Constantemente, a AGROVISION realiza análises de mercados e de preços passados e constroi cenários e tendências para os mercados externos e internos mais preços futuros e condições de suprimento para seus clientes. Para tanto, usa ferramentas estatísticas próprias (misto de análise gráfica/técnica mais análise fundamentalista mais cotações nas Bolsas e mais séries históricas) e ainda projeções construídas por grandes instituições internacionais como USDA; Comissão Européia; ABARE; MAPA/SAE; IFPRI e, sobretudo, FAPRI.
* Veja pesquisa completa em arquivo .pdf
A nosso ver, o FAPRI dos EUA - “Food and Agricultural Policy Research Institute”- destaca-se primeiro: por ser independente (ligado às Universidades de Iowa e Universidade de Missouri-Columbia e que constroem tendências para as grandes Cooperativas Rurais) e segundo: pelo bom nível histórico de acertos em longo prazo, sobretudo com a utilização de alguns modelos estatísticos testados e com analises constantes e quase que automáticas de centenas de variáveis fundamentais – correlatas, influentes ou dependentes - de cada segmento do agronegócio no Mundo e nos principais Países.
Com base nas projeções do FAPRI em outubro/2009, e alguns dados públicos da FAO, BACEN, Banco Santander etc.. a AGROVISION construiu uma serie de análises das possíveis variações futuras dos Suprimentos, Mercados e Preços dos diversos segmentos agropecuários e agroindustriais de interesse dos brasileiros em longo prazo (até 2018 ou até 2030). Agora, compartilha-as, gratuitamente, com você leitor e para teu bom uso e da tua empresa ou instituição, visando a, prioritariamente, alavancar e a assegurar melhores planejamentos dos nossos principais “credos” de trabalho: a produção rural cooperativa e o desenvolvimento socioeconômico sustentável das cidades mais pobres, e seus segmentos prioritários: a geração e a garantia de muito mais renda rural e empregos rurais, cooperativos e agroindustriais.
Inicialmente, analisaremos as tendências para os PIB, PIB “per capita”, nível de Inflação, Suprimentos, Mercados e Comércio de mercadorias agrícolas, alimentos, biocombustíveis etc.. entre os Países e, ao final, as tendências para os Preços futuros.
As análises mostram as excelentes oportunidades negociais - presentes e, principalmente, futuras - dos mercados externos para ampliações das produções sustentáveis, processamentos e vendas pelo Brasil, assim como a relevância dos plenos e constantes crescimentos de nossos – bem mais seguros - mercados interno e dos vizinhos da América do Sul, o que não só ampliará a corrente de comércio, como sustentará as produções, agroindustrializações e comércios, para todos.
Por outro lado, segundo projeções do BACEN e do Banco Santander, em dezembro/2009, o crescimento econômico brasileiro vai acelerar progressivamente e a inflação anual ficar sob pleno controle. O PIB total ampliará 4 vezes até 2030, chegando a US$ 6,7 trilhões e o PIB “per capita” crescerá igualmente (+235,6%), atingindo valor bastante elevado e próximo dos países muito ricos, o que significará demandas bem maiores por grãos, açúcar, algodão, carnes, lácteos, demais alimentos processados, biocombustíveis etc..
Isto mostra o excelente potencial interno para incremento das agroindústrias e produções agropecuárias no Brasil (o que já foi percebido bem antes pelas trading, empresas de insumos, redes de supermercados, investidores, fundos de investimentos externos etc.. em sua maioria multinacionais) e sem contar os possíveis incrementos das demandas nos países vizinhos da América do Sul e, sobretudo, a revolução que está acontecendo nos modais do País, sobretudo em ferrovias e hidrovias nas regiões Centro-Norte e Nordeste e que vão incrementar muito a demanda no interior e reduzir nossa distância exportadora até a Ásia em 6.000 km, via Ferrovias no Centro-Oeste e Portos do Peru (vide nosso Estudo “Projeto Novo Brasil 2020”, também gratuito e neste mesmo site).
