Todos brindamos quando na penúltima vez havíamos melhorado nosso IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Acreditávamos estar no caminho dos países de primeiro mundo.
A ducha de água fria veio com a última informação que o nosso IDH caiu. O pior é saber que a desigualdade aumentou. Algo parece estar errado nessa confusão de números que vêm de todas as partes e dos quais nenhum de nós tem a certeza que são fidedignos.
Como pode haver de um lado a informação de que aumentou o número de famílias na classe média, ao que se poderia inferir melhor saúde e moradia digna, e o IDH piorou? Como podemos aceitar que há um número crescente de estudantes e menor analfabetismo, o que poderia produzir melhor educação e o IDH piorar?
Enfim, há uma grande confusão aritmética. O que não se tem dúvida é que a criminalidade aumentou, quer por conta de drogas quer por conta de desigualdade marcante entre as classes sociais.
Atacar o problema das drogas é questão complexa e envolve ação de toda a sociedade. Entretanto, moradia digna que pode conduzir a uma menor anomalia entre as sociedades pode, e deve, ser atacada na menor instância representativa, isto é, pelo município.
Favelas ou miserabilidade existe, sobretudo, em cidades grandes onde o problema já alcançou índices absurdos. Porém, nas mais de 5.200 não mega cidades é possível atacar e resolver facilmente esse problema.
Suponhamos uma cidade com um milhão de habitantes com 10% de paupérrimos. Teríamos 100 mil nessa condição ou aproximadamente 25 mil famílias vivendo em áreas de algum risco, e seguramente com problemas de saúde social.
Um apartamento de 50 m2 de construção popular pode custar 25 mil reais dos quais, em zerando os impostos se poderia chegar a 20 mil, além de que se poderia, com isso, dar emprego espalhado em todo o País a milhões que, trabalhando, não procurariam drogas para ter o que ganhar.
As prefeituras com apoio de governos estaduais e federal, ricos, deveriam fazer a sua parte. Mas como sempre pobre é quem vota sempre em cima das promessas e de seus sonhos. Então por que acordá-los?
Um dia pode ser que não tenham sequer onde dormir. Então pode ser tarde demais ou custoso demais para se curar toda uma sociedade, e não mais poderemos sair mais de casa sem risco de vida.