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  • O porto que eu amo

  • Vencedor de concurso fotográfico do PortoGente declara sua paixão pelo porto
    Texto publicado em 30 de Junho de 2009 - 02h27
     
    da Reportagem
    PortoGente
     

    “Eu já fui conferente em uma transportadora e o porto é realmente minha paixão. A atividade portuária sempre me despertou interesse, tanto que eu já fotografava o porto antes de me tornar fotógrafo profissional”. O depoimento é do repórter fotográfico Marcelo Justo e justifica a escolha da foto “Força Bruta” como a imagem vencedora da edição 2009 do segundo concurso de fotografia digital "O porto que eu amo", organizado pelo PortoGente. Este ano, a adesão dos internautas ao concurso foi intensa: 190 fotos, de 17 estados brasileiros.

     

    * Veja as 190 fotografias enviadas pelos internautas

    * Confira mais fotos de Marcelo Justo

    * Vencedor de 2008 comemora resultado de concurso

     

    A imagem campeã de Marcelo

     

    Marcelo Justo explica que a foto vencedora foi tirada em 3 de fevereiro de 2003, durante uma pauta sobre o embarque de açúcar no Armazém XV do Porto de Santos, onde havia mais embarque desse tipo de mercadoria há cinco anos. Oportunidades para fotografar o mundo portuário não faltaram na carreira de Marcelo, iniciada em 1998. Em Santos, ele trabalhou nos jornais Diário do Litoral, Expresso Popular e A Tribuna. Fez fotos também para o Diário Popular. No final de 2007, deixou o convívio diário com o porto para trabalhar na Folha de S.Paulo.

     

    “O segmento portuário pode sim ser mais bem explorado. O problema é que em alguns lugares não é permitido fotografar. No Porto de Santos, por exemplo, para entrar com câmera profissional na faixa portuária é necessária uma autorização da Alfândega e isso se você for um profissional da área mesmo. Isso limita a vida dos fotógrafos amadores. Não é qualquer pessoa que consegue fazer essa foto que fiz, ainda mais dentro do navio, para pegar a sacaria entrando no porão. E só entrei no navio porque conversei com o comandante e ele permitiu. Algo raro”.

     

    O repórter fotográfico conhece como poucos a realidade do Porto de Santos, pois o retratou rotineiramente por quase 10 anos, antes de se transferir para a Folha de S.Paulo. Além do maior complexo portuário da América Latina, Marcelo Justo já retratou a realidade dos portos do Rio de Janeiro (RJ) e de Paranaguá (PR) em suas lentes. E ele garante que não há nada mais poético do que o cais santista, seja pela extensão do maior porto da Amérca Latina ou mesmo pelo conjunto de fatores que o tornam único no País.

     

    “O mais interessante de fotografar o porto era a liberdade de criar e fazer uma foto mais plástica. No Expresso e em A Tribuna, tínhamos outra visão das pautas diárias do jornal. Nós priorizávamos mais a beleza da imagem e foi assim que surgiu essa foto, plástica e que imprimisse a minha visão do porto e do trabalhador portuário. Tanto que ela não foi publicada no dia no jornal. O positivo é que, ao longo dos anos, conseguiu-se mudar um pouco o conceito de fotografia em A Tribuna e outros veículos. Abriu-se mais espaço para a fotografia artística com informação“.

     

    Marcelo Justo sente orgulho ao olhar para trás e perceber que retratou, nos últimos 10 anos, vários momentos importantes da realidade brasileira, como o primeiro pronunciamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após o segundo turno das eleições presidenciais de 2002 e o surgimento da dupla Diego e Robinho no Santos, que acabou conquistando o bicampeonato brasileiro para o clube em 2002 e 2004. “Achei a iniciativa do PortoGente muito ousada, a proposta é muito interessante porque podemos conhecer imagens de outros portos espalhados pelo Brasil”.

     

    Enviado por Roberto Raiol em 03/07/2009  (Belém)
    participei do concurso O Porto que eu amo e fiquei muito feliz com o vencedor dessa edição 2009. Realmente foi uma boa escolha. A vitória foi justa.
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