Carlos Pimentel
Sua Opinião
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Prorrogação de contratos após 93 passou na forma facultativa
É tanta pilantragem em jogo que nao se cria um ambiente saudável de investimento...
(Milton - Campinas)
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Prorrogação de contratos após 93 passou na forma facultativa
QUEM REDIGIU ESSE TEXTO É UM LOBISTA DO GOVERNO OU DOS EMPRESÁRIOS? A POSTURA DO...
(MARCIO - SALVADOR - TRABALHADOR DO PORTO DE ARATU)
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Do embate à ironia, parlamentares usaram de tudo para obstruir votação
O que foi visto de lobista no plenário não é brincadeira. Assessoraram bem os pa...
(Régis - Salvador)
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Executivo aprova base da MP dos Portos mas ainda corre contra o tempo
o cidadão honesto e trabalhador desse país está cercado e não tem pra onde corre...
(chagas - santos)
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Do embate à ironia, parlamentares usaram de tudo para obstruir votação
Portuários, não compactuem com nada. Isso é golpe! Onde estão os lobistas? "estã...
(Sodre - rio de janeiro)
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MP abre caminho para competição entre portos públicos e privados
MP – Derrota ou Vitória – Trabalhador. A MP 595/2012 foi aprovada pela câmar...
(Márcio Franco de Cas - Itacoatiara)
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O plano para o retorno dos trens regionais em São Paulo (2) - continuação
Paulo Roberto parabéns pelo excelente artigo Sílvio...
(SILVIO DOS SANTOS - Florianópolis)
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MP abre caminho para competição entre portos públicos e privados
E os "bagrinhos" que se cuidem...a delimitação da nova poligonal da área do port...
(tecnologo - Guaruja)
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Finalizar a votação da MP dos Portos antes das 23h, dá?
Destaque para: "Chinaglia disse ainda que o governo poderá apoiar um dos des...
(Rafael Pinheiro Ferr - VITÓRIA/ES)
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Câmara aprova vigilância dos portos pela guarda portuária
Não entendo como o Brasil não tem uma corporação especializada no policiamento p...
(Mauricio Ottoni - vit´ria)
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Túnel do tempo: a Moore–McCormack Lines - continuação
Os ex-Moore Mc já tiveram 5 encontros o último em set/12 e deveremos ter o próxi...
(Noslen - Santos)
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Oposição consegue obstruir votação da MP dos Portos e nova sessão será convocada ainda hoje
Meus caros deputados sou trabalhador Portuário e toda a comunidade portuaria est...
(Alaim J. VENTURA - Itajai)
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Recordações da Moore-McCormack Lines
Lembramos muito incluindo os Navios lach ou seja largava o porão flutuante e pe...
(Gilberto zietlow - Santos)
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Governo Dilma luta contra interesses de Daniel Dantas e da Libra Terminais
A questão é que a Libra por sua postura contra T.P.A, traz problemas para toda...
(CAETANO ESTIVADOR RJ - Rio de Janeiro)
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Governo Dilma luta contra interesses de Daniel Dantas e da Libra Terminais
PORTOGENTE, com sua já notória honestidade e empenho no melhor para os portos br...
(Perguntativo - São Vicente)
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Governo Dilma luta contra interesses de Daniel Dantas e da Libra Terminais
A Presidente Dilma "se surpreendeu" com a emenda que permite à Libra continuar e...
(Sabetudo do Porto - Santos)
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Governo Dilma luta contra interesses de Daniel Dantas e da Libra Terminais
Se fosse verdade que o Governo Dilma luta contra interesses da Libra Terminais e...
(Zé do Porto - Santos)
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Trabalho portuário é seguro?
Um pecado esta matéria não ter um só comentário. O Sr. Aureo, simplificou muito ...
(Forever Safety - Itj)
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Discutindo a segurança do trabalho
É uma pena não haver um só cometario sobre essa matéria tão importante. Estou to...
(Forever safety - Itj)
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Pacote Portuário (XVIII): planejamento (portuário) centralizado ou descentralizado?
Excelente artigo Freddy. Parabens pff...
(Paulo fleury - Rio de Janeiro)
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Astros e atrizes a bordo de cruzeiros
Prezado amigo Laíre,vendo o seu comentário sobre Doris Day,não pude deixar de le...
(Julio Augusto Rocha - São Paulo)
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BTP assina acordo com sindicato para contratação de 48 conferentes em Santos
eu gostaria de saber, se quem não tem ogmo, não vai ter oportunidade de trabalha...
(Vânia dos santo - santos)
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Pacote Portuário (XVIII): planejamento (portuário) centralizado ou descentralizado?
O Governo pode procurar centralizar esforços na formação de uma Organização Cent...
(João Gomes Ribeiro N - São Paulo)
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Dilma faz apelo para o Congresso votar a MP dos Portos
Quem dera que a nossa Presidenta tivesse a mesma ansiedade devotada à aprovação ...
(Zé do Porto - Santos)
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Dilma faz apelo para o Congresso votar a MP dos Portos
Dilma tá na hora de se conformar, não será dessa vez que o Eike Batista terá o r...
(Anão do cidade contr - Belém)
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Texto atualizado em 28/03/2005 - 10:45
Novos paradigmas na economia mundial (1)
por Carlos Pimentel Mendes *

