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O sistema portuário nacional tem uma empresa campeã. Ela consegue ser favorecida até nas situações onde a lei é rigorosa, no caso a de licitação. Depois de um vai e vem, a Wilson,Sons conseguiu uma área de 32 mil metros quadros em aditamento para expandir o seu terminal de contêineres no Porto da Bahia.
Unção
A licitação foi descartada pelo novo presidente da Companhia Docas do Estado da Bahia, José Rebouças. Ele resolveu dar uma parte da área para a Wilson,Sons; e a outra, de 300 metros, para a Codeba construir um berço público. O favorecimento à empresa privada, além de injusto, cria uma concorrência desigual e prejudica a competência e eficiência.
A ver navios
Ao que tudo indica a proposta da Codeba foi plenamente aceita pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), do afilhado do senador José Sarney. É de se perguntar para a agência reguladora: e se o berço público não for construído rapidamente, o aditamento resolveu a emergência do porto baiano de não entrar em colapso logístico e perder ainda mais cargas?
DNA
O coordenador do Núcleo de Estudos em Logística e Transportes (Nelt), o engenheiro civil Osvaldo Campos Magalhães, em seu blog, coloca entre os fatores para a perda de competitividade do Porto de Salvador, a movimentação de contêineres feita por um único operador portuário. “Sem a devida regulação por parte da Codeba e Antaq”.
Convidados
Dilma Rousseff e o ministro dos Portos, Pedro Brito, serão convidados para audiência pública na Comissão de Viação e Transportes da Câmara Federal. Em pauta: o Projeto de Lei 5.980/09 que trata da prorrogação de contrato de instalação portuária.
Supply chain
Na contramão do “just in time”, na Autoridade Portuária do Porto de Santos (Codesp), um funcionário espera três longos meses para receber um cartucho de tinta para repor na impressora.
Poderosa chefona
Bem ao estilo já de campanha eleitoral, o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT), define a ministra Dilma Rousseff como “uma das cabeças mais influentes do Brasil no mundo das decisões dos negócios”.
Jantar
O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, informa que nesta semana a ministra-candidata Dilma estaria reunida com o pessoal do PP, tendo à frente o ministro das Cidades Marcio Fortes, o presidente nacional do partido, o senador Francisco Dornelles e o deputado federal baiano Mario Negromonte.
Mina de ouro
150 bilhões de reais. Este é o volume de negócio que a demanda por construção de sondas de perfuração, plataformas e navios petroleiros deve alcançar nos próximos cinco anos. A previsão é do Sindicato Nacional da Indústria Naval (Sinaval).
Tensão pré-sal
Ao mesmo tempo em que vai fazer muita gente sorrir, a construção de estaleiros no País já criou uma disputa acirrada entre os estados, lembrando a guerra fiscal dos anos 90 para atrair indústrias automobilísticas.
No páreo
Pernambuco, Bahia e Santa Catarina disputam “cabeça a cabeça” a atração de estaleiros. Rio Grande do Sul, Ceará e Maranhão também querem uma lasca do osso. Outros estados também prometem entrar no ringue.
Cabeça fria
Rio de Janeiro, berço da indústria naval e detentor de sete dos dez principais estaleiros do País, também quer atrair novos projetos, mas vê como saudável a descentralização do negócio.
Pé frio
Causou estranheza em muita gente o pessimismo do secretário de Transportes do Governo José Serra (SP), Mauro Arce, sobre a construção do ferroanel, de que é uma obra muito cara e não se tornará realidade sem a participação da iniciativa privada.
Alfinetada
Alguns petistas do estado aproveitam para dizer que São Paulo precisa estar mais em sintonia com a visão de futuro do Brasil, e que sem ferrovias pujantes não tem futuro.
Perguntar não ofende
O presidente Lula diz que o Brasil, nos próximos quatro anos, pode se tornar a quinta economia do mundo. Mas sem investimentos pesados em ferrovia e hidrovia, e só dependendo basicamente das rodovias, isso será possível?
Hermanos
O gerente-geral da Unidade de Negócio de Exploração e Produção da Bacia de Santos, José Luiz Marcusso, disse que o governo não tem nenhum plano de curto prazo para deixar de importar gás natural da Bolívia. “O que podemos fazer é não aumentar essa importação”.
Projeção I
Com a perspectiva de maior profundidade nos berços de atracação em Angra dos Reis (RJ), cogita-se que o Moinho Sul Mineiro volte a funcionar com a movimentação de trigo no Porto. O empreendimento está desativado, mas mantém uma extensa estrutura no porto organizado.
Projeção II
O diretor-executivo da Technip, empresa operadora do Porto de Angra dos Reis, Robson Fernandes Rangel, acredita que depois da dragagem, garantindo uma profundidade de 10 metros, o porto fluminense seja considerado pelos navios que saem do Sul do país e fazem escala em Itaguaí e no Rio de Janeiro.
Palavra de ordem
Para o presidente Lula, os recursos do FGTS têm papel importante no financiamento dos investimentos em infraestrutura, logística, habitação, e não para comprar ações.
PortoGente, um grande canal de comunicação universal
Média trimestral registrada na última quinta-feira, dia 29/10/09
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