava na redação do Jornal do Brasil, no Rio, passando matéria do Santos FC quando escutei elogios sobre a cobertura que a Tribuna fazia do Porto. Diziam que nenhum jornal do País executava tão bem esse trabalho. A despeito de o Rio ser tb uma cidade portuária, ex-capital do Brasil, ter jornais do porte do JB e do Globo, nenhum deles se comparava à Tribuna com o seu suplemento semanal do setor. Por isso, não me surpreende que o Silvares esteja agora cheio de projetos referentes ao Porto. É bom saber que o seu conhecimento será em breve de domínio público. Valeu Zeca! Sucesso nessa nova empreitada. Abçs.
Enviado por J. L Angerami em
04/02/2005 ()
Caro Silvares
Adorei ler sua história. O mar e tudo o que se relaciona com ele é sempre apaixonante. Você tem a profissão de minha filha que mora em S.Paulo e é jornalista da Intel. Ela tem uma veia especial para escrever e mantem um blog chamado "Coluna Sentimental" onde da vazas ao seu dom.
Abraços e parabens pelo artigo .
Enviado por Manoel Carlos Prieto Batan em
05/02/2005 ()
Eu, Manoel Carlos Prieto Batan, como professor de História, tive a grata satisfação de encontrar pela primeira vez o jornalista José Carlos Silvares, em janeiro de 1990, quando o mesmo ocupava a chefia do Caderno Porto & Mar, do jornal ""A TRIBUNA"". Ele se revelou um grande amigo e me apoiou desde 22 de fevereiro de 1990 até 31 de maio de 2001, para que fossem publicados cerca de 340 artigos meus
no Caderno Porto & Mar e na página ""MUNDO"", sobre as colunas "GUERRA NO MAR", "BATALHAS NAVAIS" e "HISTÓRIA DA NAVEGAÇÃO", e diversos artigos sobre aviação militar, jornalistas famosos e história militar em geral. Graças ao meu amigo Silvares, consegui fazer um grande número de outros amigos, publicar um livro no ano 2000 (""História da Navegação""), e recebi 3 cartas de elogios do chefe do Serviço de Documentação da Marinha Brasileira - Contra-Almirante Max Justo Guedes, pelos meus artigos publicados, bem como uma carta de elogios do Instituto Histórico Nacional de Aeronáutica. Espero que o Silvares sempre seja reconhecido como um grande jornalista e tenha cada vez mais sucesso profissional em sua carreira. Ele merece. Professor de História com Pós-Graduação Lato-Sensu: Manoel Carlos Prieto Batan.
Enviado por Armando Pereira Filho em
06/02/2005 ()
No início de minha carreira como jornalista, tive a satisfação de trabalhar com o Silvares no caderno Porto & Mar, do jornal "A Tribuna", de Santos. Em 1986 ou 1987, ele assumiu o cargo de editor do caderno e me convidou para ser seu repórter.
Como o Silvares ressalta na entrevista acima, poucos profissionais têm interesse na área. Eu não era exceção. Hesitei em aceitar o convite, mesmo com aumento salarial, mas o Silvares me mostrou que a cobertura de porto, se feita com criatividade, poderia ir muito além do mero relato do movimento de exportação e importação. Existem histórias de vida a serem contadas, disse-me ele então.
Felizmente fui convencido. Hoje, 18 anos depois, tendo realizado as mais diferentes tarefas em política, economia, comportamento, cultura e esporte, como repórter e editor em publicações nacionais, posso olhar para esse tempo e ter a certeza de ter realizado algumas das reportagens mais recompensadoras e curiosas da minha carreira, com relatos da vida de personagens tão distintos quanto refugiados vietnamitas, tripulantes holandeses, soviéticos, portugueses e chineses.
É muito bom ver que, para o Silvares, navegar pelo porto ainda é preciso.
Armando Pereira Filho, jornalista e professor universitário
Enviado por andré fiorussi em
09/02/2005 ()
Uma feliz coincidência me levou a encontrar, pouco depois de ter lido esta bela matéria sobre o José Carlos Silvares, um poema que talvez seja sua epígrafe oculta -- obra de um xará mexicano, José Gorostiza (1901-1973):
"El mar, el mar!
Dentro de mí lo siento.
Ya sólo de pensar
en él, tan mío
Tiene un sabor de sal mi pensamiento."
Um grande abraço!
Enviado por Ricardo Muza em
13/02/2005 ()
Zeca, não me causa estranheza a sua paixão pelo Porto de Santos, pelos navios e pelas histórias que tais cenários e personagens produzem. Eu também aprendi a me interessar por esses temas durante o tempo em que fui Assessor de Comunicação do Porto de Santos e, até hoje, não consigo deixar de ler qualquer linha que venha a ser publicada sobre ele em qualquer jornal ou revista.
Seja uma história de vida como bem citou o Armando Pereira, nosso amigo comum, seja pela amplitude que as coisas do Porto possuem, o assunto continua apaixonante.
Tenho este período de minha vida pessoal e profissional como um dos mais enriquecedores entre todos por que passei e nele eu incluo as amizades, como a nossa.
