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  • Logística

  • Solução para o Brasil é investir em multimodalidade e transporte aquaviário
    Texto publicado em 22 de Junho de 2010 -
     
    Bruno Rios
    reportagem
     

    “A solução definitiva para o fim dos altos custos do transporte agrícola passa pelo incentivo a outros modais e pela interação de fato entre eles, com a implantação da multimodalidade”. A frase acima não é de nenhum especialista de plantão, mas sim do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo. Seu setor sente na pele os problemas causados pela opção rodoviária e apela para uma mudança estrutural.

     

    * Frente Parlamentar de Hidrovias pede incentivos fiscais

    * Federação das Indústrias da Bahia quer PNLT na prática

    * Portuários fazem projeto de autovia marítima para expandir cabotagem

    * Ministério não concorda com a tese de que o Brasil é rodoviarista

     

    “A opção marítima é considerada uma vocação natural brasileira. O País possui mais de 8 mil quilômetros de costa e esse número sobe para 10 mil se considerada a extensão do Rio Amazonas até Manaus. Temos também a economia fortemente concentrada numa faixa de cerca de 500 quilômetros ao longo do litoral, ou seja, quem produz fica perto dos portos e mesmo assim a maioria do que se produz acaba parando nas estradas”.

     

    Números do Ministério dos Transportes evidenciam que a matriz brasileira favorece em 61,2% o transporte por rodovias, 20,7% por ferrovias e 13,6% por hidrovias. O modelo nacional eleva os custos de logística do País, estimados entre 16% e 20% do PIB, quando comparados a uma média de 11% a 12% na Europa, e 9,8% nos Estados Unidos.

     

    “As hidrovias se constituem em ponto de grande importância estratégica para as soluções da infraestrutura nacional. A proposta é consolidar o uso múltiplo das águas para consumo humano, conservação ambiental, energia e transporte. É urgente investir na capacidade de portos como de São Francisco, Itajaí, Santos e Paranaguá, aperfeiçoando as operações e reduzindo custos”.

     

     
     
     
     
     
     
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