SÃO PAULO – Em mais um pregão de forte baixa, a Bovespa anulou os ganhos que tinha acumulado em outubro. O cenário externo desanimador, especialmente na Europa, levou os investidores a se desfazerem das ações brasileiras, e a Bovespa sofreu perdas de 4,75%. Foi a maior baixa registrada em um pregão em mais de sete meses.
Sendo um dos mercados que mais perderam no mundo ontem, a Bolsa de Valores de São Paulo passou a marcar queda mensal de 2,20%. No ano, ainda tem alta elevada, de 60,2%.
Balanços trimestrais decepcionantes estragaram o humor dos europeus. O resultado foram quedas de 2,5% em Frankfurt e de 2,3% em Londres. O recuo nas vendas de casas novas nos EUA também colaborou para o dia negativo.
“A queda foi generalizada na Bolsa brasileira. Quem já tinha ganhado muito dinheiro aproveitou o dia para realizar (venda de ações para embolsar lucros)”, diz Eduardo Cotrim, sócio-tesoureiro do Banco Modal.
Dos 63 papéis que formam o índice Ibovespa, o mais relevante do mercado local, apenas dois escaparam do vermelho ontem: Cosan ON, que subiu 2,83%, e Transmissão Paulista PN, com alta de 0,42%. Em meio ao fortalecimento do dólar no mercado internacional, as commodities se depreciaram –o que costuma ser desvantajoso para a Bovespa. O petróleo registrou depreciação de 2,63%, para fechar a US$ 77,46 em Nova Iorque. As ações preferenciais da Petrobras recuaram 4,75%.
Fonte: Jornal do Commercio