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Comércio Exterior

 
  • Economia

  • Para professor da FGV, empresários erram ao apostar em commodities
    Texto publicado em 18 de Janeiro de 2010 -
     
    Bruno Rios
    reportagem
     

    A cultura brasileira para lidar com o comércio exterior ainda é muito frágil e, se não fosse por isso, o Brasil teria tudo para se destacar entre as principais economias do planeta. A constatação, que cai como um balde de água fria sobre os mais otimistas, foi feita ao PortoGente por Nelson Ludovico, mestre e especialista em Comércio Exterior e Negócios Internacionais. O professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) deixa claro que os empresários erram ao apostar nas commodities e que o cenário poderia ser bem diferente sem a brutal carga tributária do País.

    * Brasil deve priorizar integração econômica regional

    Nos últimos dois anos, Ludovico dedicou-se à elaboração do livro Como Preparar uma Empresa para o Comércio Exterior, guia que mostra um passo a passo do que as empresas brasileiras precisam fazer para conquistar espaço no cada vez mais competitivo comércio exterior. O PortoGente vai sortear dois exemplares desta obra. Para concorrer, basta enviar um e-mail com nome e endereço completos para o endereço eletrônico jornalismo@portogente.com.br. O professor da FGV explica o que, em sua opinião, precisa ser mudado na política econômica brasileira.

    “A cultura empresarial para o comércio exterior é muito pequena. É só observarmos o número de empresas que operam com exportação e importação. Milhares perdem a oportunidade por acharem complexas demais as atividades ao invés de contratar especialistas para se inserirem no mercado externo, evitando os riscos e obtendo ganhos de escala além do crescimento. Estamos entre os 25 primeiros colocados no ranking de comércio exterior, mas de acordo com a potencialidade do País, isto não é nada representativo”.

    Além da apatia dos empresários brasileiros, Nelson Ludovico não exclui o Governo Federal da lista de responsáveis pelo desempenho pouco representativo do Brasil no comércio global. Entre os vilões estão a alta carga tributária verificada em todas as esferas do poder público e a burocracia. Um exemplo citado pelo professor da FGV é o funcionamento do Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), um instrumento informatizado por meio do qual é exercido o controle governamental de todo o comércio exterior brasileiro.

    “Criado em 1992 para exportações e em 1997 para importações, o Siscomex foi divulgado como um eliminador da burocracia brasileira, mas ao longo dos anos ele demonstrou que não faria isso. Atuo no comércio exterior desde a década de 60 e sempre a retórica foi desburocratizar, mas será que há interesse por parte do Governo? Um país como o nosso, com mais de cinco milhões de indústrias, deveria aproveitar esse potencial, tornar-se um dos líderes globais e não ficar dependendo de menos de 20 mil empresas exportadoras. Só que não fazemos isso”.

    Questionado sobre o que o ano de 2010 reserva para a economia brasileira, Nelson Ludovico lembra que se o Brasil aproveitar o que não aproveitou em 2009, será possível obter melhores resultados. No entanto, para ele “é inaceitável, por falta de atitude e comprometimento, decairmos no comércio exterior da forma como isso ocorreu. A retórica é boa, mas até o presente momento as ações deixam a desejar. O Mercosul, por exemplo, não consegue deslanchar e eu nem acredito mais nesta possibilidade, diante dos problemas que perduram entre Argentina e Brasil”.

     

    Enviado por LG em 21/01/2010  (Santos)
    Infelizmente nosso cambio super valorizado nao nos ajuda em nossas exportações de bens acabados. A China, com sua politica agressiva de comercio exterior convive ( e muito bem, obrigado ) com um cambio desvalorizado, o que ajuda sobremaneira suas exportações. É obvio que, com um mercado do tamanho da China e com suas condiçoes ( extremamente duvidosas ) com relação ao capital humano / na mão de obra, torna-se praticamente imbativel como player do comex. Ja melhoramos muito com relação ao passado, onde eramos tidos como oportunistas no coex, so exportavamos o que não conseguiamos vender aqui e etc. Acredito que em um futotro breve, conseguiremos uma maior fatia do mercado de comex mundiasl. Não nos esquecemos de que, para isso, precisamos de investimento em infraestrutura, caso contrario...........
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