Contudo, para o Brasil, fazem-se fundamentais estabelecer modernos Programas, disponíveis nos países concorrentes, para: 1) sustentar e garantir as rendas mínimas rurais, sobretudo na forma do Seguro de Renda (em desenvolvimento pelo BB + Governo de SP); 2) resolver, em definitivo, a questão do elevado nível de endividamento rural atual, estimado em cerca de R$ 80,0 bilhões e que, por falta de renda liquida garantida, também prejudicam as atuais concessões e/ou impedem a ampliação dos novos créditos fundamentais pelos Bancos, Agroindústrias, Tradings e Cooperativas (aliás, há sérias denuncias de que, com as complacências dos Bancos, Financeiras e até de Cooperativas de Crédito, agricultores, sobretudo familiares, estão tomando recursos em financeiras, cheque-especial ou empréstimos para aposentados rurais com juros escorchantes e para pagarem dividas rurais anteriores enquanto o novo crédito não sai, ficando esta para quitar estas últimas e com altíssimos lucros seqüenciais para tais Instituições e que ainda cumprem os compulsórios e as exigibilidades legais dos empréstimos rurais); 3) melhorar e ampliar as condições de infra-estruturas e de armazenagens rurais próprias; 4) baratear os escoamentos das produções rurais e os acessos dos insumos e outros itens aos imóveis rurais; 5) ampliar e/ou criar novos Programas Sociais que reduzam o desemprego total e ampliem - ainda mais e de forma rápida - a demanda interna potencial por alimentos e biocombustíveis.
Para uma solução definitiva, equitativa e justa dos elevados endividamentos atuais com Bancos e terceiros, sugerimos as combinações - e com adesões obrigatórias, interdependentes e vinculadas por CPF ou CNPJ – de: 1) Seguros de Renda Rural (via opções do BB e com divisão dos prêmios a pagar entre Governos, agroindústrias, tradings e produtores interessados em participar de um novo Agronegócio, sem riscos; 2) mais Fundos Garantidores para novos financiamentos e demais agronegócios; 3) mais Fundos Catástrofes, já criados para Seguros de produção, e estendendo para os Seguros de Renda; 4) mais criação dos TDRLP – Títulos da Dividas Rurais de Longo Prazo em que produtores participantes pagariam 15% da divida total, apurada em 3 safras, e 85% pela emissão das TDRLP pelo Governo para investidores e por 20 anos ou, se o Governo não quiser emitir, pela alavancagem do valor recebido
(15%) pelos Bancos, via empréstimos ao grande varejo (cartões, financeiras, descontos,cheque-especial etc.), mas sem impostos, sem compulsórios, descontando das exigibilidades e por 10 a 20 anos - vide nosso próximo artigo. Seriam os Governos mais investidores - ou os Governos mais a Sociedade de Consumo - financiando as produções de alimentos e bioenergias, a sustentabilidade rural, o desenvolvimento interior e a elevada geração de emprego e renda rural e agroindustrial, e como ocorre, civilizadamente, nos países desenvolvidos. Difícil é ver Governos (via impostos), Bancos, Financeiras e até Cooperativas lucrarem muito - e quem sabe até ilegalmente - com o sangue dos pequenos agricultores e dos empresários rurais (inclusive de agroindústrias) e que assumem todos os riscos inerentes às atividades, e em setores dominados quase que livremente por poderosas multinacionais, e apenas para tentarem continuar produzindo e gerando empregos no meio rural mais suas famílias e seus funcionários.
Por outro lado, impedir o avanço e a ampliação dos cultivos e de outras atividades rurais no Brasil como ocorrerá, inicialmente, com a cana-de-açúcar - com o novo zoneamento agroecológico (sem bases cientificas ou mesmo socioeconômicas e ambientais) via imposição de Decreto e como proposto em Projeto em tramitação – trata-se, no mínimo, de grande burrada socioeconômica e, sobretudo, ambiental. Até agora, o mesmo Governo que tanto alavanca os crescimentos têm técnicos e até Ministros que parecem que nada entenderam e que tanto lutam para impedi-lo ou retardá-lo.
Um excelente 2010, cheio de mudanças para melhor, boas noticias, muito civismo/bons candidatos, aumento dos empregos rurais e agroindustriais, custos baixos, crédito suficiente e oportuno e ótimas rendas liquidas garantidas para todos aqueles que merecem.
Se quisermos – e nos unirmos realmente – poderá ser o ano da virada e da construção conjunta de uma NOVA POLÍTICA AGRÍCOLA e para UM NOVO AGRONEGÓCIO no Brasil e para os brasileiros, inclusive investidores, tradings, agroindústrias, multis etc.. e que nos ajudem nesta obra.