É, o título soa pomposo, mas pode ser explicado em palavras simples - apesar de sua inata complexidade. O fato é que as três últimas gerações, pelo menos, cresceram ouvindo de todos que os Estados Unidos são a meca da economia mundial, da cultura, até dos valores democráticos (ah, Grécia...). Isso até foi verdade, mas o que já não mudou nos últimos anos está mudando agora, neste Terceiro Milênio. E quem não acordar para isso corre o risco de ficar preso no atoleiro da História (eh, chavão...).

 

Então, comecemos analisando essas mudanças, para depois comentarmos como elas afetam a navegação e o porto santista. E, principalmente, mostrando como podemos nos preparar para enfrentarmos esses novos tempos - bem diferentes daqueles em que o "campeão da democracia" enfrentava o "Eixo do Mal"...

 

Todo mundo lembra que a economia japonesa despontou, após a destruição daquele país na Segunda Guerra Mundial, a partir da disposição dos nipônicos de trabalhar muito, copiando (e aperfeiçoando) produtos fabricados no Ocidente, para depois vendê-los ao mesmo bloco ocidental como novidades japonesas. Tanto sucessos tiveram que em Detroit, capital estadunidense do fabrico de carros, talvez rodem mais veículos japoneses (e de outros países) do que americanos.

 

O caminho que os japoneses trilharam (e os chineses também, em certa medida), é o mesmo que os estadunidenses haviam trilhado, ao aperfeiçoarem produtos de outros países e colocarem sua marca. Como a máquina fotográfica, inventada simultaneamente no Brasil e na França. A máquina de escrever, demonstrada pioneiramente por um brasileiro numa feira industrial no Recife. O relógio de pulso, que Santos Dumont criou, os suíços melhoraram e os japoneses digitalizaram. O avião, também invenção brasileira (ou vamos considerar avião aquele canguru dos irmãos Wright?). O foguete, do alemão von Braun. Certos medicamentos, pirateados das experiências de nossos indígenas por missionários que mais sabiam de botânica que de teologia). Etc.

 

Isso vale, acreditem, até para a cultura e o idioma. Ouvidor é um conceito português aportado em Santos em 1532 com Martim Afonso, que os suecos descobriram século e meio depois, criando seu ombudsman, e os estadunidenses reciclaram e exportaram, ao ponto de um dicionário brasileiro (que por essas e outras perdeu o conceito que tinha) abonar a palavra sueca, com a pronúncia inglesa, como parte de nosso idioma, ignorar que é sinônimo de ouvidor e ainda afirmar no verbete que se trata de uma função surgida em países avançados (que seriam então a Suécia e os Estados Unidos). O Aurélio perdeu boa oportunidade de abrir os ouvidos e fechar a boca...

 

Mas, voltemos ao tema principal. Os Estados Unidos conseguiram montar um poderoso esquema que, a partir da Segunda Guerra Mundial, entrou em fase de crescimento acelerado, dominando o mundo ocidental. No final do século, avançou também sobre o lado oriental, com a falência da União Soviética. E tenta, neste princípio de milênio, se consolidar nessas novas áreas, às custas das culturas orientais e árabes/islâmicas.

 

Enriquecendo e ganhando poder, os estadunidenses se tornaram arrogantes, desrespeitando até preceitos básicos da economia. Como quando a General Motors tentou impor ao Japão seus veículos com volante à direita (o Japão segue a forma inglesa de trânsito, em que o motorista senta à esquerda do passageiro). A empresa pagou caro pela lição que demorou a aprender.

 

O país - que seduzia o mundo com seu Zé Carioca e os truques de Hollywood - mudou de jogo, passou a forçar a mão, a exigir. Com isso, o mundo que simpatizava com o estilo de vida estadunidense começou a abrir os olhos, perceber as mazelas criadas pelo american way of life e a buscar alternativas mais saudáveis em termos econômicos, culturais, sociais.

 

Hoje, o mundo já abriu os olhos. E até mesmo alguns estadunidenses importantes começam a perceber os pés de barro do gigante. E a se preocupar. Na próxima coluna, trataremos desses inúmeros calcanhares do Aquiles ianque.
* Carlos Pimentel Mendes é jornalista e edita o site Novo Milênio (www.novomilenio.inf.br)
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