Um grande abraço,
Ricardo Muza
Enviado por Eugenia Silvares Lotito em
14/02/2005 ()
Meu irmão e amigo, Zeca! Não é nenhuma surpresa para mim ouvir tantos elogios de você. Alguém que, quando pequeno, ao invés de brincar ou jogar bola preferia ler, escrever e fazer caricaturas, só poderia se transformar em um grande jornalista, professor, escritor ou poeta. Tive a honra de receber tua ajuda nas redações de escola que para mim eram tão difíceis e que você “tirava de letra”. Tive (e tenho) a honra também de ver e ler todos teus tantos artigos, poemas, a nossa própria árvore genealógica feita por você, e ainda ter em mãos vários desses cartões postais exibidos aqui. Agora vou ter a honra de te acompanhar em um passeio de navio e ver, de perto, como você vai olhar para o mar, tendo a certeza de que alguém vai estar, em algum lugar, com aquela memória infalível, acompanhando você e lembrando quando te levou, pequenininho, na 1ª viagem de navio, sem saber que estava te apresentando a tua grande paixão. Beijinho e Parabéns !
Enviado por Vanessa Pina em
04/03/2005 ()
Esta matéria feita pela jornalista Bárbara Farias divulgou com muita competência a criatividade, capacidade e dedicação de Zeca Silvares, além de proporcionar, para deleite dos leitores, maravilhosas imagens até então pouco divulgadas.
É inegável a importância que o trabalho de Zeca Silvares representa para a nossa cidade e nosso porto, já que ele sempre se preocupou em retratar não só um porto com uma enorme capacidade de movimentação, de grande importância econômica, mas também um porto romântico, um porto que tem história e que faz história.
Sabemos que ainda temos muito o que esperar deste competente profissional. O que não sabemos é qual nova faceta que ele irá mostrar desta vez.
Enviado por João Francisco Metello em
14/03/2005 ()
Colecionadores como o Silvares estão tendo uma ótima ideia em divulgar seu trabalho, e permitir que outras pessoas possam ter acesso a midia dos postais, e desta forma despertando o interesse sobre o assunto. Parabéns ao Porto Gente pela reportagem e parabéns ao José Carlos, por compartilhar pelo trabalho.
Enviado por Jorge Fernandes em
14/03/2005 ()
Silvares, dispensa comentários, gostar do Porto é gostar da nossa cidade é amar o mar e saber que o Porto é que tem uma cidade.
Parabéns José Silvares, e ao Porto Gente pela matéria.
Jorge Fernandes
Enviado por ana maria ferraz em
30/06/2005 ()
Parabéns pelo seu belíssimo trabalho!
Enviado por JOAO HENRIQUE LOBATO em
07/11/2005 ()
Parabens por suas pesquisas, tal trabalho e como preservar a história de nosso antepassados, e como viver os momentos de nossos entes queridos.
Gostaria de lhe fazer uma pergunta o Navio Ré Umberto, e o Navio Rio Amazonas aonde posso encontrar fotos desses navios...
Enviado por José Luis Minondo Hualde em
24/06/2006 ()
San Sebastián (España), 25 de junio de 2006
Estimado D. Jose Carlos Silvares: ante todo, permítame que me presente: soy José Luis Minondo Hualde, de 60 años. En el barco Príncipe de Asturias viajaba una tía mía, Aurelia Minondo Rota. En alguna web aparece como Aurelio (hombre) pero era una mujer. Tenía según mis noticias 19 años y había nacido en Nagore (Navarra, España). Acompañaba al matrimonio formado por Francisco Chiquirrín Eguinoa, nacido en 1854 en el pueblo de Garayoa (Navarra, España) y Ana Alsina. Los tres murieron.
¿Tiene usted algún dato de ella?
¿Se le nombra en alguna reseña periodística de entonces o en declaraciones de algún superviviente?
¿Fue rescatado su cadáver? En este caso, ¿se sabe dónde está enterrada?
Entre los objeetos personales que se rescataron, ¿había alguno que pudieran ser de ella o del matrimonio Chiquirrín?
Comprendo que son preguntas muy concretas de aquella catástrofe pero me le agradecería me proporcionara alguna pista.
En espera de sus gratas noticias, le saluda atentamente
José Luis Minondo Hualde
e-mail: joseluisminondo@hotmail.com
Dirección postal:
Eustasio Amilibia, 9, escalera derecha, 1º izquierda
20011 San Sebastián (España)
Teléfono: 943-459349
Enviado por Alexandre em
11/07/2006 ()
Gostaria de informações do navio Re Umberto primo.
Agradeço
Enviado por ANDREA CIACCHI em
31/01/2008 (João Pessoa/PB)
Olá, sou professor de Antropologia na UFPB (João Pessoa) e estou realizando uma pesqusia que envolve, indiretamente (ma o tema é relevante) os meios de navegação utilizados para se chegar de Santos a Ilhabela, nas décadas de 1940 e 1950, antes da inauguração da balsa de S.Sebastião. Fui no Blog de José Carlos Silvares, mas não consegui um contato com ele. Agradeceria se alguém me pudesse informar o seu endereço eletrônico.
Obrigado e um abraço!
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